Na montagem atual, dirigida e produzida por Márcio Machado, nem a simplicidade dos sete pequenos cubos cenográficos, que desdobram marcações pouco criativas e enfraquecem a movimentação dos atores, dá conta de diminuir os acertos da obra de Jockymann. O texto sobrevive também a alguns excessos do figurino, por vezes, carregado para forçar a graça. Salva-se quando em vermelho, preto e branco. Já a trilha adaptada pelo próprio diretor, de bom gosto, enriquece a fé e a atmosfera do bafão. Caminhemos, de Herivelton Martins, é clímax no espetáculo.
Viviane Reis, Karine Terrinha, Ângela Lacerda e Sidney Scherman, à vontade, ajudam a plateia a desconsiderar os pecados da produção. Lander Braga, o marido infiel, tem naturalidade e carisma que o destacam. O ator trata sua personagem-eixo com comicidade espontânea e demonstra ter conhecimento do jogo esperto de interpretação proposto pela narrativa e respeitado pela direção. Três pontos de vista alinhavam a boa dramaturgia de Jockymann. Trupe e carpintaria de escrita são o que sustenta esse Marido, matriz e filial.
Marido, matriz e filial
Sala Juvenal Dias, Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236-7400. De segunda a quinta-feira, às 20h. Ingressos: R$ 30 (inteira); R$ 15 (meia); R$ 10 (postos do Sinparc).
Estado de Minas - Jefferson da Fonseca Coutinho - 13/1/11
Nenhum comentário:
Postar um comentário