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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Meu coração pensador

Deus promove os encontros e o resto... bom, o resto é com a gente. Tem a distância física e tem a distância do pensamento. É o que aprendi bem cedo, ainda criança, quando, por tempo e força das circunstâncias, fui obrigado a ficar longe do meu pai. Depois, longe da minha mãe. Quis o destino, muito pouco tempo da vida perto dos dois. Seria felicidade demais para uma criança só.

O pai, o melhor amigo, está bem, firme e forte, “bom, bonito e gordo”, como costuma dizer. Comemorou 75 anos na semana passada. Já a mãe, está bem, ainda mais linda e sorridente ao lado dos pais, meus avós, anjos do céu.

E foi criança, bem pequeno, com menos de metro e meio, que aprendi, na marra, esse negócio da diferença entre a distância física e a distância do pensamento. Mesmo longe de um ou do outro, e, muitas vezes, dos dois, jamais estive distante dos que amo no meu coração pensador.

Nem sempre estar longe significa estar distante. Assim como nem sempre estar perto significa estar junto. O amigo leitor, se estou certo, sabe bem o que isso quer dizer. Meu coração pensador é um furacão. Fora as agruras mais comuns do ser humano, diz-me coisas sempre muito boas que não me deixam a cabeça.

A última, num sopro de bem, me ensina que é melhor ser feliz do que ter razão. E assim vou vivendo, cada vez mais distante e bem longe dos dissabores que posso evitar. Não sou do tipo que gosta de discutir relação nenhuma. Para mim, quando se ama, ama-se e pronto. Quando se perdoa, perdoa-se e ponto.

Ficar remoendo o passado, sofrendo com o que não tem valor, não ocupa um mísero bite do meu coração pensador. Quando algo que não pertence mais ao meu coração se acaba, acaba-se e fim. Em mim, alimento a filosofia de “viver para não se arrepender”.

Vivo. E vivo tão muito e intensamente que uma vida é bem pouco para dar conta do tanto que há aqui, no peito. Hoje, estou assim: que não me aguento. Antes, não gostava de aniversários. Hoje, motivos não faltam para comemorar!

Obrigado, pai! Obrigado, mãe! Obrigado, meus filhos! Obrigado, mulher companheira! Do melhor da vida, o que guardo e cuido, é o meu coração pensador, casa de melhores amigos.

Jefferson da Fonseca Coutinho

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