
O argumento, simples, bebe da combinação solidão/internet para se fazer roteiro. Mulher madura, sozinha, encontra rapazote bom de papo na grande rede, mantém namoro virtual e, por fim, seduzida pelas boas intenções do moço, acaba marcando encontro em seu próprio apartamento. O conflito vem da diferença de idade e até consegue promover alguns bons diálogos, mas o que se vê a partir daí é o bom trabalho de Diva Carvalhar e Ely Barbonaglia, seguros em suas composições, longe dos estereótipos de caras e bocas já tão conhecidos. Diva, competente, se destaca por sensibilidade e experiência. Ao telefone ou em apuros no sofá, dá graça e emoção ao jogo de cena proposto pela direção.
Fernando Couto é bom contador de histórias. Em Na idade da loba, esperto, consegue ampliar em significados o texto e elaborar limpo e eficiente o desenho da ação. A seleção musical, com hits dos anos 1970, ajuda com as pausas e nas intenções dos intérpretes. A maior surpresa reservada ao público que acompanha Roberto de Freitas é o cenário, caprichado, desenhado por ele: caixa moderna, sustentada por colunas metálicas vazadas, que dão estilo e sugerem conceito de criação ao covil da bela loba.
Na idade da loba
Teatro da Maçonaria (Av. Brasil, 478 – Santa Efigênia – 3213-4959). Domingo, às 19h15. Ingressos: R$ 24 (inteira); R$ 12 (meia-entrada) e R$ 10 (postos do Sinparc). Em fevereiro, às terças-feiras, às 21h.
Estado de Minas - Jefferson da Fonseca Coutinho - 30/1/11
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