Vincent - Um solo de amor

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Com a palavra, o leitor

Jefferson, bom dia!

Recebi, através da minha amiga e colega de trabalho, Maria Luísa, esposa do Ademar, o seu livro "Bandeira Dois - Do eu que há em mim". A cada manhã, desfrutei a leitura de suas crônicas tão afeitas ao cotidiano do "taxista Josiel Botelho", extremamente sensível às questões sociais, políticas e intrínsecas ao ser humano, nas suas reflexões, ponderações, considerações. Achei sua habilidade de tratar de temas tão diversos, emergentes de uma capital susceptível ao bem e ao mal, muito equilibrada em seu estilo e forma, baseando-me no fato de Josiel ser povo e a ele dirigir-se, tão próxima e intimamente.

O taxista é cativante, ávido de dizeres, que não é indiferente ao seu universo, nem intransigente no que toca à ética e ao respeito pelo semelhante. A gama das apreciações do taxista é traduzida numa ótica ampla e visionária de um mundo carente de apropriar-se do seu fazer e reconstruir-se. Na sua linguagem coloquial e simples, Josiel diz, Josiel configura o tempo, oficializa a crônica do homem urbano em seu elo de complexas relações. Josiel ensina, semeia, faz valer sua voz, opina. Esse taxista a percorrer o asfalto, vai traçando perfis de uma revolução interna; faz-nos o pensamento refrear, para apreciarmos, com mais atenção e contemplação, o trajeto que traçamos.

Jefferson, também escrevo e gostaria que você aceitasse um exemplar de meu segundo livro. Chama-se "Dona Feia". Ela não foi conduzida no táxi do Josiel, mas bem que ele ficaria sensibilizado com essa (assim dizem)encantadora personagem. Como eu poderia enviar para você o livro? Pelo correio? Deixo em sua residência no Santa Mônica?

Aguardo seu retorno. Obrigado por resistir. Com consideração e estima,

Anderson de Oliveira.
andersonoliveira2002@yahoo.com.br

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