Fantástico - Vai fazer o quê?

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O vestibular da UFMG é osso!

Mais um vestibular da UFMG deixado pelo caminho. Lá se foi! Eita que é preciso estar em muita paz interior para encarar a peleja. A começar pelo desafio de chegar ao local das provas. Mandaram-me para campus no Bairro São Gabriel. O lado oposto de onde moro. E olha que havia a opção de uma escola bem ao lado da minha casa. Não entendo a geografia desse povo. Não seria muito mais fácil encaminhar o vestibulando para um ponto próximo ao seu endereço?

Com isso, certamente, não ocorreria a confusão no trânsito rumo ao São Gabriel e aos outros pontos espalhados pela cidade. O engarrafamento que encarei já estava armado na Avenida Cristiano Machado. Uma loucura! Tempo chuvoso para complicar a situação. Não fosse a Violeta ao volante, mesmo tendo saído de casa com duas horas de antecedência, teria encontrado os portões fechados. Desci do carro e segui a pé para a universidade. Foi longa a caminhada, sob chuva fina, desde a Linha Verde. Misturei-me na multidão de adolescentes na mesma situação.

Segui longa caminhada, a passos largos, na companhia de rapazes e moças que podiam ser meus filhos. Devo confessar que curti a aventura. Achei aquilo um barato. Imaginei-me feliz, nos bancos da escola, aprendendo com todos aqueles garotos. E eles sabem muito. Eu sei que sabem. Era possível perceber os bons candidatos pelo sufoco no andar. Toda aquela correria para chegar 30 minutos antes das provas é só para gente muito interessada. Eu, quarentão, não faço mais do que a minha obrigação. Agora, aquela meninada de 17, 18 anos... só por comprometimento. Fiquei bastante admirado.

Conheço jovens aos montes que não estão nem aí para os estudos. Tenho amigos que estão cortando um dobrado com os filhos, que só querem saber de farra e de vida mansa. Se a vida anda dura até para quem tem estudo e qualificação, imaginem para o sujeito sem formação ou conhecimento. Violeta sempre diz: "O caminho é a universidade". Nisso também concordo plenamente com ela. E ela sabe bem o que diz. Tem estudo para mais de metro e está concluindo mestrado. Tenho muito orgulho da Violeta. É minha principal apoiadora nessa empreitada com os estudos. Mulher exemplar está ali: jamais fala pelos cotovelos e é incapaz de qualquer indelicadeza.

Mais tarde, conferiu o gabarito comigo como se fosse ela a candidata. Deu-me abraço carinhoso pela pontuação e sorriu com doçura. Fiz o melhor que pude para travar o bode pelo chifre. Busquei todo o equilíbrio possível para não fazer feio. Estudei o ano inteiro como não havia estudado em toda a vida. Li até o que não dei conta e apanhei de muita informação. Vestibular na federal é isso: osso. Agora é aguardar o resultado.

Boa sorte, garotada!

Bandeira Dois - Josiel Botelho - 2 de dezembro de 2009

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