Vincent - Um solo de amor

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Mineiros, cariocas e urubus


Parabéns aos flamenguistas de Juiz de Fora! Especialmente ao técnico Andrade, que fez bonito Brasil afora, levando o Flamengo ao hexacampeonato. Já pelas bandas de cá, verdade seja dita, não há muito o que comemorar. A Libertadores para o Cruzeiro não era mais do que obrigação. Para mim, sem oba-oba, o treinador Adilson Batista está é em falta. Vamos ver se vai saber aproveitar a nova oportunidade e o voto de confiança da torcida azul. E o Galo? Um fiasco. Definitivamente, não merece a torcida que tem.

Mas futebol é assunto para os entendidos (e são muitos). Resolvi abrir nossa Bandeira Dois com o Flamengo, do mineiro Andrade, porque estive no fim de semana em Juiz de Fora e fiquei bastante impressionado com a festa rubro-negra na cidade. Buzinaço e carnaval em vários pontos por onde passei. Parecia que Violeta e eu estávamos no estado do Rio de Janeiro. Nunca vi tanta gente bonita aglomerada vestida de preto e vermelho. Uma farra, com bares e ruas lotados.

Depois de sábado e domingo de muitas alegrias em terra de inclinações fluminenses, a semana começou bem na volta a Belo Horizonte. Praça movimentada, aquecida pelas chuvas e pelo Natal que se aproxima. Este mês promete ser muito bom. Ontem, o Adelson, otimista que só ele, disse que já faturou em uma semana mais do que durante todo o mês passado. Está rindo até, de carro novo e em paz com amor antigo. Grande, Adelson! Beijo na Rita, meu velho. É. Não tenho dúvidas: o bem atrai o bem. A cada dia acredito mais nisso.

Gosto muito de pensar que o pensamento é como ímã. Tenho provas reais, diariamente, da tal lei da atração. Tenho muitos amigos e colegas. Basta ser um pouquinho observador para ver de tudo: quem só pensa em mulher, tem muita mulher; em dívida, muita dívida; em trabalho, muito trabalho; em doença, muita doença... e por aí vai. Há até quem só pensa em dinheiro e tem muito dinheiro. O problema é que o dinheiro não é tudo. Daí a importância de equilíbrio na vida. Não é fácil, mas vale refletir sobre isso.

No momento, por exemplo, tenho pensado muito em paz. Especialmente, na paz do mar e de suas marés no Espírito Santo. É onde vou passar a segunda quinzena de janeiro com a família, logo depois da etapa final do vestibular da UFMG. Feliz, estou procurando não pensar muito nas provas da próxima fase. Não quero perder os cabelos. Em vez de continuar comendo os livros, optei por um treinamento zen: bioenergética e meditação. Comecei na segunda-feira mesmo, logo depois de saber o resultado.

No mais, 12 horas de jornada. No tempinho vago, mão na caneta azul, que corre solta na caderneta de papel pautado. Depois de falar de Minas, do Rio e do Flamengo, um título: “Mineiros, cariocas e urubus”.

Bandeira Dois - Josiel Botelho - 9 de dezembro de 2009

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