Vincent - Um solo de amor

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O sonho do Osmar com a Eliza Samudio


Ontem, quem diria, passei a manhã de olho na TV Assembleia. A noite foi longa no batente. Ainda assim, dormi pouco – duas horas apenas – e acordei para acompanhar o caso do ex-goleiro Bruno, agora, no assunto em questão, vítima. É o que diz. Ele e seus defensores acusam juíza e delegado em suposta oferta de favorecimento. Falam em até R$ 2 milhões na calada pela liberdade do acusado pelo desaparecimento de Eliza Samudio. É acompanhar para ver até onde isso vai. Desde o princípio, meus companheiros de praça e eu – que fomos grandes fãs do atleta – vemos essa história por demais longa e cheia de mistérios. Todo o que está em torno dos acontecimentos é triste e trágico: o sumiço da moça e o fim de uma carreira extraordinária no mundo da bola. Inacreditável. O moço estava com os pés e as mãos na Europa.

Entre os meus companheiros há quem acredite que a ex-modelo ainda vai aparecer. O Osmar é quem mais torce para que isso aconteça. Já até sonhou. Gravei e depois passei para a caderneta de papel pautado o sonho do amigo para, na primeira oportunidade, dividir com o amigo leitor. Não há ocasião mais oportuna:

“Josiel, veja bem, pode publicar quando quiser. Tava na rodoviária, na fila, depois do café do Bar do Pelé. Era madrugada. Minha vez na fila. Nisso, entra no meu carro, com bagagem pequena, de mão, uma moça muito bem vestida, de peruca loura e óculos escuros. Parecia coisa de cinema. Ela tava com um cabelo igual ao daquela atriz, a Marlyn Monroe. Nem sei como é que fala esse nome, mas é esse mesmo. Olha lá no Google como é que escreve, Josiel. Ela tinha até uma pintinha, assim, idêntica. Tô falando porque eu vi um filme com essa Marlyn, outro dia, na TV à cabo e fiquei com a imagem bem viva na cabeça. E a boca? Vermelha cor-de-sangue. E a pele era toda cor-de-rosa. Aí, voltando ao meu sonho, a estranha passageira aparentava muita saúde. Logo que deixamos a rodoviária, já na Avenida Paraná, ela tirou os óculos e a peruca. Balançou o cabelo e perguntou se eu a conhecia. Disse que havia chegado para colocar fim à peça que estava pregando no Bruno. Aí, infelizmente, acordei”.

O Osmar passou quase um mês falando desse sonho. Queria muito que isso fosse verdade. Vendo agora, na TV, o Bruno todo carinhoso, aos beijos com a namorada Ingrid, entendo bem o sonho do colega de praça. Bem que podia ser verdade mesmo. Ia ser muito bom ver o goleirão deixar a Nelson Hungria com a cabeça erguida, retomar a carreira e dar a volta por cima. Até lá, só nos resta torcer para que algo de valor se revele nesse trágico e avacalhado caso de polícia.

Bandeira Dois - Josiel Botelho - 29/6/11

Um comentário:

Cacá - José Cláudio disse...

É, Josiel, o imbróglio ficou tão grande que está até difícil da gente formar uma opinião. O jeito, como você disse, é acompanhar para ver aonde vai desaguar esta enxurrada sinistra. Abraços. Paz e bem.