Van Gogh - Temporada 2017

Van Gogh - Temporada 2017
Estreia dia 17, no Teatro Marília

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O jeito Hebe de ser


Muito já foi escrito sobre a morte da tão querida Hebe Camargo, amiga de todos os brasileiros. Li homenagens em jornais, sites de notícias, vi e ouvi noticiários de TV e programas especiais de várias emissoras. A grande dama da televisão brasileira vai mesmo deixar saudades. Não apenas pela inigualável performance diante das câmeras e pelo jeito amigo, carinhoso, de lidar com cada um, mas, especialmente, pela alegria que ela compartilhava. O velho Botelho e eu conversamos muito sobre a artista. Em inúmeras ocasiões e por razões diversas. Bastava alguém falar em tristeza ou alegria para a Hebe Camargo fazer parte da conversa. Tudo na nossa casa, lembro-me bem, costumava ter a dama como referência. Volta e meia o velho Botelho dizia: “Penso como a Hebe que diz que tristeza atrai tristeza e alegria atrai alegria. Então, não vamos deixar espaço para nada que não presta, hein!? Se você entender isso, meu filho, já vai ser meio caminho andado para ser feliz”. Fiz disso lição. Na minha vida não há o menor espaço para infelicidades. Elas, existem, todo nós sabemos. Mas não retumbam na minha alma. Ontem, bastante sentido pela falta que a Hebe faz, o pai disse e eu tomei nota para publicar aqui, em nosso quintal:

“Há muito tempo, já há mais de dez anos, a única alegria que a televisão me dava era a Hebe Camargo. As novelas nunca foram tão ruins e os programas da TV aberta são de baixíssimo nível. Está difícil de aguentar. Dá para salvar parte do jornalismo e olhe lá. Agora, já a Hebe Camargo sempre foi uma grande alegria para todo mundo. Natural, acertiva, carinhosa, tipo de postura que todo mundo deveria tomar como exemplo. Fosse o jeito Hebe de ser modelo, meu filho, a gente não teria tanta gente sem noção espalhada pelo mundo. Acredito nisso. Sabe o que sempre me tocou na Hebe, Josiel? Aquele sorriso natural, sincero, que era a marca dela. Aquela simplicidade elegante, chique pela própria natureza. Aquele “gracinha” verdadeiro que ela dizia pra todo mundo que ela admirava. A Hebe nunca foi como esse bando de entrevistador que insiste em aparecer mais do que o entrevistado, do que o assunto. Ela sabia ouvir, sabia a hora de cortar, de entrar na conversa, com aquele carisma impressionante, de berço. A TV já andava pra lá de pobre com essas novelinhas que só falam em traição e vingança. Agora, sem a Hebe, só o controle remoto para dar jeito, Josiel. Só o controle remoto”.



Bandeira Dois - Josiel Botelho

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