Vincent - Um solo de amor

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Em 2010, tudo de bom!

O ano que finda pode não ter sido tão ruim. De mais a mais, para o cidadão honesto e trabalhador, as dificuldades já são regra. Exceção são os tempos de glória, fartura e alegria. A questão é que nem todo mundo aceita muito bem essa verdade. Entra ano, sai ano, é difícil haver novidade. Explodem novas quadrilhas de corruptos aqui e acolá. Em Brasília, então... Larápios e sanguessugas de tudo o que é lugar do Brasil acabam indo parar no Distrito Federal. Cegueira, miséria e corrupção. Dinheiro roubado na mala, na cueca, na meia e no calção. Haja ratoeira!

Argh! A política da falcatrua me dá nos nervos. Não vou nem render no papel que é pra não perder o humor. Vou é voltar à minha filosofia de fundo de quintal para dar seguimento ao raciocínio: 2009 poderia ter sido pior. Verdade. Aprendi com o Deus que há em mim que, quando algo está ruim, pode piorar. Portanto, entendo o que é ruim, assim, simplesmente ruim. Ruim e ponto. Já o que é bom, para mim, é sensacional, incrível... Fico feliz com pouco ou quase nada. Desde que passei a aceitar que (sobre)viver é matar um leão por dia, ganhei mais força para continuar lutando. Problemas todo mundo tem. Sabemos disso, amigo leitor. A diferença está em como cada um lida com eles. Vencedor ou perdedor? Depende de nós.

Vejo de tudo nessa praça. Posso garantir que quem não tem dificuldades reais, no fim das contas, acaba dando um jeito de inventar obstáculos imaginários. E como tem gente assim. Observando alguns conhecidos, cheguei a pensar que o homem não nasceu para viver em paz. Na época, assustou-me bastante essa conclusão. Cheguei a preencher meia dúzia de cadernetas com o assunto. Numa delas, amarela de capa dura, escrevi: “Incrível, quando estamos bem, em paz com nossas ações, damos um jeitinho de arrumar confusão”. Lembro-me bem da ocasião. Curiosamente, foi quando entrei num assunto para defender um amigo e perdi o sono com o aborrecimento.

Relendo as anotações reunidas, posso dizer: “Que bom que a gente amadurece”. No entanto, algumas histórias se repetem. Muito do que foi escrito há quase cinco anos está aí. Especialmente no que se refere à fantástica vocação do homem para ir atrás ou atrair problemas. Lembro-me de um tal Tony, conhecido do Adelson. Dizia-se bom de briga. Contava vantagem sobre os seus desentendimentos e adorava confusão. Começou a praticar uma dessas lutas de academia com gente desqualificada e, por fim, em 2004, foi esfaqueado numa briga de rua. Por pouco não morreu. “Tome juízo, Tony”, escrevi. Em 2009, pelo que tive notícia, não foram poucos os casos de violência assim.

Repassei os textos de fim de ano e um sentimento de gratidão se repete: viver é um privilégio. Cada instante a mais, em corpo emprestado, é presente do universo. Fácil? Quem disse que seria? Mas ter consciência do poder do Deus que há em nós ajuda a vencer. É o que precisamos acreditar para não desperdiçar a vida. As dificuldades tiramos de letra. Em 2010, amigo leitor, muito de bom nos espera!

Bandeira Dois - Josiel Botelho - 30/12/09

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