Fantástico - Vai fazer o quê?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Leitores em defesa da educação


“Que tal um ‘Kit-educação?”, coluna publicada na semana passada, movimentou a caixa-postal de nossa Bandeira Dois. A Luciene, de Varginha, no Sul de Minas, comentou: “Não tenho dúvidas de que o maior problema de nosso país é a falta de educação, que reflete nas urnas a cada eleição, Josiel. E como a maioria de nossos políticos só está no poder por causa da ignorância do povo, infelizmente, vai ser difícil reverter essa situação”. Falou tudo, Luciene. Assino embaixo de todas as suas letras. O leitor Fernando, morador do Bairro Palmeiras, na Região Oeste de Belo Horizonte, também escreveu para o Aqui: “Josiel, sempre passo no ‘nosso quintal’, e só pra variar, a coluna de hoje, bate com o que penso, e pratico na vida. Também acho que está faltando educação e outras coisas mais ao ser humano de hoje, como solidariedade, bom senso, humildade...


Quando ‘sofro’ dentro de um ônibus, vejo a falta de cavalheirismo dos jovens e até dos adultos, que atropelam as pessoas pra entrarem na frente; os namorados que se assentam e deixam a namorada em pé... Sentam-se no canto e deixam a moça na beirada... Minha mulher acha que estou ultrapassado e que, hoje, as coisas são diferentes. Mas, aprendi que educação cabe em todo lugar! E as palavrinhas mágicas?

Sumiram!

Quando voce conta histórias do ‘Velho Botelho’ me vem na cabeça o meu ‘Velho Juvercino’: super rigoroso, com pouco estudo, mas colocou os sete filhos no caminho do bem. Sempre disse que ‘o que é seu, é seu, e o que é dos outros, é dos outros’!

Quando eu tinha uns sete anos, num sábado a tarde, meu pai, cuidando da construção de nossa casa, me mandou buscar um pão de meio quilo (lembra-se?) e um litro de leite. Deu-me uma nota de dez cruzeiros. Ao receber o troco do comerciante, percebi que ele me devolveu junto a nota de dez que eu havia dado a ele. Peguei o troco, embolei-o na mão e voltei correndo pra casa. Ao chegar, devolvi a meu pai o troco e disse, satisfeito, achando que fiz vantagem e o certo, que o moço me deu a nota de dez de volta. Na sua simplicidade, me mandou voltar na mercearia, devolver a nota ao comerciante e dizer que eu não havia percebido o erro, mas que ele viu.

E me disse ainda, que, no domingo, iria lá tomar uma cerveja e confirmaria com o moço se eu havia devolvido a nota! Nem precisava desse aviso final, né!? Claro que voltei, e o moço ficou tão satisfeito...

Assim também ensinei a meus filhos, e eles também são assim, graças a Deus! Josiel, aproveita e faz uma campanha pelo bom senso no uso dos faróis a noite, porque o que tem de gente abusando do farol alto, e o que tem de carro e ônibus com faróis desregulados: um alto, outro baixo, não tá no gibi! Desculpe o tamanho da mensagem, e obrigado pelo espaço!” Está dado o recado, Fernando! Valeu, Luciene! Neste quintal de papel, sintam-se em casa fértil para as sementes das boas ideias. É assim em nosso Aqui, terreno de compromisso e de responsabilidade com o leitor.


Bandeira Dois - Josiel Botelho - 8/9/11

Um comentário:

Cacá - José Cláudio disse...

Há uns valores que vão se perdendo pouco a pouco, Josiel e isso me assuta muito pois são exatamente os que considero mais fundamentais para obtermos alguma harmonia social: são generosidade, afeto, cordialidade, honestidade e bons modos. Esse é o conjunto que forma o que considero uma educação edificante na sociedade. Um abraço. paz e bem.