Vincent - Um solo de amor

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ainda sobre a Amy Winehouse


A imprensa internacional também espinafrou o tal impostor, duramente criticado em nosso quintal na semana passada. Chamou de mau gosto e indelicada a postura do sujeito, pseudo-humorista, que invandiu o funeral da menina morta. Por essas bandas, terras de Minas, a repercussão foi grande. Bem maior do que muitos podiam imaginar. Foram muitos os e-mails de leitores que entenderam total desrespeito e “triste fim do humor brasileiro” – disse Maria Helena Borges, professora em Uberlândia – a falta de criatividade desses programecos da tevê aberta.

O Luís Henrique, comerciante em Valadares, desabafou: “Você disse bem, Josiel, ao relembrar Mazaropi e Grande Otelo, na minha opinião os melhores de todos os tempos. Mas nem precisa ir tão longe, é só falar do TV Pirata, por exemplo, que fazia um humor completamente diferente desses que a gente vê hoje. É uma vergonha isso que está aí e que chamam de programa de humor. E as rádios também vão para o mesmo caminho. Nem tenho ido mais ao teatro de tão ruim que tenho achado esse povo que diz que é comediante e que fica contando piada, fazendo graça com o que não tem a menor graça. Lembro-me de um espetáculo que vi do Rogério Cardoso, aí em Belo Horizonte. Faz muito tempo. Aquilo sim, era humor. Ele sozinho no palco e a plateia toda feliz da vida”.

É, Luís Henrique, o Rogério Cardoso era mesmo genial. Lembra-se dele na Escolinha do Professor Raimundo? Ele roubava a cena. Mais mensagem: Edgar Caetano, de Luz, escreveu: “Bom-dia, Josiel. Sou leitor de sua coluna, dificilmente não leio uma. Você disse muito bem sobre a atual fase do humor brasileiro. Principalmente, de alguns programas em específico. Uma tristeza. Chega a ser desagradável com o telespectador. Mas, fazer o quê? Não é mesmo!? Só nos resta não assistir a essas idiotices. Se você quer rir, sorria com as reportagens do Eli Aguiar e suas tiradas espontâneas. Simples, sem ofender os outros. Garanto que é melhor que muito programa de humor por aí. Um abraço, muita saúde e paz para você e seus familiares”. Obrigado, Edgar. Seja bem-vindo e faça uso deste quintal. Luz é terra de gente muito querida. Tenho grande amigo nascido na região: o músico e jornalista Augusto Pio. Grande abraço.

Lessandro F. Teixeira enviou e-mail bacana e fez alguns importantes comentários. O primeiro é que considerou uma grande injustiça da minha parte não citar o Ronald Golias. E tem toda razão. Deixo aqui as minhas desculpas. O Golias foi, de fato, um dos maiores humoristas de todos os tempos. O leitor escreveu ainda: “Realmente, é um absurdo o que esse impostor fez no velório da Amy. Desrespeitando o velório daquela maneira, considero que desrespeitou toda a humanidade. Houve um grande desrespeito também à religião judaica, pois, para protagonizar aquela palhaçada, com todo respeito aos verdadeiros palhaços, ele utililzou de maneira debochada o "quipá", que é um símbolo sagrado do judaismo, o qual todos devemos respeitar”.

Por último, Lessandro quis saber se o disco que ganhei do meu filho, citado na coluna, era fruto de pirataria. Não, caro Lessandro. Veio de CDs originais para uso doméstico por parte de um pai caipira e cheio de saudade. Meu abraço!

Bandeira Dois - Josiel Botelho - 3/8/11

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