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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Um risco na alma

A notícia quem soprou foi o Osmar, conhecido de gente próxima da vítima. Apuramos o assunto para dividir aqui com o amigo leitor. O fato, ocorrido lá nos anos 1990, chamou a atenção da turma. A madrugada de 7 de julho de 1995 era de comemoração no Buffet Catherine, na Avenida Raja Gabaglia. Baile de formatura de jovens universitários de conceituada instituição particular. Entre os convidados, dois sujeitos de 19 e 22 anos, com destinos cruzados: um, marcado no rosto por corte de 6 centímetros feito à taça de vidro.

O outro, autor da agressão, com pendenga nas costas e duas condenações – penal e cível. Depois de cumprir dois anos e três meses, em regime aberto, nos anos 2000, o réu recebe nova sentença por danos morais, estéticos e materiais. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da 23ª Vara Cível de Belo Horizonte, condenou o estudante a pagar indenização de R$ 25 mil para a vítima, hoje, odontólogo, com 36 anos.

Desde a fatídica madrugada de julho, são 17 anos de tramites processuais e, naturalmente, muito dissabor. Segundo testemunhas, por volta das 5h do dia 7 de julho, o agressor começou a importunar duas moças, primas da vítima, que pediu para que ele não agisse daquela maneira. Há relatos na ação de que o réu, inconveniente, chegou a segurar uma delas pela cintura. Chamado a atenção pela segunda vez, o estudante partiu para cima da vítima golpeando-a com uma taça de vidro no rosto, causando um corte da altura dos olhos até próximo a boca.

O TJMG estabeleceu o valor de R$ 15 mil por danos morais e R$ 10 mil pelo dano estético, representado pela cicatriz. Ficou definido também que os gastos comprovados no processo deverão ser ressarcidos ao dentista, depois de apurada a atualização de todos os custos.

Para os companheiros de praça, certamente, o ocorrido é motivo de intranquilidade para ambas as partes – envolvidas no desentendimento quando jovens e imaturos. Para a Sueli: “Um marcado no rosto, o outro na alma”. É a história que o velho Botelho repete sempre: “Um minuto sem pensar, o resto da vida para pagar”.

Bandeira Dois - Josiel Botelho

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