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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Deus é a própria vida

O texto da semana passada rendeu. E quando o assunto rende, em respeito ao amigo leitor, que participa e comparece, a gente o traz de volta. Teve e-mail, telefonema e mensagem no celular. Visita também. O Osmar, que há tempos não aparecia, teve lá em casa. Já chegou dizendo: “Cara, será que a pastora que trabalhava na casa do Euclides não é a dona Jabulani, não!?”.  “Jabulani” é como o Osmar se refere a mãe da ex-mulher. Assim como a “pastora”, personagem da coluna passada, a ex-sogra do Osmar via o “coisa ruim” em todos os lugares e tanto fez e disse que acabou por infernizar a vida da filha.

Do Barreiro também teve manifestação. Leonardo M. Santos escreveu: “Josiel, leio sempre o Aqui e toda quarta-feira gosto de ler Bandeira dois, porque você escreve muita coisa que parece que aconteceu comigo, na minha casa. A história do Euclides, professor, que você contou na semana passada, aconteceu comigo um pouquinho diferente. Lá em casa, não foi com a empregada porque eu nem tenho empregada. Foi pior porque foi com minha mulher que entrou para uma igreja dessa, evangélica e doente, e a nossa vida ficou de cabeça para baixo. Tudo era coisa do diabo e nada era de Deus. Eu disse pra ela: ‘Você fala mais no capeta do que em Deus. Que diacho de crente é isso?’. Infelizmente, é isso mesmo que você escreveu. Fé errada é doença”.

“Engraçado, Josiel. A mulher da coluna da semana passada falou que a pneumonia do Euclides era coisa do diabo. Por que ela, evangélica, não disse que a melhora dele foi obra de Deus?”, escreveu a Marta, universitária, filha do Irani. Chico, André, Neuzinha, Thaís, Pablo, Inês, Valdir, Moacir, Túlio, Elias, Sueli, Sarah e Roberta ajudaram a render o tema da fé. No domingo, entre amigos, Deus, nossa força maior que rege o universo, como sempre, foi conversa boa. Sabemos todos que o mal, o negativo, existe. Mas para quê destacá-lo?

Para tudo o que é ruim, há em contra ponto o que é bom. Equilibrio. São dois pontos de vista para tudo na vida, creio. São dois os tipos de sujeitos que observo pelo caminho: há aquele, otimista, que se apega ao que é de Deus. E aquele, pessimista, que faz questão de enxergar apenas o lado ruim do que está ao seu redor. É mais fácil, pelo que compreendo, entregar-se à derrota. Achar que tudo é doença, miséria e fome que mata.

Difícil, no entanto bem simples, é ver que a vida é bem maior da natureza. Que há alguém bem perto de você, certamente, em situação muito mais complicada que a sua. Conheço gente aos montes que só sabe é reclamar da vida. Que perde um tempo precioso desejando apenas o que o outro tem. Gente incapaz de olhar para o lado e ver a alegria das crianças e agradecer pelos céus de todos os dias. Tem gente que é capaz de passar toda a vida procurando por Deus. E, assim, esquece-se de que Deus é a própria vida.

Bandeira Dois - Josiel Botelho

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