Van Gogh - Temporada 2017

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Estreia dia 17, no Teatro Marília

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mulher objeto, homem idiota (2)

“Mulher objeto, homem idiota”, coluna da semana passada, rendeu entre amigos e leitores. O Osmar ligou cedo, logo que comprou o jornal na Banca do Manoel: “Você falou o que há muito tempo eu queria dizer. Gosto da minha cervejinha e ninguém tem nada a ver com isso. Se dirijo não bebo e quando bebo não dirijo, você sabe, Josiel. Mas esse lance das propagandas de bebida é isso mesmo que você escreveu. Bebida, pra mim, é que nem cigarro. Então, não pode ter propaganda. Bebe quem quer, mas a pessoa tem que saber que faz mal. Agora, o lance da mulher objeto e do homem idiota foi em cima. É isso mesmo. Os malas colocam as gostosonas na propaganda e os bebuns tudo com cara de retardado. Anota e publica no Aqui o que eu tô falando, Josiel”.

Tá publicado, Osmar. Valeu a leitura, fi! A Sueli, aniversariante do dia, enviou mensagem pelo celular: “Senta o pau, Vigário! Kkkkkkkkkkk Domingo, no churrasco, não esquece de levar uma caixa de todinho, hein!? Kkkkkkk É sério… gostei pacas da coluna de hoje, mas não podia deixar de azarar… abs Beijo na Violeta!” Sem comentário, dona Sueli.

O Wilian Carlos Araújo Filho, leitor atento à cidade, preocupado com o futuro de seus cidadãos, com a lei e com a ordem, também se manifestou, motivado pelo texto da semana passada:

“Caro Josiel, me identifiquei e muito com vossa opinião na coluna "Bandeira dois" do dia 8 e, principalmente, pela palavra final: "EDUCAÇÃO". Bati nessa mesma tecla por muitos anos na minha carreira de policial militar. Fui do extinto Batalhão de Trânsito, nos bons tempos em que éramos mais de dois mil homens e muheres a coordenar as ruas e avenidas da nossa BH, hoje, com apenas uma companhia, com cento e poucos policiais. E lá, na decada de 90, mais precisamente em 1992, servindo na seção de estatísticas do Batalhão, durante reunião de trabalho, a respeito da falta de EDUCAÇÃO de condutores de veiculos, sugeri que fosse anotado em boletim de ocorrência (BO) o grau de instrução de cada envolvido. Para que fosse feito uma análise sobre o assunto. Até hoje deve ser anotado este dado em BO, mas a maioria dos policiais nao o leva em conta e deixa de anotar.

Você, tem toda a razão em sua opinião: “No Brasil, o maior desafio é a EDUCAÇÃO”. Infelizmente, uma grande maioria dos cidadãos, principalmente os jovens, só tem conhecimento dos seus direitos, e as obrigações e deveres são esquecidos. Daí, eles acham que podem tudo, inclusive matar. Achei um absurdo a declaração deste jovem (o rapaz de 18 anos que atropelou intencionalmente em Nova Lima, na saída de uma boate, no início do mês) em emissora de rádio da capital, ocasião em que ele disse, entre outras palavras: "Antes ele do que eu". No momento em que ouvi a entrevista, pensei comigo: "Qual sera o grau de instrução desse indivíduo?". E a propósito, a impunidade também tem uma grande parcela nessa situação.

Desde já agradeço vossa atenção e solicito-vos que continue a bater nessa tecla, para que, pelo menos a longo prazo, possamos chegar onde queremos: a paz no trânsito, a paz nas ruas, nos estádios, por que nao?”

Nosso abraço, Wilian. Este quintal também é seu. Não vamos deixar o assunto morrer.

Bandeira dois - Josiel Botelho

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