Vincent - Um solo de amor

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Por piedade, senhor pedreiro!

Dizem que as obras em casa – mesmo as menores – costumam escangalhar a vida de qualquer casal. Há até quem se separe por causa dos conflitos no período da reforma. E são muitos os dissabores: pedreiros enrolados, incompetentes; problemas com material de construção; os custos de última hora; as desculpas mentirosas dos tratantes; remendos etc… Quem já passou pelo caos que envolve o assunto sabe bem o que isso significa. Violeta e eu, salvos pelos céus, estivemos no olho do furacão nos últimos três meses.

Um suplício quase sem fim para deixar nos trinques o quarto do bebê, previsto para o início de outubro. A gravidez, graças ao Senhor de todas as marés, vai muito bem e a relação com o garoto tem sido a maior festa. Já os transtornos com a “micro-obra” foram de arredar do centro qualquer monge-santo. Ninguém merece! Não imaginava a quantidade de gente ruim de serviço na área da construção civil em Belo Horizonte e região metropolitana. Pela mãe do guarda!

Foi um custo sobrenatural encontrar um pedreiro digno, decente, responsável, que desse cabo na tormenta. Teve um, então, o primeiro, indicado por amiga muito querida, que deveria se envergonhar de dizer que é mestre de obra ou pedreiro. Aproveitando que o mercado está uma beleza – não há bons profissionais disponíveis – o camarada, picareta até na alma, assume um monte de compromisso ao mesmo tempo e trabalha no seguinte esquema: cada dia deixa um cliente na mão. Fura um dia com um, um dia com outro… e por aí vai. É sério. Pode?

Impressionante o caradurismo do elemento. Ainda é patrão o sujeito. Vai em cidade qualquer do interior – onde o Bolsa-Família ainda não instaurou a preguiça por completo – e traz pessoal para trabalhar. Enrola aqui, enrola ali, e assim vai vivendo de abusar da confiança da clientela. Pede dinheiro adiantado e pisa na bola com todo mundo – soube de mais uns três nas mãos do pilantra. E, para piorar, só faz serviço de porco – que me perdoe o animal. Tudo que ele fez na minha casa teve que ser refeito. Violeta estava que não se aguentava de desgosto.

Depois desse sujeito, vieram mais uns três igualmente incompetentes e enrolados. E tudo com salário de médico particular. Uma fortuna quer ganhar essa patota ruim do senta o cimento. Resultado: um serviço pequeno, coisa de duas semanas, levou três meses do desfaz e conserta até o acabamento. O amigo leitor não tem noção, espero – porque se sabe bem o que Violeta e eu passamos, certamente passou por pesadelo. Não desejamos isso a ninguém. Vão dizer que não posso generalizar. E não posso. Existem alguns bons profissionais, sei bem.

O pai da Sueli mesmo é um bom exemplo na Região de Venda Nova. Cumpre todos os prazos e sabe trabalhar como ninguém. No Santa Terezinha, na Pampulha, tivemos o Adão, o Pedro e o Milton. Sérios, honestos e muito bons na colher de pedreiro. Passado. Verdade seja dita: está cada vez mais difícil encontrar um bom profissional do ramo. Que o diga a boa companheira de Aqui, Simone Castro. Recentemente, a amiga jornalista também enfrentou maus bocados com gente ruim de serviço. Pronto, Violeta. Baixou a poeira! Sobrevivemos!

Bandeira Dois - Josiel Botelho - 29/8/12

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