<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339</id><updated>2012-02-13T09:44:15.436-02:00</updated><category term='rede globo'/><category term='novelistas'/><category term='pirex eid fit armatrux teatro'/><category term='livro'/><category term='autores'/><category term='documento'/><title type='text'>Vida Bandida</title><subtitle type='html'>O pior do que há em mim, somado ao de mais horrível que existe em você. Cinema, teatro, literatura, agenda, críticas, televisão, cultura, Belo Horizonte, portfolio, contatos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>550</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-8933961695054609613</id><published>2012-02-13T09:38:00.002-02:00</published><updated>2012-02-13T09:44:15.447-02:00</updated><title type='text'>Barraco no cartório</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-d5ZQVGcd28c/Tzj2kvqREZI/AAAAAAAABxk/v9a7XThy-Qk/s1600/fusca%2Blaranja.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 257px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-d5ZQVGcd28c/Tzj2kvqREZI/AAAAAAAABxk/v9a7XThy-Qk/s400/fusca%2Blaranja.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708583638821573010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Leonor conseguiu o revólver 32 da mão do flanela de ocasião, flor que  não se cheira, nas proximidades do Grande Teatro Minascentro, na Região  Central de Belo Horizonte. Estava para ver espetáculo de sucesso na  Campanha de Popularização e buscava vaga para seu fuscão laranja, ano  1974. O pilantra sanguinolento, abusado, saltou na frente da janela e  mandou papo na lata, aproveitando-se da solidão da mulher:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É nóis! Hoje é 10 real, adiantado, mas pra tia... é R$ 5.&lt;br /&gt;– Quero um 32.&lt;br /&gt;– Como?&lt;br /&gt;– Um 32. O revólver, moço... você tem?&lt;br /&gt;– A tia tá de cao pra cima de mim...&lt;br /&gt;– Tem ou não tem? Você é do tipo que tem.&lt;br /&gt;– Tenho... mas é pro meu uso.&lt;br /&gt;– Quanto?&lt;br /&gt;– 200 real.&lt;br /&gt;– Deixa eu ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  sujeito de pouco mais de 20 anos, barba rala, olhos negros e sem dois  dentes na frente, olhou para os lados na esquina vazia, tirou o revólver  escondido na cintura e entregou para Leonor. Cúmplice, o bandido  sorriu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Num masca nem nada. Fino. Fala que comprou lá na Praça  Sete, tá!? Cuidado com isso que tá carregado, hein!? Que isso, tia? Vira  essa p... pra lá! Ce tá doida...???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tô doida sim! Tô doidinha! Agora, racha fora! Some! Senão, queimo seu saco!&lt;br /&gt;Assustadíssimo  com a reação da bela mulher, o flanela cortou a Rua São Paulo sem olhar  para trás. Leonor não soube explicar de onde veio tamanha coragem, mas,  desde a manhã daquele dia, ao saber que o ex-noivo, o Julião, estava de  casamento civil marcado no cartório de Nova Lima, algo muito forte  invadiu suas entranhas. Ela desistiu de ir ao teatro. Com o revólver 32  no colo, na saia justa, rodou cidade e foi para casa, em frangalhos,  passar a noite em claro e amanhecer cheia de intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a  primeira a chegar no cartório e esperar pelos noivos para o casamento  das 10h. Aguardou por mais de hora. Quando Julião chegou, abatido, ao  lado da nova companheira, padrinhos e testemunhas, foi um escarcéu de  novela. Leonor sacou o 32 da bolsa e colocou todo mundo deitado no chão.  De pé, apenas ela e o ex. Os dois se olharam profundamente como quem  pede desculpas. De lá, apaixonados, Leonor e Julião saíram abraçados  para tentar a vida a dois novamente. Até amor no fusca fizeram, numa  quebrada da MG-30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 13/2/12&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-8933961695054609613?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/8933961695054609613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=8933961695054609613&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8933961695054609613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8933961695054609613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/02/barraco-no-cartorio.html' title='Barraco no cartório'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-d5ZQVGcd28c/Tzj2kvqREZI/AAAAAAAABxk/v9a7XThy-Qk/s72-c/fusca%2Blaranja.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-5712254628747824078</id><published>2012-02-08T09:19:00.001-02:00</published><updated>2012-02-08T09:23:05.238-02:00</updated><title type='text'>Salve, Maria da Penha!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JiBO3u0BixA/TzJa-SxKb7I/AAAAAAAABxM/kLwFj0INeZU/s1600/mariadapenha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 251px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-JiBO3u0BixA/TzJa-SxKb7I/AAAAAAAABxM/kLwFj0INeZU/s400/mariadapenha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706723704068272050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sou grande fã da Maria da Penha Maia Fernandes (foto), nascida em 1945. A Lei Maria da Penha é uma homenagem à história de luta da farmacêutica, que sofreu horrores nas mãos do marido. O sujeito atentou contra a vida da boa companheira, mãe de suas três filhas, duas vezes. Por fim, acabou indo parar atrás das grades. Maria, vítima de um tiro disparado pelo mau elemento, ficou paraplégica e mudou a história da luta pelos direitos das mulheres no Brasil. Recorro ao nome dessa grande brasileira para compartilhar com o amigo leitor parte da minha revolta com a violência que abate o sexo que nos dá o mundo. Não há o que justifique em qualquer lugar do planeta – aqui ou na China – maus-tratos contra a mulher. É vergonhoso. No Brasil, li que 70% das mulheres assassinadas foram vítimas de seus companheiros. Sete em 10 mulheres, amigo leitor! É de perder o sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho conversado com muitos amigos sobre o assunto. Não há em meu círculo de amizades um só companheiro que não pense como eu: toda mulher merece respeito. Mesmo porque, sinceramente, se houvesse entre meus amigos alguém que praticasse violência contra a mulher, este, certamente, não seria meu amigo. Já dispensei conhecidos nervosinhos demais com suas companheiras. Teve até um sujeito, do Bairro Nova Granada, que vivia ameaçando a namorada. Até que um dia, numa festa de fim de ano no sítio da família do Oswaldo, o camarada bateu na moça. Aí, não deu outra: Maria da Penha nele! O casal rompeu e a garota até mudou de cidade de tanto desgosto. Ano passado, soubemos que ela está bem. Está casada com um bom moço que conheceu em São Paulo, durante um curso de informática, e está feliz da vida. Já do agressor, punido justamente pela lei, nunca mais tivemos notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso denunciar. Essa história de que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” é besteira. Quando há descaso, maus-tratos e violência de qualquer natureza, é preciso meter a colher sim. Tem que denunciar. Já ouvi demais, vindo dos cotovelos, que a mulher, quando é desrespeitada e, ainda assim, fica ao lado do seu algoz é porque  gosta de sofrer. Conversa fiada. Não é preciso ser especialista no tema para saber que não é nada disso. Quem ama não maltrata. Não mata. Cuida. É preciso tocar a consciência das pessoas. Envolver ainda mais e organizar a sociedade para combater duramente, com todas as forças, o problema. Há uma mudança cultural em curso, é verdade. Mas ainda é muito lenta. São muitas as moças que seguem a dormir com o inimigo, vítimas silenciosas da estupidez, da ignorância. E para que ficar ao lado de alguém que não merece ser amado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei Maria da Penha não é apenas para punir. É para ensinar e cuidar, principalmente. Durante décadas, mulheres de todas as classes sociais sofreram com a falta de amparo legal direto, eficaz. Desde agosto de 2006, graças à luta da farmacêutica cearense, os nervosinhos e machões de plantão foram obrigados a avançar como gente, a crescer na vida. Infelizmente, ainda há muita estupidez humana espalhada por aí – basta ressaltar o alto índice de criminalidade contra a mulher. Mas muito pior seria sem as medidas protetivas dos dias atuais. A dor do relacionamento amoroso interrompido, por maior que seja, não pode ir além da razão e sufocar a boa conduta. Perto ou longe, junto ou separado, amar de verdade é querer bem. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 8/2/12&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-5712254628747824078?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/5712254628747824078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=5712254628747824078&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/5712254628747824078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/5712254628747824078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/02/salve-maria-da-penha.html' title='Salve, Maria da Penha!'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JiBO3u0BixA/TzJa-SxKb7I/AAAAAAAABxM/kLwFj0INeZU/s72-c/mariadapenha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-3050298555587636594</id><published>2012-02-06T11:12:00.001-02:00</published><updated>2012-02-06T11:14:24.598-02:00</updated><title type='text'>A atitude que desfaz o paraíso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Mj2sWruPxFc/Ty_R_TpUFhI/AAAAAAAABxA/_9eRjoWEED4/s1600/vacisley2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Mj2sWruPxFc/Ty_R_TpUFhI/AAAAAAAABxA/_9eRjoWEED4/s400/vacisley2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706010138437228050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;O empresário de sucesso não pregou o olho naquela noite de plantão  da mulher. Por horas, Vacisley andou de um lado para o outro da casa  amarela, de mangueira frondosa no quintal, no Bairro Castelo. O relógio  vermelho, de parede, indicava 4h35 de domingo. Abriu a janela da sala de  dois ambientes, suspirou fundo e ficou a observar o verde vivo em som e  movimento com o sopro tímido do verão. Na rua, motocicleta de pneus  largos, com casal, vence o quarteirão íngreme. Vacisley viu quando o  bigodudo tirou o capacete para beijar a moça em frente ao portão. O  carinho entre os dois, enamorados, com mãos suaves pelos cabelos e  abraços apertados, foi de dar gosto. O motociclista esperou a garota  entrar no casarão, segura, para tocar a máquina e sumir no asfalto.  Vacisley respirou e pensou na companheira, profissional do Samu,  salva-vidas por vocação. Foi até o quarto cor-de-rosa para conferir o  sono das pequenas Marias: Alice e Inês. Gêmeas, de 6 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu  verdade ao ver as meninas, lado a lado, nas caminhas perfumadas, tão  bem arrumadas por Maria da Cruz antes de descer para o trabalho. Pela  primeira vez, o homem de meia idade observou a delicadeza do cômodo, em  pátina, com estrelinhas no teto azul rebaixado, e das prateleiras,  enfeitadas por objetos felizes. Envergonhou-se ao descobrir atrás da  porta, mural com duas dúzias de cenas lindas da família. Fotografias  foscas, grudadas por imãs sorridentes. Suas três Marias em situações de  afeto: o mar das últimas férias, seis aniversários, abraços,  apresentações de fim de ano do teatro, da dança e a entrega de medalhas  da escolinha de natação. Esmoreceu-se ao não se ver em nenhuma das 24  fotos do mural. Presente estava em apenas uma: a tirada por ele em Cabo  Frio, no Rio de Janeiro. Das outras 23 ele não participou. Estava, como  sempre, ocupado demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O painel foi a gota d’água para que o  sujeito perdesse o chão. O marmanjo, pai de família e bom negociante,  beijou as filhas e voltou para a suíte de casal. Sentou-se na cama king,  branca paraíso, em nuvens, e, com a cabeça afundada entre as mãos,  chorou como nunca em quase 40 anos de vida. Vindo de sábado tenso,  sentiu o peso da noite em madrugada a esmagar-lhe o coração. O silêncio  ali, amargura da alma, veio sombra na manhã do dia anterior: “O Zé,  estéril, Vacisley, estéril, todo mundo sabia... ele matou a mulher, a  Ariadne, grávida, grávida! Está me ouvindo? E se matou depois!”, contou,  em pânico, o Fabinho. De Zé e Ariadne, casados, Fabinho e Vacisley  foram os mais próximos da faculdade. A amizade ficou e, vez por outra,  estavam reunidos, nas férias de janeiro, em Cabo Frio. As 7h37, quando  Maria da Cruz chegou do plantão, encontrou Vacisley enforcado sob a  mangueira. As meninas ainda dormiam. No bolso do pijama suspenso,  bilhete com pedido de perdão. Era ele, há anos, o amante da grávida  morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 6/2/12  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-3050298555587636594?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/3050298555587636594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=3050298555587636594&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3050298555587636594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3050298555587636594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/02/atitude-que-desfaz-o-paraiso.html' title='A atitude que desfaz o paraíso'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Mj2sWruPxFc/Ty_R_TpUFhI/AAAAAAAABxA/_9eRjoWEED4/s72-c/vacisley2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1159258081786505505</id><published>2012-02-01T04:01:00.001-02:00</published><updated>2012-02-01T04:01:00.402-02:00</updated><title type='text'>A melhor herança é a educação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-yp0UnFzXutk/TyhPNve0bMI/AAAAAAAABw0/zyoiHtWZ-2A/s1600/claricelispector51.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 355px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yp0UnFzXutk/TyhPNve0bMI/AAAAAAAABw0/zyoiHtWZ-2A/s400/claricelispector51.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703896025567358146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector (foto), em “A hora da estrela”, escreveu que a melhor herança é a educação. Ontem, em sala de cinema, vi e ouvi algo parecido que chamou muito a minha atenção. O personagem Matt King, advogado, muito bem interpretado por George Clooney, diz ter aprendido que a gente deve deixar para os nossos filhos algo para que eles façam alguma coisa, não para que eles não façam nada. O diretor e roteirista Alexander Payne, certamente, pensa como a nossa Clarice Lispector. Aliás, seu filme “Os descendentes” é obra que ainda vai dar o que falar nas próximas semanas. Com cinco indicações ao Oscar 2012, incluindo melhor filme, ator (Clooney) e direção, o longa-metragem é um retrato cruel da família contemporânea, com pais perdidos, sem tempo para seus filhos, igualmente sem rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos. Volta e meia o assunto é pauta aqui, em nosso quintal. É que o amanhã pertence a eles, sabemos todos. E, além do mais, qual pai ou mãe, em estado de boa consciência, não quer ver seus filhotes grandes e livres? Na minha casa – sou neto, filho e pai –, as crianças estão sempre na moda. Patrimônio para herança não temos. Mas educação e presença sempre foram prioridades. E dá resultado, posso afirmar. E considere, amigo leitor, que venho de um tempo em que algumas lições eram ensinadas na chinela e na ponta da vara de goiaba. Pirraça e desobediência sempre foram tratadas no coro pelo velho Botelho e pelo pai do Velho Botelho, o vô Adão, homem de muitas regras e poucas concessões. São outros os tempos de agora. Jamais precisei levantar a mão para os meus filhos. Hoje, o rigor está no exemplo e na palavra, em broncas que, vez por outra, me fazem perder o sono. Contudo, dão resultado. Não posso me queixar do comportamento dos garotos. Aliás, orgulham-me. E muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei o cinema, depois de “Os descendentes”, tarde da noite, e não consegui pregar o olho. Na cabeça, a família, como um filme. Vi parentes, amigos e conhecidos com histórias que também dariam bom roteiro. Casos de sucessos e insucessos, aos montes, de gente simples, como todos os que fazem parte da minha árvore. Tem um caso curioso de um sujeito raro, que conheci bem, que viveu e morreu para deixar fortuna para a família. Com sua morte – infarto no trabalho, bem moço, antes do 60 anos –, os filhos se engalfinharam pela herança. Teve até morte suspeita entre os de mesmo sangue. Duas décadas passadas, todo o patrimônio deixado pelo meu amigo se dissolveu e, hoje, seus herdeiros estão na rua da amargura. O caçula, inclusive, internado em clínica de recuperação de drogados. Fui visitá-lo outro dia e sai de lá com o coração partido. O filme também tem em seu eixo a questão da infidelidade, tão comum em dias de urgência e de pouca assistência aos companheiros de cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a dica para o ilustre leitor de Bandeira Dois, que ainda não conhece bem as obras de Clarice Lispector e Alexander Payne. “A hora da estrela” – que também é filme primoroso, adaptado e dirigido por Suzana Amaral, com Marcelia Cartaxo e José Dumont – e “Os descendentes”, com George Clooney, são trabalhos raros, daqueles que fazem a gente repensar o presente para transformar o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 1/2/12&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1159258081786505505?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1159258081786505505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1159258081786505505&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1159258081786505505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1159258081786505505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/02/melhor-heranca-e-educacao.html' title='A melhor herança é a educação'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yp0UnFzXutk/TyhPNve0bMI/AAAAAAAABw0/zyoiHtWZ-2A/s72-c/claricelispector51.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-5082182152183931881</id><published>2012-01-30T10:21:00.006-02:00</published><updated>2012-01-30T10:40:18.423-02:00</updated><title type='text'>O circo e a cidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-m8IM3ARyjH4/TyaNoXYKsXI/AAAAAAAABtc/G2Avck-0v2M/s1600/Varekai-cirque-du-soleil-2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 280px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-m8IM3ARyjH4/TyaNoXYKsXI/AAAAAAAABtc/G2Avck-0v2M/s400/Varekai-cirque-du-soleil-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703401702720975218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Varekai fica em cartaz em BH até 12 de fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até outubro do ano passado, o servente Alexandre dos Santos, de 23, a mulher, Anita Ribeiro, de 26, e o pequeno Alexander, de 3, viviam na companhia dos grilos em casinha miúda, em frente ao Córrego Sarandi, na Avenida Professor Clóvis Salgado, nº 1.400, no Bairro Bandeirantes, na Região da Pampulha. Vizinhos do campo do União Futebol Clube e de vários lotes vagos de lixo, mato e terra vermelha, o casal nem podia imaginar ver o entorno de sua posse, de pouco mais de 200 m2, se transformar no endereço mais badalado do verão em Belo Horizonte. “Falaram pra gente que ia chegar um circo. Aí, pensei que fosse um circo de palhaço”, conta Anita, grávida de oito meses. A dona de casa gostou da novidade e diz ter ficado encabulada com o grande movimento no preparo do terreno. Agora, o que a impressionou mesmo foi a chegada das 65 carretas, com mil toneladas de metal. Diante dos olhos estatelados da família Santos, em sete dias – como o mundo criado por Deus –, cerca de 200 operários, comandados por 22 técnicos estrangeiros ergueram as sete tendas do Cirque du Soleil. Uma cidade mambembe com 125 funcionários de 25 nacionalidades, vindos de quatro continentes. Nela, além da tenda principal, com capacidade para 2.612 espectadores, estacionamento, área vip, academia de ginástica, casa de máquinas e cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UoKrCl9ykeE/TyaNyT-1buI/AAAAAAAABto/PuswMKYs5mg/s1600/alexandreeanita.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 243px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-UoKrCl9ykeE/TyaNyT-1buI/AAAAAAAABto/PuswMKYs5mg/s400/alexandreeanita.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703401873608109794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alexandre e Anita estão curtindo a vizinhança internacional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O banheiro do papa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um complexo circense de encantar, que mudou a paisagem do lugar, próximo a velha Toca da Raposa. Tudo ao redor da casinha de número 1.400, da família Santos, que tem no quintal o galo Fred, o gato Neném e os cães Tigresa, Magaiver e Vitória. “Agora, depois desse circo, o bairro vai crescer mais”, diz Alexandre, empolgado com os novos vizinhos saltadores, já que dos grilos ele não dá mais notícia. O canto ali agora é outro. É a trilha original de Montanaro Michael, que embala os saltos fantásticos e a mise-en-scène espetacular dos 58 performers do maior circo do planeta. Anita, convidada pela produção, foi ver Varekai e aprovou a performance da vizinhança. “É tudo bonito demais”, diz. A quilômetro dali, na Rua Policarpo Magalhães Viotti, tem outro cidadão bastante entusiasmado com as tendas. Logo que soube da atração internacional no bairro, Eduardo Rodrigues do Patrocínio, de 42, fez empréstimos para levantar R$ 17 mil e investir em seu botequim. Fez do seu micronegócio o que faz lembrar O banheiro do papa, filme uruguaio de 2007, baseado em fatos reais, que levou à tela a transformação que a notícia da passagem do Papa João Paulo II provocou numa comunidade. O comerciante, homem de hábitos simples, pai de família, repaginou o Área Verde Sport Bar e está se dando bem no atendimento de servidores do Soleil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo, o filho Taymisson Edgar, de 19, e a mulher, Carmem Aparecida, de 41, até esticaram o horário de trabalho. Antes, davam expediente das 16h até às 23h. Com o Soleil, chegam a ficar das 6h até à 1h30. Ezequiel Souza, de 45, mora nos fundos do botequim. “É quem cuida do patrimônio”, brinca o patrão. O balconista elogia os novos vizinhos. “Tudo gente boa. Fiz até amizade com uns canadenses”, sorri. Eduardo prevê que, com o sucesso do lugar, a área deve ser transformada em espaço para grandes eventos. Espera, agora, que o poder público continue “dando moral” para o bairro. “A gente ainda carece de linha de ônibus e de mais segurança. Durante o evento, aqui é muito seguro. Só que, depois, falta policiamento”. O bar, com mesa de sinuca, é agradável, sortido, e tem salgado feito no capricho. “Estou neste endereço há 27 anos. Antes do circo, isso aqui era uma vergonha. Os lotes todos sujos. Agora, os vizinhos, para faturar com estacionamento, limparam tudo”, comenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do Córrego Sarandi, em frente à posse da família Santos, já é o Bairro Santa Terezinha. Pedro William Almeida Lima, de 15, auxiliar de jardinagem, pausa o trabalho para admirar o circo. “Olhe só que interessante aquele regador em cima da tenda maior. Deve ser para aliviar o calor, né!?”, imagina. O estudante, que sonha ser militar, se mostra grande fã da trupe internacional. Diz que a conhece bem pelo DVD de um tio, admirador do grupo canadense. “Eles são incríveis. No trapézio não há nada parecido. Eles saltam de alturas bem loucas. É radical”, entusiasma-se. Pedro William  jamais pensou ter a oportunidade de trabalhar tão perto da companhia. Diz contentar-se com isso. Bom moço, estudante, até teria condições de pagar pelo ingresso mais barato (R$ 70, a meia-entrada), mas pensa na família. Especialmente nas irmãs menores de 12 e 6 anos. “Elas já assistiram ao DVD e endoidaram”, conta, já de volta ao serviço. Na calçada, duas mocinhas, tia e sobrinha. Letícia Oliveira, de 15, e Luana Silva Oliveira, de 14, também estão encantadas com o complexo de lonas. Luana, que mora no interior, não vai poder ver Varekai. Letícia, feliz, já tem ingresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-r9-l79QlcQg/TyaN6hrB_BI/AAAAAAAABt0/PbKO7YufR3s/s1600/cynthia%2Bclemente.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 227px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-r9-l79QlcQg/TyaN6hrB_BI/AAAAAAAABt0/PbKO7YufR3s/s400/cynthia%2Bclemente.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703402014722096146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cynthia Clemente, venezuelana, relações públicas do Soleil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob as tendas do Cirque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por dentro das lonas, o esquema da segurança tem rigor de primeiro mundo. A portaria lateral, ao lado do Área Verde Sport Bar, tem movimentação intensa, de serviço, para a alegria do Eduardo. Sob as tendas menores, que dão acesso ao palco principal, o caminho é marcado pela presença de artistas em treinamento. Disciplinados, homens e mulheres de corpos torneados se aquecem, saltam e malham pesado. Há um russo na maca, com o joelho em tratamento. Cena comum entre os intrépidos acrobatas, capazes de realizar os saltos que encantam tanto o auxiliar de jardinagem Pedro William e suas irmãs. Quatro chefs – um holandês, um espanhol e dois canadenses – cuidam da cozinha. A venezuelana Cynthia Clemente, de 31, há seis anos faz parte da trupe criada e dirigida por Dominic Champagne. A bela relações públicas, que já esteve no Brasil em 2005, com o espetáculo Saltimbanco, deixa evidente o orgulho de fazer parte da cidade sobre rodas do Cirque du Soleil. Fora dos palcos, é uma das responsáveis pelo bom trânsito dos técnicos e performers estrangeiros com a cultura local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a venezuelana, fazer parte do Soleil é estar pronta para uma nova vida a cada temporada. Além dos funcionários da companhia, participam da turnê alguns acompanhantes – cônjuges e filhos. Ao todo, 170 estrangeiros. Para os serviços de recepção, bilheteria, portaria e limpeza, entre outros, 150 profissionais foram contratados para a temporada em Belo Horizonte. Cynthia ressalta que quatro professores atuam em período integral. Em cada cidade, em cada país – só Varekai, em dez anos, já esteve em 60 localidades de 15 países –, uma nova experiência. “Quando os artistas conheceram o samba no Rio de Janeiro, eles disseram que não havia melhor aquecimento que sambar”. E aprenderam? “Daquele jeito gringo que vocês conhecem”, diverte-se. Em Belo Horizonte, estão encantados com o Mercado Central e com os bares da Região Centro-Sul. Eles tiram a segunda-feira, dia de folga, para conhecer um pouco da cidade e da Região Metropolitana. Hoje, no programa, a histórica Ouro Preto e as cachoeiras da Serra do Cipó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite cai e, do lado de fora, o trânsito começa a ficar complicado. Paulo José, de 30, faz malabarismo sobre a mureta do Córrego Sarandi para indicar o estacionamento e controlar as filas de carros que começam a se formar na Avenida Professor Clóvis Salgado para pagar R$ 30. Não quer perder clientes para os estacionamentos clandestinos, que cobram R$ 10. Ainda é cedo, falta hora para Varekai. Robson de Oliveira, de 52, e o irmão Rogério de Oliveira, de 46, motoristas, vieram de Divinópolis, trazendo oito pessoas para ver o Soleil. Satisfeita, a família Santos assiste a tudo do número 1.400, enquanto Eduardo, a mulher e o filho colhem os frutos dos investimentos aplicados na reforma do Área Verde Sport Bar. A privada ajuda a aumentar o faturamento: R$ 0,80 pelo uso da casinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidadã do mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canadense, com formação em teatro, dança e música, Isabelle Corradi é a típica artista completa que faz do Cirque du Soleil referência mundial. Há 18 anos na trupe, já foi professora, preparadora de elenco e, atualmente, canta em Varekai. Simpática, poliglota – arrisca-se sem fazer feio com bom vocabulário em português –, Isabelle é contagiante. Diz-se imensamente feliz com sua “missão humana”, especialmente pela alegria que seu trabalho oferece para as plateias de todo o mundo. De família de três gerações de músicos, “casada com o Varekai”, demonstra prazer em conversar e fazer novas amizades. Vegetariana, a cantora circula com gosto pelos pequenos cafés próximos ao hotel, na Região Centro-Sul, e diz gostar muito do pão de queijo mineiro. Antes do Soleil, Isabelle estrelou shows nos Estados Unidos e na Europa, com carreira também na televisão. Nas suas andanças pelo planeta, diz ter conhecido lugares inesquecíveis. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, cita o “Topo do Mundo”, na Serra da Moeda, com o entusiasmo de quem sabe apreciar a natureza. Despede-se com “Namastê” – o Deus que há em mim saúda o Deus que há em você – e segue rumo a grande tenda com seus passos leves de menina-bailarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Social&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ajudar a diminuir o abismo social que existe entre o alto nível de  sua estrutura e a vizinhança de poucos recursos, com ingressos a preços  pouco populares – entre R$ 140 e R$ 395 – o Cique du Soleil tem projeto  social para atender crianças e adolescentes carentes. Entre outras  iniciativas da companhia, está a liberação da entrada em pré-estreias  para convidados selecionados por parceiros locais da Fundação Cirque Du  Monde, mantida pela trupe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estado de Minas - Jefferson da Fonseca Coutinho&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fotos: (1) Divulgação/Soleil (2) e (3) Túlio Santos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-5082182152183931881?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/5082182152183931881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=5082182152183931881&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/5082182152183931881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/5082182152183931881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/o-circo-e-cidade.html' title='O circo e a cidade'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-m8IM3ARyjH4/TyaNoXYKsXI/AAAAAAAABtc/G2Avck-0v2M/s72-c/Varekai-cirque-du-soleil-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1479917251304054616</id><published>2012-01-30T10:20:00.001-02:00</published><updated>2012-01-30T10:21:34.906-02:00</updated><title type='text'>O aniversário da Margô</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gxNVFkbnqmI/TyaLNUeLQBI/AAAAAAAABtQ/Bxf6uOvloe8/s1600/floral2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-gxNVFkbnqmI/TyaLNUeLQBI/AAAAAAAABtQ/Bxf6uOvloe8/s400/floral2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703399039061147666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Ah, a Margô! Mulher boa estava ali. Para casamento. Mas a doutora,  advogada de altíssimo nível, quarentona, de boas carnes, não queria  saber de compromisso sério com sujeito algum. “Comprometimento ali, só  com a OAB”, diziam baixinho, pelos corredores do fórum, os barrigudos e  carecas de gravata do Barro Preto. Não havia em metro quadrado de Belo  Horizonte e Região Metropolitana profissional mais competente no trato  com as leis. Uma especialista em Direito Criminal. Doutora Margô sabia  de frente para trás e de trás para frente o Código Penal, a Constituição  e o Houaiss. Como escrevia e falava difícil a danada! As más línguas  diziam até que ela conseguia tudo o que queria porque chegava a acanhar  as autoridades – promotores, juízes e políticos dos mais graúdos – com o  poder de sua escrita e a beleza de sua oratória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar  nos predicados físicos. Data venia, a doutora era uma delícia. Corpão  bem tratado de deixar no bolso muita menininha na casa dos vinte anos.  Sorriso radiante e peitos de inspirar rábulas e excelências. Doutor  Tristão, veterano das causas perdidas, chegava a fazer balangar a  dentadura quando via a doutora passar, perfumada, cítrica, graciosa, com  seus vestidinhos florais – também tinha isso. Doutora Margô, muito  elegante, não andava travada até o pescoço, “enfreirada”, como a maioria  de suas colegas. Não. Era muito diferente. Curtia calcinhas minúsculas  de virar a cabeça de quem passasse por ela. Já teve magistrado babão,  durante julgamento, que cambaleou o raciocínio tentando imaginar as  roupas íntimas da doutora sob o longo pano negro da ordem. Uma loucura.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era difícil entender como mulher de tantos atributos  continuava solteira. De sexo ela gostava. E muito. Mas, para ela, sexo  não tinha nada a ver com amor. Era outra coisa. Podia até dar aula sobre  o assunto. No entanto, não gostava de desperdiçar saliva. Com ela, era  ação. Capaz de levar à lona qualquer homem de fôlego e entusiasmo, Margô  mantinha vida íntima discretíssima. O que se sabia é que a doutora  tinha enorme atração por gente maluca. Quanto mais problemático o  namorado mais excitada ela ficava. O último, doido de jogar pedra, era  tão ciumento que chegou a pagar garoto de programa bonitão para dar em  cima da Margô. Só pra ver se ela caía em tentação. Não caiu e ainda  resolveu despachar o malucão. Fim de caso. Depois que soube da  combinação, assim, desgostosa, quis dar um tempo nos paqueras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana  passada, Margô precisou levar alvará de soltura para liberar cliente em  grande depósito de presos da cidade. Comentou com o delegado, velho fã e  grande admirador, que era dia de seu aniversário. O policial não teve  dúvida e em fração de minutos armou homenagem com a turma da carceragem.  Colocou três mil detentos para cantar parabéns para a doutora. Foi uma  farra que fez chorar o monumento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 30/1/12   &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1479917251304054616?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1479917251304054616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1479917251304054616&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1479917251304054616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1479917251304054616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/o-aniversario-da-margo.html' title='O aniversário da Margô'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gxNVFkbnqmI/TyaLNUeLQBI/AAAAAAAABtQ/Bxf6uOvloe8/s72-c/floral2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-7364096108003760875</id><published>2012-01-27T13:22:00.004-02:00</published><updated>2012-01-27T13:53:55.783-02:00</updated><title type='text'>O estranho mundo de Alice</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5czQRZ3ZInw/TyLBWcSFObI/AAAAAAAABss/GDksW1FlWK4/s1600/aliceaoavesso2012.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-5czQRZ3ZInw/TyLBWcSFObI/AAAAAAAABss/GDksW1FlWK4/s400/aliceaoavesso2012.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702332669497784754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje, e amanhã, às 23h, "Alice ao avesso", da Querida Companhia de Arte, se despede do palco italiano do Teatro Dom Silvério. Depois, segue para a Sala João Ceschiatti. O espetáculo faz parte da 38ª Campanha de Popularização teatro e Dança de Minas Gerais. Em janeiro de 2011, o inesquecível artista e crítico de arte Marcello Castilho Avellar escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A lógica do absurdo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Marcello Castilho Avellar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  romance Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll (1832-1898),  pertence a uma categoria integrada por poucos membros. Mais do que  contar uma história ou apresentar personagens e peripécias, propõe ao  leitor uma lógica que pertence exclusivamente ao universo da ficção, que  não finge ter vínculos objetivos com as lógicas do mundo real, e  povoa-a com arquétipos. Talvez por isso sua adaptação para outras  linguagens seja tão difícil, como verificamos recentemente no filme  homônimo dirigido por Tim Burton. O espetáculo Alice ao avesso, que  Jefferson da Fonseca dirigiu para a Querida Companhia, vence exatamente  por compreender a singularidade do material em que se inspira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice  ao avesso não pretende simplesmente recontar no palco o livro de Lewis  Carroll, nem explicá-lo. Na essência, aceita sua lógica absurda, assume  seus arquétipos e verifica sua atualidade. Arquétipos, como entes do  inconsciente humano, tendem à atemporalidade. Se no século 19 criaturas  como Alice ou a Rainha de Copas falavam das contradições da Inglaterra  vitoriana, no Brasil do século 21 elas continuam capazes de dizer algo,  mesmo que este algo seja diferente do que era há século e meio atrás.  Uma festa, música eletrônica, piadas e situações contemporâneas  constituem o material colocado sobre a estrutura criada pelo autor. No  processo, Alice ao avesso fala ao espectador tanto de seu tempo quanto  do que ele divide com milênios de história humana, dos medos  contemporâneos ao fascínio pelo desconhecido que parece inerente à  humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É produção que confia mais no elenco que em recursos  materiais. E os jovens intérpretes se saem bem, transformam em algo que  parece ser deles a história escrita por outro e sonhada por muitos. Se  não chega a fazer de sua precariedade material um manifesto estético,  Alice ao avesso pelo menos é capaz de incorporá-la a certo clima de  teatro underground que combina tanto com o espaço em que se apresenta – o  Sesi Holcim é apertado, claustrofóbico – quanto com o clima onírico que  propõe. O resultado é algo que consegue produzir desconforto mesmo  enquanto diverte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estado de Minas - 26/1/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-7364096108003760875?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/7364096108003760875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=7364096108003760875&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7364096108003760875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7364096108003760875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/logica-do-absurdo.html' title='O estranho mundo de Alice'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5czQRZ3ZInw/TyLBWcSFObI/AAAAAAAABss/GDksW1FlWK4/s72-c/aliceaoavesso2012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-3712797559197718639</id><published>2012-01-26T13:49:00.003-02:00</published><updated>2012-01-27T13:53:00.380-02:00</updated><title type='text'>No Palácio das artes</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-prQjnTpZI9E/TyLHtwXqFEI/AAAAAAAABtE/hpZnbQpgqLQ/s1600/inimigometro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 395px; height: 490px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-prQjnTpZI9E/TyLHtwXqFEI/AAAAAAAABtE/hpZnbQpgqLQ/s400/inimigometro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702339667096638530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-3712797559197718639?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/3712797559197718639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=3712797559197718639&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3712797559197718639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3712797559197718639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/no-palacio-das-artes.html' title='No Palácio das artes'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-prQjnTpZI9E/TyLHtwXqFEI/AAAAAAAABtE/hpZnbQpgqLQ/s72-c/inimigometro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-4911011532374085225</id><published>2012-01-25T10:08:00.001-02:00</published><updated>2012-01-25T10:11:23.898-02:00</updated><title type='text'>Quando a web é a voz do povo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-iu-50Zt6-RA/Tx_xKikGfaI/AAAAAAAABsU/Lmj8P4nhfjw/s1600/protestosaopaulo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-iu-50Zt6-RA/Tx_xKikGfaI/AAAAAAAABsU/Lmj8P4nhfjw/s400/protestosaopaulo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701540816653548962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Há tempos estou de olho nas redes sociais da internet. Não é lá  muito fácil seguir de perto a onda dos computadores, em marolas na  velocidade da luz. Mas, aqui com os meus teclados, faço o possível para  não ficar para trás. Tenho amigos entendidos no assunto e eles garantem  que, muito em breve, computadores e a grande rede – o famoso www – serão  mais comuns que geladeiras e fogões. Tenho motivos para acreditar que  sim, porque sei de gente simples, de poucos recursos, que já acompanham  as notícias pela internet do aparelho celular. Tem base? Sério.  Conhecidos que já fizeram parte do Orkut e, hoje, não saem dos tais  Facebook e Twitter. Se o amigo leitor nunca ouviu falar em Orkut,  Facebook e Twitter, pode estar certo de que faz parte de um pequeno  grupo no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago o assunto hoje ao nosso quintal para  falar de conversa muito interessante da qual fiz parte ontem sobre a  voz do povo que vem se levantando na internet. O assunto começou por  causa daquele programa emburrecedor chamado Big Brother Brasil. É aquela  história de abuso sexual, que envolveu dois participantes depois de  bebedeira. Não vou fazer render o ocorrido aqui porque isso é de muito  baixo nível e prometi para mim mesmo não ceder espaço para o que não tem  valor. O fato é que pelas redes sociais e pelo Twitter o abuso provocou  verdadeira revolta em milhões de pessoas, o que levou a TV Globo a  eliminar o suposto estuprador. Amauri e Oswaldo, excelentes pais de  família, revoltados, decretaram a TV desligada ou em qualquer outro  canal enquanto o tal programa estiver no ar. Já a Sueli e o Betão, muito  politizados, chamam a atenção para a força que a internet provou ter  com o episódio em questão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num outro nível, por meio das  redes sociais, a sociedade civil organizada também mostrou força ao  conseguir que o prefeito de Belo Horizonte vetasse o aumento de 61,8%  dos salários dos vereadores. No mesmo dia em que o governo de São Paulo  foi duramente criticado e combatido nos aparelhos eletrônicos  (celulares, iPads etc) e computadores de todo o Brasil por ação  desmedida no Bairro Pinheirinho (foto), com o uso de força policial de  guerra para expulsar centenas de famílias assentadas em São José dos  Campos, a 97 quilômetros de São Paulo. Até helicópteros e carros  blindados foram usados na ação. Na grande rede o internauta não perdoou e  espinafrou a operação. O que, naturalmente, deve respingar no  governador Geraldo Alckmin, hoje muito mais antipatizado pelo poder sem  limites da web. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a internet promove bobagens –  como aquela gracinha, envolvendo a menina Luiza, no Canadá, que se  tornou estrela da noite para o dia por causa de um comercial tosco na  Paraíba –, mas, ainda que em mínima proporção, assuntos sérios têm se  levantado no mundo virtual e o brasileiro parece, enfim, se despertar  para os efeitos reais dessas mobilizações. Não só para punir um abusado  em programa besta ou criar celebridades que não têm o que dizer, mas  para transformar bites e kbites na voz do povo. Um indicativo, talvez,  de que nem todo mundo é tão tolo quanto parece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 25/1/12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•••&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Um Inimigo do Povo" no Palácio das Artes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã,  dia 26, no Grande Teatro do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537 -  Centro), às 20h30, tem "Um inimigo do Povo", de Henrik Ibsen.  Espetáculo teatral imperdível, em única apresentação pela 38ª Campanha  de Popularização Teatro e Dança de Minas Gerais. Ingressos a preços  populares (R$ 10) nos postos do Sinparc e da Belotur.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-4911011532374085225?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/4911011532374085225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=4911011532374085225&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4911011532374085225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4911011532374085225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/quando-web-e-voz-do-povo.html' title='Quando a web é a voz do povo'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iu-50Zt6-RA/Tx_xKikGfaI/AAAAAAAABsU/Lmj8P4nhfjw/s72-c/protestosaopaulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-3634520577355026694</id><published>2012-01-23T09:51:00.002-02:00</published><updated>2012-01-23T09:53:37.519-02:00</updated><title type='text'>Nem tudo é festa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-CM3cdGuLRNY/Tx1KLsYSQ9I/AAAAAAAABsI/qPWO_2eATIs/s1600/festa.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-CM3cdGuLRNY/Tx1KLsYSQ9I/AAAAAAAABsI/qPWO_2eATIs/s400/festa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700794268072952786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;Walker quis dar um tempo ao movimento dos últimos anos, desde que  entrou para a empresa de ricaço, promotor de baladas em Belo Horizonte e  Nova Lima. Quis janeiro diferente, já que, entra ano, sai ano, vivia de  agitar bebedeira e pegação para os outros. “E em mim? Cadê a festa?”,  perguntou-se no silêncio da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguiu pregar o  olho às 6h, quando chegou ao pequeno apartamento financiado a perder de  vista. Sem tirar a roupa da moda – de profissional chique de boate da  Zona Sul –, olhou para a mulher, Alessandra, linda, a dormir profundo,  do lado direito da cama. No criado dela, sob a meia luz do abajur lilás,  livro sobre a vida das abelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado dele, no pequeno  móvel, nada de livro. Cartela apenas, com tubo de energéticos. Droga  para dar conta do trabalho nas viradas dos fins de semana. Olhos  avermelhados, coração aos pulos, respirou fundo, acariciando os cabelos  negros da mulher de boas carnes e deixou a cama para andar pela rua do  Bairro Paraíso. Precisava espairecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walker rodou quarteirão  com as mãos no bolso, chutando latinhas. Acendeu um cigarro: “O último.  Agora é sério”. Vivia de fazer tal promessa para a mulher amada.  Alessandra, companheira, sonhou vida diferente ao lado do marido.  Conheceram-se durante o último ano do ensino médio em colégio público do  Bairro Santa Efigênia. Enamoraram-se e, juntos, traçaram linha comum de  afeto e vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho na noite veio como oportunidade  naquele ano. “Véi, é fino o trampo. A gente fica perto só de gente  bonita, da alta, e ainda descola uma grana”, ofertou o sujeito, colega  de sala. Alessandra, na época enamorada, até deu força. “Depois você  arranja coisa melhor. É só por um tempo”, sorriu-lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  tempo: 10 anos, oito meses e 15 dias, anotados em caderninho de bolso,  hábito de garoto. No início, Walker até se divertiu e arrebatou relações  de interesses. “Pobres garotos ricos”, rabiscou repetidas vezes na  agenda, toda vez que ouvia conversa furada, sem valor. “Festa  emburrece”. E como emburrece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A padaria de esquina já estava  com os portões de aço levantados. Walker entrou e pediu café sem açucar  para ajudar a fluir o pensamento. O homem de jaleco branco e olho de  vidro o atendeu sorrindo. O promouter sacou a cadernetinha do bolso e  revisou garranchos em frases soltas, desalinhados nos últimos meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  letra miúda, contou suas melhores passagens e se assustou com a soma:  nenhuma alegria. Suspirou fundo para espantar a pobreza de espírito – às  vezes dá certo –, deixou trocado sobre o balcão e voltou apressado pra  casa. Lá, em pranto seco, amou a mulher, grávida de outro – um vizinho,  talvez – como há muito não fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•••&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Dia  26, quinta-feira, às 20h30, tem a peça “Um inimigo do povo”, no Palácio  das Artes. Vai ser um prazer receber o amigo leitor no Grande Teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 23/1/12  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-3634520577355026694?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/3634520577355026694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=3634520577355026694&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3634520577355026694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3634520577355026694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/nem-tudo-e-festa.html' title='Nem tudo é festa'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CM3cdGuLRNY/Tx1KLsYSQ9I/AAAAAAAABsI/qPWO_2eATIs/s72-c/festa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-6569895772185643570</id><published>2012-01-18T12:08:00.002-02:00</published><updated>2012-01-18T12:09:34.318-02:00</updated><title type='text'>O amor sem limites</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-o4HXcu9Mztw/TxbSi_IApSI/AAAAAAAABrU/3gUumiHAMoU/s1600/paisefilhos.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-o4HXcu9Mztw/TxbSi_IApSI/AAAAAAAABrU/3gUumiHAMoU/s400/paisefilhos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698973876986357026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Semana em família para fazer valer ainda mais a vida. Desde que meus garotos nasceram, e isso faz tempo, o mundo me trouxe novos valores. Quis a força das circunstâncias a distância: eles, no Espírito Santo; eu, em Minas Gerais. O leitor amigo, que acompanha Bandeira Dois, às quarta-feiras, sabe bem da história – já que, vez por outra, volto ao assunto. O fato é que, desde sempre, faço das tripas o coração para estar por perto. Não é nada fácil, mas, na medida do possível, dou conta de não deixar somar mês sem passar um fim de semana (ao menos) na companhia dos dois. Nas férias, duas vezes por ano, estamos sempre juntos. Dedicação recompensada pela amizade da ex-mulher, Norma, amiga da minha atual companheira. A mãe dos meus filhos – hoje, muito bem casada – sabe reconhecer a importância do respeito em família, mesmo que em dois endereços. Isso, tema de hoje, para reforçar a minha fé de que os filhos estão acima de qualquer casamento fracassado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto surgiu, domingo, provocado pela Lúcia Helena, paulista, recém-separada, velha conhecida da Violeta. A professora passou uns dias na nossa casa e disse ter se encantado pelo carinho dos meus filhos com a madrasta (e vice versa). Mãe da doce Maria, de 5 anos, Lúcia Helena está enfrentando a maior barra com o marido, dentista, que, segundo ela, está fazendo a cabeça da menina. “Não sei mais o que faço. A menina só quer saber do pai. Está lá, com ele, e disse que não vai mais voltar pra casa. Não sei mais o que faço. Tive até que sair de lá para espairecer…”, disse. Lúcia Helena contou também que há mais de ano, desde o divórcio, não conversa com o ex-marido, pai da Maria. “Ele resolve tudo com a minha mãe, porque não quero vê-lo nem pintado de ouro”. Conversamos muito. Ela ainda está bastante magoada com a separação. Não aceita o rompimento. “Ele disse que estava infeliz e foi embora. Voltou a morar com os pais. Assim: da noite para o dia”, desabafou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Violeta, Lúcia Helena explicou detalhes do drama. O que penso, e disse isso a ela, é que a pequena Maria não pode continuar nesta situação, com os pais brigados, inimigos. Não é preciso estudar psicologia e ser pai de dois filhos muito amados para saber disso. Não é fácil, sei bem. Sempre alguém sai ferido na separação. Quando envolve crianças, então... Penso que, por mais difícil que seja, os pais precisam fazer de tudo pelo bem dos filhos. É pior quando a separação é marcada pela inimizade e pelo desafeto. Na praça, sei de casos aos montes em que situações assim fizeram crescer garotos cheios de problemas. Estou escrevendo apenas o que conversamos. A história está publicada com a autorização da Lúcia Helena, que, ontem, na rodoviária, despediu-se dizendo que, esta semana, vai “acertar os ponteiros” com o pai da Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, em família, durante sorvete para festejar o sol, tive ainda mais certeza de que meu maior acerto na vida foi fazer de tudo para estar sempre por perto dos garotos. Importante também foi entender que a Norma deixou de ser minha mulher, mas continua mãe (e muito boa mãe). Antes da Violeta – mulher da minha vida –, parceiras que não entenderam isso passaram como ventania. Na alcova, viver de curtição com quem não tem compromisso é fácil. O difícil, por incrível que pareça, é aprender amar, respeitar e conviver com quem jamais foge das responsabilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 18/1/12&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-6569895772185643570?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/6569895772185643570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=6569895772185643570&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6569895772185643570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6569895772185643570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/o-amor-sem-limites.html' title='O amor sem limites'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-o4HXcu9Mztw/TxbSi_IApSI/AAAAAAAABrU/3gUumiHAMoU/s72-c/paisefilhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1358424413323148049</id><published>2012-01-16T10:57:00.002-02:00</published><updated>2012-01-16T10:58:40.701-02:00</updated><title type='text'>Sinimbu trabalha para sair da lama</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img style="width: 524px; height: 492px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18377/4807b3066b8493dc498f58813b07be0b.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O sol parece querer se firmar depois de temporada de desastres na  Zona da Mata mineira. Milhares de pessoas, ainda em pesadelo sem fim,  tentam manter forças para sair da lama e reconstruir o futuro. São  famílias inteiras que perderam tudo pelas águas impiedosas dos primeiros  dias de 2012. Quem passou por Guidoval  (foto), Dona Euzébia e Além Paraíba,  certamente, jamais vai esquecer os rastros de destruição deixados pelas  tsunamis de lama, causadas pelas cheias que chegaram a atingir 15 metros  de altura. Num lugarejo de nome desconhecido, na zona rural de Dona  Euzébia, bem próximo a Cataguases, pequenos produtores de Sinimbu se  movimentam como podem para voltar a ganhar o pão. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pela  estrada, gado perdido na pista, colocando em risco motoristas, e muito,  muito cachorro vira-lata. Adiante, no vilarejo, com cerca de 50  famílias, que vivem de pequena produção agropecuária, o Rio Pomba fez  estragos de dar dó na florista Vânia Oliveira Ribeiro, de 36, carioca de  Nilópolis, na Baixada fluminense. Há 23 anos na roça da Zona da Mata  mineira, Vânia diz que, ali, todo ano é a mesma história, mas, que,  dessa vez, o Rio Pomba está um pavor. Mostra a encosta trincada de fora a  fora na fazendinha em que vive com a família e aponta para o meio do  rio: “Veja só... está vendo aquela árvore sozinha, com água até em cima  do tronco? Ontem, dava para ver a areia da ilha”, compara. Isso, coisa  de mais de metro.&lt;/p&gt;Nas terrinhas vizinhas da floricultura,  ranchos abandonados e mais rastros de devastação. O aposentado Vair  Calixto, de 61, tenta dar jeito em destroços em quintal de pura lama.  Mas sua maior tristeza é pelas seis vaquinhas magras que teve que vender  barato: “Tinha nove. Tudo de estimação. Aí, pra não passar fome, tive  que vender barato”, lamenta. Pior é a situação do vizinho granjeiro.  José Roberto Araújo, de 38, perdeu todos os 21,5 mil pintinhos que  criava, já encomendados. Um horror. No galpão destruído, o odor  insuportável da criação morta, misturada à lama, sob telhado de amianto  em pedaços, de onde ouve-se apenas o canto trágico dos pombos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1358424413323148049?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1358424413323148049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1358424413323148049&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1358424413323148049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1358424413323148049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/sinimbu-trabalha-para-sair-da-lama.html' title='Sinimbu trabalha para sair da lama'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1262596110855341852</id><published>2012-01-11T13:31:00.010-02:00</published><updated>2012-01-11T16:08:45.886-02:00</updated><title type='text'>Sete dias na lama</title><content type='html'>Foram mais de 1,3 mil quilômetros percorridos na companhia de brava  equipe de reportagem do Estado de Minas, da Zona da Mata mineira até o  estado do Rio de Janeiro. O motorista Anderson de Oliveira e o repórter  fotográfico Marcos Michelin não entregaram os pontos em jornadas diárias  de mais de 16 horas em lugarejos e estradinhas de difícil acesso. Pelo  caminho, cenas e personagens inesquecíveis... de apertar o coração. Duas  dezenas de mortos e milhares de desabrigados, que perderam casas e viram  sonhos levados por tsunami de lama e melancolia. De volta a Belo  Horizonte, não está nada fácil colocar de novo a vida nos trilhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-q9b9It_sNns/Tw2sKHW_5zI/AAAAAAAABn4/DsubIl6EyBs/s1600/setediasnalama.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 480px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-q9b9It_sNns/Tw2sKHW_5zI/AAAAAAAABn4/DsubIl6EyBs/s400/setediasnalama.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696398393467725618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-f3Yg6aupbSI/Tw2yMVzawmI/AAAAAAAABqk/8oMShNJZtdA/s1600/blog14.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-f3Yg6aupbSI/Tw2yMVzawmI/AAAAAAAABqk/8oMShNJZtdA/s400/blog14.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696405028774527586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-dFUSquRWUm8/Tw2yMFeEIVI/AAAAAAAABqY/UO5SPcxuxww/s1600/blog13.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-dFUSquRWUm8/Tw2yMFeEIVI/AAAAAAAABqY/UO5SPcxuxww/s400/blog13.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696405024389996882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-l_ZNIBbpbl8/Tw2yLp8QsiI/AAAAAAAABqM/APTDzAPfB8g/s1600/blog12.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-l_ZNIBbpbl8/Tw2yLp8QsiI/AAAAAAAABqM/APTDzAPfB8g/s400/blog12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696405017000456738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RrsmsA_oHp8/Tw2yLais76I/AAAAAAAABqA/tRCg_asWKRA/s1600/blog11.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-RrsmsA_oHp8/Tw2yLais76I/AAAAAAAABqA/tRCg_asWKRA/s400/blog11.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696405012866723746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kUwpmRrR978/Tw2yMzv_86I/AAAAAAAABqw/IbGxCXQal80/s1600/blog15.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-kUwpmRrR978/Tw2yMzv_86I/AAAAAAAABqw/IbGxCXQal80/s400/blog15.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696405036813251490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xRZAsUREBdQ/Tw2x9q6gesI/AAAAAAAABpk/ibhCrN7XBBE/s1600/blog9.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-xRZAsUREBdQ/Tw2x9q6gesI/AAAAAAAABpk/ibhCrN7XBBE/s400/blog9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696404776743369410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hD6rh1kS6Bk/Tw2x8oLdlpI/AAAAAAAABpc/psMVjgOdCEA/s1600/blog8.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-hD6rh1kS6Bk/Tw2x8oLdlpI/AAAAAAAABpc/psMVjgOdCEA/s400/blog8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696404758829307538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mZReCAPu428/Tw2x75HqevI/AAAAAAAABpM/XA5s3MOeTYY/s1600/blog7.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-mZReCAPu428/Tw2x75HqevI/AAAAAAAABpM/XA5s3MOeTYY/s400/blog7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696404746196908786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XpDeHqQlloo/Tw2x7t0AQZI/AAAAAAAABpA/dfRkaiAdMkM/s1600/blog6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-XpDeHqQlloo/Tw2x7t0AQZI/AAAAAAAABpA/dfRkaiAdMkM/s400/blog6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696404743161659794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Q7V8p3hhDiE/Tw2x-Gzk00I/AAAAAAAABpw/ANfzOgYi3zE/s1600/blog10.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 287px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Q7V8p3hhDiE/Tw2x-Gzk00I/AAAAAAAABpw/ANfzOgYi3zE/s400/blog10.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696404784230486850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7Nkv7Hmqrgo/Tw2xqCSE1XI/AAAAAAAABok/5xhKgYy6Qm8/s1600/blog4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-7Nkv7Hmqrgo/Tw2xqCSE1XI/AAAAAAAABok/5xhKgYy6Qm8/s400/blog4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696404439418852722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ISYDsd_JOJA/Tw2xp08IUMI/AAAAAAAABoY/-dJNO9Mw0BE/s1600/blog3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ISYDsd_JOJA/Tw2xp08IUMI/AAAAAAAABoY/-dJNO9Mw0BE/s400/blog3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696404435837145282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OXYtV3lUhgI/Tw2xprAJfHI/AAAAAAAABoQ/9sMt91ON1ho/s1600/blog2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-OXYtV3lUhgI/Tw2xprAJfHI/AAAAAAAABoQ/9sMt91ON1ho/s400/blog2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696404433169644658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--hSzf9_IfTQ/Tw2xqtd9niI/AAAAAAAABow/YQZbM-sFBO8/s1600/blog5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-JPYYdnmzM84/Tw2TDO8VAnI/AAAAAAAABnI/lvMObYtT4Us/s400/guidovalmm10.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696370787453567602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que pensar desse tal Fernando Bezerra Coelho, cabeça do Ministério da Integração Nacional? Os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo se desmanchando e, ao que tudo indica, ele fazendo política com dinheiro público. Em Minas, na semana passada, ficou três horas em encontro com o governador. Bem que podia ter passeado pela Região Metropolitana de Belo Horizonte, feito turismo pela histórica Ouro Preto e dado uma passadinha pela Zona da Mata. Podia ter sido até pelo ar mesmo. De helicóptero ou avião. Desde que, claro, tivesse na janela para ver a desgraça que atingiu milhares de mineiros que perderam tudo. Muitos, ilhados, sem água potável, remédio, energia e telefone, chegaram a passar fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de revoltar qualquer cidadão de bem. O velho Botelho, lá do Espírito Santo, assim como eu, também não se conforma. E olha que o homem é budista, calmo como uma plantação de romã. Conversamos muito por telefone e ele disse já ter perdido a esperança no poder público brasileiro. Até tomei nota na caderneta de papel pautado de trecho que ele me disse ontem, quando soube de mais mortos na catástrofe que causou muitos estragos em Sapucaia, no Rio de Janeiro e em Além Paraíba, na Zona da Mata mineira. Ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Neste mais de 70 anos de vida, meu filho, vi a chuva causar muita desgraça. Mas nada parecido com o que está acontecendo agora. As cidades crescem, as pessoas vão ocupando o que é da natureza, muita gente em áreas de risco, sem ter recursos para viver com segurança, e, com isso, as tragédias se tornam cada vez mais comuns. Muito triste, todo ano, ver milhares de pessoas perderem suas casas, seus sonhos, suas vidas, Josiel. A gente vê o Brasil crescer, ganhar respeito internacional, virar potência na economia... imagina se houvesse menos corrupção? Imagine só, meu filho, se essa bandalheira que desvia verbas públicas, pinta e borda com o dinheiro público, colocasse a mão na consciência e desce ao Brasil o que é, de fato, do povo brasileiro... Hoje, não estou para muitas esperanças, Josiel”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil ouvir do pai, homem de bem e bom senso, sempre preocupado com o outro e de olho no futuro, depoimento assim. Isso, pai, só faz aumentar a minha revolta com o país dos privilégios e das relações de interesses. O que tenho visto tem tocado a minha alma e me tirado o sono. Fico a pensar no Brasil dos meus filhos e dos filhos dos meus filhos. No momento, também falta-me força e convicção para encará-los de frente e dizer-lhes que tudo isso são apenas águas de verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 11/1/12&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-7488657927741066964?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/7488657927741066964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=7488657927741066964&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7488657927741066964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7488657927741066964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/apenas-aguas-de-verao.html' title='Apenas águas de verão'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-JPYYdnmzM84/Tw2TDO8VAnI/AAAAAAAABnI/lvMObYtT4Us/s72-c/guidovalmm10.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-5265208785373944789</id><published>2012-01-08T20:17:00.002-02:00</published><updated>2012-01-08T20:23:16.743-02:00</updated><title type='text'>O país da cesta básica</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tQHwV2IVQRE/TwoWLpp29SI/AAAAAAAABm8/68RXV_IJTlU/s1600/IMG_1180.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Table Normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 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Enquanto Fernando Bezerra, do Ministério da Integração Nacional, parece dar de ombros para o Estado de Minas Gerais, vários outros sujeitos interesseiros ensaiam sorrisos e apertos de mão pelas cidades mais afetadas pelas chuvas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em muitos municípios em situação de emergência, do alto dos casarões mais chiques, gente aparecida, de recurso, reunida, ensaia ações de ajuda e de projeção para forçar amizade e simpatia. Em meio a destroços aqui e ali, com suas bravas picapes importadas e botinas de ocasião, pretensos candidatos se aproveitam para tentar enfraquecer prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias. Assim como alguns burocratas de gabinete, na calada, perseguem opositores e demitem desafetos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do outro lado, miúdo, o cidadão eleitor, morador da beirada de rios, passa longe dos gigantes pobres de intenção. É muita gente sofrida, catando restos pela sobrevivência. Em diversos cantos da região mais afetada de todo o estado de Minas Gerais, são milhares de desabrigados a esperar por ajuda efetiva. As enchentes e os desastres que se repetem entra ano, sai ano, só nos primeiros dias de 2012, deixaram mais de 100 municípios mineiros em situação de alerta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em muitos deles, o que se vê de perto, com o pé na lama, ou pelo noticiário, é o desespero de gente humilde, sem casa e centavo, carente de futuro. Mineiros sofridos que já tiveram suas casas destruídas por enchentes passadas e que, hoje - depois de receber sorriso, aperto de mão e colchãozinho -, vivem de aluguel e fé de que ainda (quem sabe) vão ter novo teto. “O que esperar de país que gasta muito mais para remediar do que para prevenir?”. É o que mais se ouve entre os esclarecidos em pracinhas destruídas. Os mais humildes, fedidos e sujos de barro, têm pergunta mais curta: “O senhor dá cesta básica, moço?”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É de partir o coração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 9/1/12&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-5265208785373944789?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/5265208785373944789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=5265208785373944789&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/5265208785373944789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/5265208785373944789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/o-pais-da-cesta-basica.html' title='O país da cesta básica'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tQHwV2IVQRE/TwoWLpp29SI/AAAAAAAABm8/68RXV_IJTlU/s72-c/IMG_1180.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-5383076762877985241</id><published>2012-01-07T23:15:00.006-02:00</published><updated>2012-01-07T23:32:25.385-02:00</updated><title type='text'>Sem palavras</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TSFbuMLstcM/Twjx9hi6LHI/AAAAAAAABm0/ph6_uBHzQAw/s1600/IMG_1163.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; 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text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-oCoHhB7IT-Y/TwjxasesVKI/AAAAAAAABmY/atYrMeznc2s/s400/IMG_1156.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695067169728779426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GbMPzlda9jQ/TwjxHEMkXkI/AAAAAAAABmM/mNUWlBquyYY/s1600/IMG_1143.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-GbMPzlda9jQ/TwjxHEMkXkI/AAAAAAAABmM/mNUWlBquyYY/s400/IMG_1143.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695066832497827394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-M3G1_mdPX4c/TwjwzxAPNkI/AAAAAAAABmA/vBA6tVI6uAA/s1600/IMG_1135.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-M3G1_mdPX4c/TwjwzxAPNkI/AAAAAAAABmA/vBA6tVI6uAA/s400/IMG_1135.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695066500928321090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1RBB9NFYZTQ/TwjwanZhFrI/AAAAAAAABl0/zYgaYuUHuMc/s1600/IMG_1127.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-1RBB9NFYZTQ/TwjwanZhFrI/AAAAAAAABl0/zYgaYuUHuMc/s400/IMG_1127.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695066068853266098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-t6iMbdhgYuQ/TwjwH8fsOeI/AAAAAAAABlo/r2Yr6gdiSkQ/s1600/IMG_1122.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-t6iMbdhgYuQ/TwjwH8fsOeI/AAAAAAAABlo/r2Yr6gdiSkQ/s400/IMG_1122.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695065748098791906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-5383076762877985241?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/5383076762877985241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=5383076762877985241&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/5383076762877985241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/5383076762877985241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/sem-palavras.html' title='Sem palavras'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TSFbuMLstcM/Twjx9hi6LHI/AAAAAAAABm0/ph6_uBHzQAw/s72-c/IMG_1163.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1727808198972111258</id><published>2012-01-04T08:44:00.000-02:00</published><updated>2012-01-04T08:49:11.221-02:00</updated><title type='text'>Rio-BH em 30 horas</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18377/e84952996f326dbf7cb071f408a78846.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Km 584, da BR-040, próximo ao trecho interditado em Itabirito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18377/5930ff15c9226021c26d8bdd9c601683.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Próximo a Conselheiro Lafaiete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram 30 horas para vencer pouco mais de 600 quilômetros – de Paraty, no Rio de Janeiro, a Belo Horizonte, Minas Gerais. Com a notícia da interdição nos dois sentidos da BR-040, em Itabirito, pousada para madrugada de descanso em Juiz de Fora. Pela manhã, a notícia da liberação da rodovia. Pé na estrada. Falta pouco: 250 km. Em dia comum, sem pressa, coisa de 3 horas. Não era dia como outro qualquer. Nova queda de barreira voltou a interditar a BR e acrescentou mais 5 horas de suplício. O rádio anuncia 10 quilômetros de engarrafamento sentido BH e 5 quilômetros rumo ao Rio. Paciência. O importante era chegar bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saga da volta para casa começou na segunda-feira, dia 2, às 10h, em estradas cariocas. Apesar da chuva sem trégua, de Paraty até Paraíba do Sul, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o tráfego fluía. Até que uma carreta de São Bernardo do Campo, São Paulo, bateu de frente com carro popular no Km 181 da Rodovia Lúcio Meira, em Três Rios, matando Jonathan Soares Sabino, de 24 anos. Do carro de passeio, apenas restos espalhados pelo asfalto. Durante a tarde, depois de hora de interdição, a liberação da pista foi alternada nos dois sentidos, provocando congestionamento de quilômetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, primeira manhã de sol de 2012. Até Conselheiro Lafaiete – cerca de 170 quilômetros –, duas horas de tranquilidade ao volante. Dali por diante, horas de lentidão e paradas nas duas mãos para operação de retirada da lama no Km 583, da BR-040, em Itabirito. Os vizinhos de asfalto também contam aventuras. Bruno Dias, de 21 anos, e Érica Borher, de 33, também estão há quase 30 horas na estrada, vindos de Arraial do Cabo (RJ). Isabelle de Araújo, Ana Tereza e Giordana Schettino, saíram cedo de Leopoldina. No entanto, não perdem o bom humor. Sob sombrinhas, chamam a atenção na beira da estrada porque são só sorrisos em meio a muita gente de cara amarrada e com fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ronald Pereira Pena, de 26, taxista, deixou Entre Rios de Minas às 11h30. Já são mais de cinco horas de batente. Em corrida até Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte, leva para casa os garotos Alejandro Estevão Ferreira Costa e Wendel Iglander, ambos de 11, que voltam de passeio de fim de ano na Zona Rural. “Ainda bem que os meninos almoçaram. Eu seguro a onda. Tenho que segurar. Hoje, ainda vou fazer o caminho de volta”, afirma o motorista do táxi vermelho. Casal mais velho corta a estrada em busca de banheiro. O homem de barriga e cabeça branca abre o guarda-chuva para fazer “cabaninha” para a mulher fazer xixi. Do outro lado, o rapaz tatuado deixa o volante para fazer andar o skate “na falta do que fazer” no acostamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de vencer o Km 583, parada no Mirante da Serra, na beira da estrada. A proprietária Zilda Santana, de 52, diz que, em 14 anos, nunca viu tanto movimento no estabelecimento. Conta que seu faturamento triplicou nas últimas 24 horas com a queda da barreira. Mas não faz cara de satisfação. Solidária ao drama dos mais velhos e das crianças – os mais prejudicados com o caos na rodovia –, reclama: “Esse trecho não tem jeito. A gente não pode ter nem telefone público”. Líder do negócio em família, diz que fez de tudo para oferecer o melhor atendimento possível, mas “com tamanho movimento, nem tem jeito”. Nos dois banheiros, marcas da multidão. Mais tarde, em casa, só as chinelas para dar jeito no cansaço pela saga ao volante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18377/f68016beb2367d9ea09f5642f814389b.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruno Dias e Érica Borher levaram mais de 30 horas de Arraial do Cabo (RJ) a BH&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18377/c6bf6291525987a13406871af71f1a75.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Isabelle, Ana Tereza e Giordana Schettino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18377/288a15436e7423751014bd2f08c4d0f1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Alejandro Estevão (ao fundo) e Wendel Iglander penaram na volta para casa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18377/86cfe4c0b9f9e486802bedf22c351fc3.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Zilda mal deu conta do atendimento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1727808198972111258?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1727808198972111258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1727808198972111258&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1727808198972111258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1727808198972111258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/rio-bh-em-30-horas.html' title='Rio-BH em 30 horas'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-418695368832614566</id><published>2012-01-04T04:01:00.001-02:00</published><updated>2012-01-04T09:03:47.410-02:00</updated><title type='text'>A capital mundial do teatro</title><content type='html'>&lt;img style="width: 535px; height: 401px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18377/df90822c6a02c001f41ac135a3561236.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana, Belo Horizonte deixa para trás o título de capital mundial dos botequins para dar espaço ao teatro, com a 38ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Minas Gerais. Seguramente, com dezenas de espetáculos em cartaz a preços populares, a cidade volta a movimentar milhares de pessoas em torno das artes cênicas, como faz todo ano. Tem drama, tragédia, comédia, teatro do absurdo, experimental, cabeça e ét cetera e tal. Há quase 40 anos, os produtores locais se reúnem em grande festa para celebrar as produções do ano e, também, sucessos de tempos passados – que se repetem porque caíram nas graças da plateia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde garoto, não perco uma campanha de popularização do teatro. O velho Botelho, sempre ele, aplicou-me histórias inesquecíveis levadas à cena pelos artistas de BH. Na companhia do pai, conheci Maria Clara Machado (O rapto das Cebolinhas, A bruxinha que era boa, A menina e o vento, Maroquinhas Fru-Fru, O cavalinho azul, Tribobó City, Maria Minhoca, entre outros), Maurice Maeterlink (O pássaro azul), James Barrie (Peter Pan), Lyman Frank Baum (O mágico de Óz). Depois, adulto, conheci outros autores que mudaram a minha vida: Ariano Suassuna, Guarnieri, Vianinha, Shakespeare, Kafka, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues, Ibsen, Molière, Eugene O’Neil, Tennessee Williams, Samuel Beckett, Ionesco, Brecht, Durrenmatt e mais um monte de gente bacana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No batente da praça, até fiz amizade com autores, atores e diretores da cidade, que me dão muito orgulho de ser mineiro. Não vou citá-los aqui porque posso esquecer algum nome e não quero cometer nenhuma injustiça. O que posso dizer é que, embora muita gente não saiba, há em Belo Horizonte muitos artistas desconhecidos do grande público, que não ficam atrás de nenhuma estrela da TV ou do cinema. Aliás, fica a dica para quem está cansado das mesmas caras de sempre… vá ao teatro ver ao vivo, amigo leitor. Depois, me diga se tenho ou não tenho razão. O Adelson nunca tinha ido ao teatro. Aí, há uns cinco anos, ele foi ver um drama na campanha de popularização e enlouqueceu: “Josiel, os caras mandam bem demais! Fiquei fã!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, vai ao teatro durante todo o ano. Em janeiro e fevereiro, durante a campanha, volta com amigos e familiares. Aprendeu a gostar de tudo um pouco: drama, comédia e peças para crianças. “Prefiro as histórias mais fortes, mas também gosto muito dos comediantes. Tem muita gente boa, que sabe fazer a gente se divertir no teatro”, disse, ontem, quando o assunto foi a temporada que começa amanhã. A Violeta, outra apaixonada pelo teatro, já fez lista com os espetáculos que não quer perder na campanha deste ano. Já enviou até e-mail para arrebanhar os amigos para o programa. “O que é bom tem que ser compartilhado”, justificou. Eita, Violeta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi dedicar nossa Bandeira Dois de hoje ao teatro porque, domingo, primeiro dia de 2012, encontrei-me com amigo ator que vai estar em cartaz na campanha e achei interessante a fala dele: “Josiel, escreve lá no Aqui sobre a campanha. Não precisa falar do meu espetáculo. Quero é que as pessoas vejam que aqui, na nossa cidade, tem um movimento teatral maravilhoso, com artistas extraordinários que dão um duro danado para sobreviver da arte. Diz lá que BH não é a roça que muita gente pensa”. Taí, Zinho! A BH que a gente ama tem o maior movimento popular de teatro do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 4/1/12&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-418695368832614566?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/418695368832614566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=418695368832614566&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/418695368832614566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/418695368832614566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/capital-mundial-do-teatro.html' title='A capital mundial do teatro'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-4109678626339134498</id><published>2012-01-02T04:01:00.000-02:00</published><updated>2012-01-02T04:01:02.288-02:00</updated><title type='text'>O Altamir e a virada do ano</title><content type='html'>&lt;img style="width: 535px; height: 401px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18377/778c8a423b5b50bc1ad7026aa3d0b598.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altamir, de 38 anos, corretor de imóveis, acordou e não reconheceu a mulher comprida a dormir profundo, com ele, de conchinha. Cheirou as longas madeixas louras que lhe invadiam o nariz e não reconheceu o perfume cítrico da nuca. Afastou-se com cuidado para não acordar a parceira e acabou por esbarrar numa garrafa de vodka barata, vazia, a cutucar-lhe o quadril. Levantou o lençol e só aí se deu conta de que, assim como a boazuda, também estava nu. Empenhou-se fundo no resgate da memória e nada. Não fazia a menor ideia de como havia chegado naquela situação. Com o corpo doído, fechou os olhos numa nova tentativa de esquadrinhar o ocorrido: “Réveillon… Isso! Hoje é 1º de janeiro! Claro! Mas… e ela? Quem é ela? E que casa é essa?”, quis muito saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era casa. Era um quarto e sala do Edifício Maletta, na Região Central, bem decorado, com pintura especial, em pátina, em todas as paredes azuladas. Sentado na cama, não avistou nenhum de seus pertences. No criado-mudo, um celular cor-de-rosa. Não resistiu e catou o aparelho para ver se encontrava alguma pista. Abriu pasta de mensagens, de últimas ligações… nada. Entre as fotografias armazenadas, surpresa: a loura e ele, vestidos de branco, sorridentes até, de rostinhos colados, em brinde cheio de entusiasmo, tendo ao fundo o sol nascente na lagoa da Pampulha. Data e hora do retrato: sete horas antes, naquele mesmo 1º de janeiro. “Caracol sem casa! Que parada é essa?”, confundiu-se. Ainda mais com outras duas imagens, nas quais mandava ver narguilé de olhinhos virados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rádio relógio dispara: alarme com canto meloso de frangote: “Mas se mesmo assim, quiser me deixar, as lembranças vão na mala pra te atormentar”. Um tal Luan Santana. “Isso não! Até parece castigo”, estapeia o rádio que pisca meio-dia. A loura nada. Altamir toca o ombro da moçoila: “Ei! Ou! Psiu!”. Nada. O sono é profundo e a expressão da figura é a melhor possível. Tem carinha de quem está felicíssima. “Feia não é. Ao menos isso”, pensou alto. Não era a primeira experiência estranha do corretor. Lembrou-se de quando acordou ao lado de tribufu banguela e fedorenta, numa quarta-feira de cinzas, num casão de luxo de bairro chique da Zona Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reuniu forças, levantou-se, andou pelo apê e nada das roupas. “Putz! Minha cueca, minha carteira, as chaves da minha casa, do carro… cadê meu carro?” Nada. Nenhum fiapo de memória recente. Por último, na lembrança, a peleja para estacionar próximo ao Redondo. Repassou a recordação da noite até o momento em que saiu de casa, no Bairro Buritis, por volta das 22h30. Estava triste por ter levado fora da noiva depois de dois anos de idas e vindas. “Não fosse a Lu, não tava neste aperto”, considerou. A loura se espreguiça e ressona manhosa. Abre os olhos sem pressa e dá de cara com o Altair de pé, enrolado ao lençol, num canto do ambiente. Com a voz inconfundível de travesti, sorri com seus dentes de homem: “Bom-dia, bebê!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-4109678626339134498?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/4109678626339134498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=4109678626339134498&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4109678626339134498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4109678626339134498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2012/01/o-altamir-e-virada-do-ano.html' title='O Altamir e a virada do ano'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-9209963170538003491</id><published>2011-12-28T04:01:00.004-02:00</published><updated>2011-12-28T04:01:01.443-02:00</updated><title type='text'>Para refletir e guardar na alma</title><content type='html'>&lt;img style="width: 530px; height: 397px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18377/69249efa4a8d5ed0e199489076c9cd8a.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucas situações na vida senti-me tão próximo de Deus como no encontro com a família Gibosky, semana passada, no Bairro Dona Clara, na Região da Pampulha. Para quem não acompanhou de perto o caso, trata-se de família vítima daquele desastre no Anel Rodoviário, que, no início do ano, alterou o rumo de várias pessoas, com cinco mortos e 12 feridos. Entre eles, Laura Gibosky (foto), de 4 anos, sobrevivente por milagre – já que teve grave traumatismo no crânio, no abdômen e na perna esquerda, além de profundo estado de coma. Da parte dos médicos, a pior previsão possível: apenas 2% de chances de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado do excesso de velocidade de carreta carregada com 37 toneladas de trigo, tocada por Leonardo Hilário, de 24, de Mundo Novo (MS), que arrastou, além do carro da família Gibosky, outros 14 veículos em fila, engarrafados na rodovia. Na tragédia, outra garotinha, Ana Flávia, de 2, prima de Laura, morreu na hora. Marcelo Ferreira dos Santos, de 12, a avó dele, Maria da Conceição dos Santos, de 60, Márcia Iasmine de Azeredo Villas Boas Sales, de 44, e Eduardo de Souza Oliveira, de 40, também perderam suas vidas no mesmo acidente naquele fatídico 28 de janeiro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocou-me sobremaneira a união, o amor incondicional e a fé inabalável dos pais de Laura, Ricardo e Priscila, que não poupam esforços para trazer a menina novamente à vida. O quadro pode até parecer de esperança doída por causa do diagnóstico de paralisia cerebral, mas, considerando os avanços de Laura até aqui, a pequena guerreira tem tudo para surpreender sua equipe médica a cada dia. Ainda que sem falar e andar, com bem poucos movimentos, a vida percebida nos olhares da menina são de força descomunal. Laura é apaixonante. A mocinha tem um encanto natural arrebatador. Há um campo de luz contagiante em torno da menina de carinhar os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando deixei a casa dos Gibosky, levei comigo imagem que jamais vou esquecer: a da pequena Laura no colo da mãe. Priscila não escondia ter nos braços porção mais preciosa de amor em seu sentido mais puro. O pai, Ricardo, bravo lutador, não esconde as cicatrizes da alma. Contudo, um só sorriso na presença da filha, o professor e advogado é exemplo de fé e determinação. Conheci também o garoto Yuri, de 10, filho mais velho do casal. Moço cheio de simpatia, apaixonado pela irmãzinha, que, em julho, comemorou cinco anos em casa, depois de passar mais de 150 dias internada nos hospitais João XXIII e Felício Rocho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos dias, Laura deve voltar ao hospital para se submeter a mais uma cirurgia no cérebro. A família está confiante de que o novo procedimento vai ajudar ainda mais na recuperação da pequena Gibosky. Do lado de cá, com todos os eus que me habitam, peço em oração a oportunidade de reencontrar Laura recuperada. Olhar bem fundo nos olhos da mocinha e dizer a ela o quanto sua história de luta me faz repensar a vida e minha relação com o mundo. Ricardo, Priscila, meu carinho e minha admiração de homem e pai de família. Vida longa, Laura! É meu desejo de espírito pelo tempo que se aproxima. Guardo você, menina. No peito e na alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 28/12/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-9209963170538003491?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/9209963170538003491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=9209963170538003491&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/9209963170538003491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/9209963170538003491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/12/para-refletir-e-guardar-na-alma.html' title='Para refletir e guardar na alma'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-3490155905620787650</id><published>2011-12-26T11:31:00.003-02:00</published><updated>2011-12-26T11:39:59.731-02:00</updated><title type='text'>O Natal da vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-MHHy77lpblI/Tvh4Cek3BaI/AAAAAAAABkQ/6S2HzrgaVZU/s1600/lauragibosky.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 393px; height: 565px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-MHHy77lpblI/Tvh4Cek3BaI/AAAAAAAABkQ/6S2HzrgaVZU/s400/lauragibosky.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690430113145357730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Natal de 2010. Laura Gibosky, de 4 anos, pede ao Papai Noel uma  bicicleta sem rodinhas. Já sabe se equilibrar. A estrela dourada no topo  da árvore luminosa foi colocada pela menina. De véspera, o brinquedo  “surge” amarrado ao balanço. Laura duvida: “Ah… ele não ia amarrar a  bicicleta”. Na noite de celebração, com a família reunida em outra casa,  Papai Noel, contratado para fazer a alegria da criançada, surpreende a  mocinha: “Então, Laura… gostou do presente que deixei no balanço?”.  Boquiaberta, num suspiro, a menina linda corre para os braços dos pais.  Está certa da existência do bom velhinho. Noite de sonhos, viagem de  férias, ano novo e a vida segue. Fim de janeiro, já de volta a Belo  Horizonte, em novo passeio – desta vez longe dos pais –, uma carreta  bitrem carregada com 37 toneladas de trigo faz estragos na alma.  Conduzida por Leonardo Faria Hilário, de 24, de Mundo Novo (MS), arrasta  15 veículos engarrafados no Anel Rodoviário, matando cinco pessoas e  ferindo outras 12. Uma delas, Laura Gibosky, levada de helicóptero ao  Hospital João XXIII. Pai e mãe recebem a notícia: traumatismo no crânio,  no abdômen e na perna esquerda, além de profundo estado de coma, com  apenas 2% de chances de sobrevivência. Só um milagre para salvar a menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal  de 2011. Num canto da sala de dois ambientes na casa de número seis, no  Bairro Dona Clara, na Região da Pampulha, sob a mesma árvore da estrela  dourada, Laura é o presente da vida no colo da mãe, Priscila Gibosky,  de 34. O pai, Ricardo de Carvalho, de 45, não esconde a alegria de ter a  filha em casa depois da tragédia no Anel. No primeiro semestre, em  cinco meses de internação, foram várias as intervenções cirúrgicas.  Yuri, o mocinho mais velho da casa, com 10 anos, pausa as estripulias  com os amigos para se juntar à família. Lolla, a mascote maltês, faz  festa para o registro. Retrato de fé, amor e união, que se renova no  mais legítimo espírito do renascimento. Há uma luz a mais a cobrir a  família. Laura, de olhos vivos, arrebatadora, parece buscar a lente da  câmera. Linda, de batom, vestida na moda, de calça legging fusô preta e  camisa vermelha com estampa da Sininho – a Tinkerbell dos dias atuais –,  chama a atenção pela força da presença, que afasta o clima do nunca.  Impossível ficar indiferente aos olhares da menina, que (ainda) não  anda, não fala e pouco se movimenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de Laura  ganhar a sala, a atmosfera da entrevista de Ricardo e Priscila ao Estado  de Minas é uma miscelânea de sentimentos: dor pela morte de Ana Flávia,  de 2, prima de Laura, que não sobreviveu ao acidente; revolta por conta  da impunidade nas tragédias do trânsito e o descaso com o Anel  Rodoviário; tristeza por saber de mocinha tão ativa ter a vida ao  avesso; alegria pelo milagre da sobrevivência; esperança pela  recuperação, ainda que lenta; e receio por mais uma cirurgia que se  aproxima. A família acaba de receber a notícia da necessidade de mais  uma intervenção no cérebro da garota. Uma válvula no sistema  ventricular. Batalha longa e desgastante pela vida, que não afeta o  otimismo de Ricardo e Priscila. Advogados de sucesso, ambos foram  obrigados a rever a carreira para dar conta de dar atenção especial às  circunstâncias. Apesar de a infraestrutura hospitalar 24 horas em casa  ser mantida por convênio médico, os custos descobertos chegam a R$ 6 mil  mensais, com alimentação, medicamentos e assistência particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os sentimentos percebidos em duas horas de conversa, sobressaem  o amor e a esperança. Priscila é mais força. Ricardo é mais sorriso. A  mãe respira fundo repetidas vezes e tenta segurar as inquietações de  quem demonstra amar além de todas as contas. Não se contém e desaba uma,  duas vezes. O pai, desenvolto, chora por vezes. Sorrindo, derrama  lágrimas enxutas pelas costas da mão. Explica o sentimento de “quebra no  tempo e no espaço”, vivido desde o fatídico 28 de janeiro. “Primeiro, o  choque com a quase morte, o vazio. Depois, o porquê. A gente tentava  entender… por que com a nossa família? Em seguida, veio a realidade de  UTI, com várias tragédias reunidas no mesmo lugar. E a gente unido,  lutando contra todas as previsões. Todo dia sabendo que ela podia morrer  e, ao mesmo tempo, comemorando um novo dia”, relata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao falar de julho, mês em que Laura deixou o hospital, voltou para casa e  comemorou 5 anos, o advogado abre ainda mais a envergadura do sorriso e  fala de dias melhores: “Depois de tudo, uma fase muito boa de motivos  de festa por cada conquista”. Comenta as dificuldades encaradas com  determinação por todos os amigos e familiares e considera as incertezas  com o futuro trazidas pelo quadro de paralisia cerebral. Priscila  reconhece: “Não é fácil. Tem dias que falta força para sair da cama”. No  entanto, fortalecida por nova dose de esperança a cada instante,  apega-se à fé na recuperação da filha. “A verdade é que ninguém sabe  nada do cérebro. As melhoras vêm do próprio cérebro. Os médicos  acreditam que, como a Laura já tinha registros quando ocorreu o  acidente, a recuperação seja possível.” Longe dos casados comuns, pai e  mãe exibem cumplicidade admirável durante toda a conversa. Fazem-se soma  e equilíbrio: ele fé, ela comunhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 17 anos juntos, Ricardo e  Priscila fazem dos momentos mais difíceis razão para crescer. Mão e  luva, se amparam para superar a dureza da síndrome pós-traumática.  Demonstram olhar diferenciado sobre os dramas dos outros e se apegam às  pequenas conquistas diárias de Laura. “Em todas as famílias, você vai  vendo que cada um tem lá as suas tragédias”, diz Ricardo, que, daqui  para a frente, só pensa na melhor maneira de trazer Laura para a própria  vida como ela é, sem pensar apenas no futuro, vivendo o presente com a  maior integridade possível. “Quero ter alegria. Parece que a sociedade,  no fundo, quer ver você triste. Algumas pessoas se espantam com o mínimo  de alegria preservada em você”, lamenta o professor. Muito emocionado,  desabafa: “Quero viver o hoje da minha filha. Não quero mais viver de  passado e com medo de não tê-la mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Priscila vai até o andar  de cima buscar Laura. No quintal, Yuri é pura energia com os amigos.  “Filho, vamos fazer uma foto!”, convoca o pai. O garoto reclama.  Natural. Não quer deixar a farra com os vizinhos. Ali, é tarde de água  boa sob a chuva fina. Com a chegada de Laura na sala, a cadela maltês  faz festa. A imagem da mocinha na escadaria, no colo de Priscila, parece  pintura. Mãe e filha num cuidado de dar gosto. A advogada, funcionária  pública licenciada, tem mais vida e luz na expressão de encanto. Deixa  de lado qualquer resquício do que é lúgubre para dar espaço ao que é  somente beleza. É preciso repetir: Laura é linda. Olhos profundos cheios  de vida por viver. Pele bem cuidada que faz mínimas as cicatrizes do  corpo. Boca vermelha, entreaberta, de quem sabe agradecer em silêncio.  “No final, peça para que todo mundo continue orando por ela”, apela o  coração da mãe. Do lado de fora, a bicicletinha sem rodinhas ainda  espera por Laura, milagre da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estado de Minas - 25/12/11 - Jefferson da Fonseca Coutinho&lt;br /&gt;Foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A Press&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-3490155905620787650?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/3490155905620787650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=3490155905620787650&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3490155905620787650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3490155905620787650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/12/o-natal-da-vida.html' title='O Natal da vida'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MHHy77lpblI/Tvh4Cek3BaI/AAAAAAAABkQ/6S2HzrgaVZU/s72-c/lauragibosky.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-519234308129808990</id><published>2011-12-26T11:26:00.003-02:00</published><updated>2011-12-26T11:44:35.276-02:00</updated><title type='text'>Papai Noel às avessas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-D2oLzR_eSmM/Tvh2nXop_zI/AAAAAAAABkE/EwS5D1luO-4/s1600/papainoel.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 194px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-D2oLzR_eSmM/Tvh2nXop_zI/AAAAAAAABkE/EwS5D1luO-4/s400/papainoel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690428547914137394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Faço o bem porque tenho uma missão e tento compensar um passado  ruim”, diz Leonardo Thomasi, de 63 anos, que há quase duas décadas ganha  a vida como Papai Noel e, sem fazer alarde, assiste a cerca de 600  pessoas carentes. Leonardo, de 1,90m, 130 quilos, olhos verdes, barbas  brancas e óculos na ponta do nariz, comanda outros 12 Papais Noéis em  Belo Horizonte e tem sua imagem maquiada, espalhada por vários cantos do  Brasil. Ano passado, esteve até em reality show, exposto por 14 dias  dentro de casinha de vidro em shopping chique do Triângulo Mineiro. Leo  faz uso de apenas 20% do que recebe como microempresário e personagem.  De todo o montante, fica apenas com o básico para si e para a família –  11 filhos, 17 netos e quatro bisnetos. Enquanto se transforma para mais  uma apresentação beneficente, num banheiro de 3x3, Leo aceitou falar ao  Aqui. Emocionado, deixa escapulir passado difícil como agente pelas nove  fronteiras do país. Pede segredo por ações das quais não tem nenhum  motivo para se orgulhar.&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Mostra no corpo agigantado, com ilha  tatuada no peito, marcas do tempo ruim: cicatrizes traçadas por armas  brancas e de fogo. Bate em vários pontos do tronco, dos braços e das  pernas para indicar a grande quantidade de platina junto aos ossos.  Conta problemas recentes de pescoções e ameaças por parte de traficantes  e maus policiais – “todos denunciados na corregedoria”, salienta. Pouco  a pouco, o Leo, simples dono de pequena cantina, vai se transformando  em Papai Noel, atração mais famosa do imaginário popular. Poliglota,  além de bom português, fala francês, alemão, russo, italiano, inglês e  espanhol. Já esteve em 74 países e contabiliza 200 outdoors em campanha  pelo Natal. Ano passado, a serviço em pedaço do Polo Norte montado em  grande centro comercial de BH, sofreu infarto que lhe rendeu  encaminhamento para quatro pontes de safena. Teimoso, resistiu e fez  “recauchutagem mais simples, com quatro stents apenas”.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Sábado,  contratado a peso de ouro por gente graúda, percorreu cinco mansões com  seu trenó automotivo puxado por 240 cavalos. A mulher de Leo, Svânia  Souza do Nascimento, de 49, braço forte, aparece na porta do banheiro e  avisa: “As crianças já estão esperando”. Papai Noel deixa o camarim  improvisado, entra em cena e é recebido com galhardia por dezenas de  criancinhas do Colégio Santa Tereza. As avarias no peito ele atribui ao  trabalho com os pequenos. Para citar apenas um, traz da memória momento  marcante vivido recentemente. “Foi numa ala de crianças do Hospital das  Clínicas. Estava distribuindo presentes, carrinhos e bonecas,  aproximei-me de uma mocinha bem pequena, coberta por lençol. Deixei o  presente dela e virei as costas. De repente, ouço um chamado: ‘Papai  Noel, troca pra mim!’. Quando me virei, ela estava com a boneca nos  braços em toco e pediu: ‘Troca pelas minhas mãozinhas’”, desaba o  gigante, tão valentão no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 26/12/11&lt;br /&gt;Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-519234308129808990?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/519234308129808990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=519234308129808990&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/519234308129808990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/519234308129808990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/12/papai-noel-as-avessas.html' title='Papai Noel às avessas'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-D2oLzR_eSmM/Tvh2nXop_zI/AAAAAAAABkE/EwS5D1luO-4/s72-c/papainoel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-7156429629910681383</id><published>2011-12-22T08:14:00.003-02:00</published><updated>2011-12-22T08:17:18.106-02:00</updated><title type='text'>A alegria dos pardais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Naif1Pi4oO4/TvMDnVA4wjI/AAAAAAAABj4/xI3T4MYErZA/s1600/johnnyx.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 296px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Naif1Pi4oO4/TvMDnVA4wjI/AAAAAAAABj4/xI3T4MYErZA/s400/johnnyx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688894728489714226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem, na cozinha, Johnny foi encontrado sem vida. Seguramente, o pardal mais serelepe de que já se teve notícia em todo o Bosque do Jambreiro, em Nova Lima.  O mundo lá fora... mas o danado do passarinho só queria saber da cozinha. Não teve espantalho, palma ou reza brava que afastasse Johnny da mesa e das bancadas de guloseimas. Meu amigo não queria muito. Os restos apenas. Vez ou outra, fazia de banheiro as nossas mais belas toalhas, vasilhas e os tampões de granito. “Melhor do que o pó do asfalto”, repetia para a mulher companheira. Sempre procurei deixar as vidraças abertas para que ele pudesse arriscar seus mergulhos suicidas. Johnny gostava de aventuras. Conversávamos muito, em silêncio, e ele parecia entender minhas elucubrações. Mantinha seu ninho no telhado, com a minha cobertura – uma troca (injusta, reconheço): um pouco de segurança por muita inspiração. Fiz até acordo com os cães para que o deixassem em paz. Osho e Leona aceitaram na boa. É... há um tempo para tudo. Depois de rasante na janela fechada, meu intrépido parceiro das madrugadas descansa, agora, ao pé de nossa goiabeira. Salve, Johnny! Não esqueço você, amigo. Que venham os seus filhos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-7156429629910681383?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/7156429629910681383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=7156429629910681383&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7156429629910681383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7156429629910681383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/12/alegria-dos-pardais.html' title='A alegria dos pardais'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Naif1Pi4oO4/TvMDnVA4wjI/AAAAAAAABj4/xI3T4MYErZA/s72-c/johnnyx.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-7884071968355464115</id><published>2011-12-21T08:54:00.001-02:00</published><updated>2011-12-21T08:57:12.591-02:00</updated><title type='text'>O porco arrumadinho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-fYqvPgEYlHY/TvG7Rzf5QdI/AAAAAAAABjg/BLEYV1OTIIg/s1600/sujeira1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 248px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-fYqvPgEYlHY/TvG7Rzf5QdI/AAAAAAAABjg/BLEYV1OTIIg/s400/sujeira1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688533718901801426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“BH e a falta de educação”, texto publicado na semana passada, rendeu. “É cultural, Josiel. Tudo é uma questão de cultura”, ouvi de muitos. Pode até ser. Mas, como cidadão e pai de família, não posso aceitar que a falta de educação – que emporcalha e prejudica nossa cidade – seja algo sem solução. Mais um motivo para dar um basta no lixo que enfeia as ruas e entope bueiros, impedindo o escoamento das enxurradas. Já que o adensamento urbano não tem solução, precisamos aprender a lidar melhor com o lixo, com máxima urgência. Um triste fato: a cidade dos engarrafamentos está fadada a se transformar em concreto e pó de asfalto. “Vê se pode: para rodar 20 quilômetros, fico mais de duas horas por dia dentro do carro. Meia hora só para conseguir uma vaga para estacionar”, reclamou o Daniel, do Bairro Buritis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Silvana do Carmo espinafrou: “Minha rua no Bairro Caiçara é um lixo só. Estou cansada de ver gente jogando papel, sacola plástica, na calçada, Josiel. Cigarro, então, é um nojo. O povo fuma que nem desesperado e joga o toco em qualquer lugar, sem respeitar o direito de ninguém. Quer morrer, morre, mas não precisa sujar a cidade, que é de todo mundo. Outro dia, minha professora falou que as pessoas acham que a cidade é dever do poder público, que só a prefeitura é que tem que dar conta de deixá-la em ordem, sempre limpa e bem cuidada. ‘Em parte’, ela explicou. Porque a cidade também é obrigação de quem mora nela. Depois que a fêssora falou, fiquei pensando… é verdade. Ainda não tinha parado para pensar nisso. Agora, o problema é que, em Belo Horizonte, a maioria das pessoas mostra que não tem preparo nenhum para cuidar do que é público”. É, Silvana. É triste. Infelizmente, tenho que concordar que a maior parte dos belo-horizontinos é mesmo de doer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcia Helena, moradora da Avenida Augusto de Lima, no Barro Preto, enfermeira, participou por telefone: “A gente tinha que criar uma disciplina na escola voltada para os cuidados com o lixo e para a prática da gentileza urbana. Pais e filhos deviam cumprir duas horas por semana de matéria obrigatória sobre o assunto. Pode publicar isso, Josiel. Aliás, você bem que podia fazer uma campanha, né!?”. Estamos de sentinela, Lúcia Helena. Por uma BH mais limpa. É isso! O assunto rendeu também entre os companheiros de praça. Osmar, Adelson, Sueli, Oswaldo, Nenem, Arildo, Onofre e Zé Elias estão firmes no propósito de manter a cidade limpa. Estamos até fazendo uma vaquinha para distribuir uns adesivos educativos para carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira, debaixo da maior chuva, uma senhora de no máximo 50 anos, entrou no meu carro com um saco de biscoito. Comeu, comeu e depois, descaradamente, jogou o saco na rua, na Savassi. Só não parei porque tinha um ônibus na minha cola. “Minha senhora, tenho uma lixeira aqui na frente”, falei. Ela sorriu sem graça: “É o costume”. Agora, pense bem, amigo leitor:  chovendo, a mulher abre o vidro e dispensa o saco no asfalto… na maior cara de pau do planeta. Isso é das poucas coisas que me tiram do sério. Tenho um passageiro, advogado, que adora mascar chicletes. Já perdi a conta de quantas vezes o vi embolar a goma na ponta dos dedos e jogar na rua. A cena é bizarra: o cara de terno, alinhadíssimo, dando peteleco em bolinha de chiclete no ar. E tem gente que acha exagero da minha parte. “Exagero, Josiel. O povo de BH até que é educadinho”, disse a Tia Eneida, domingo, na casa da Sueli. “Educadinho”, dona Eneida!? Educadinho é um porco arrumadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 21/12/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-7884071968355464115?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/7884071968355464115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=7884071968355464115&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7884071968355464115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7884071968355464115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/12/o-porco-arrumadinho.html' title='O porco arrumadinho'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fYqvPgEYlHY/TvG7Rzf5QdI/AAAAAAAABjg/BLEYV1OTIIg/s72-c/sujeira1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-4860837412571151869</id><published>2011-12-19T12:04:00.001-02:00</published><updated>2011-12-19T12:06:13.519-02:00</updated><title type='text'>A BH que eu amo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-A1geKoTay8g/Tu9Ev_iGUpI/AAAAAAAABjU/1MnIoYRFwUI/s1600/minas-g-20111216.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-A1geKoTay8g/Tu9Ev_iGUpI/AAAAAAAABjU/1MnIoYRFwUI/s400/minas-g-20111216.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687840445691220626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Keven resgatou com o cabo da vassoura o banquinho de madeira feito  pelo avô a boiar na Linha Verde. “Um presente, Kevinho. O vovô fez pra  você”, retumbou a lembrança quando trouxe o móvel salvo ao teto, único  ponto de sobrevivência do barraco no Bairro Primeiro de Maio. Sentou-se  sob as chuvas que castigavam Belo Horizonte. A imagem do avô, pedreiro,  vindo de Taquaraçu de Minas nos anos 1960 para tentar a vida na cidade  grande, não lhe deixava o pensamento. Ainda mais porque na manhã  seguinte ao presente – o banquinho –, o velho Ananias foi abatido por  mal súbito, encaminhado ao pronto-socorro e de lá para nunca mais. O  adolescente era unha e carne com o mulato forte das barbas brancas e do  coração cansado. “Tá descendo aí o meu pai”, chorou diante da cova no  Cemitério da Paz, em 2000. Na época garoto, Keven não tinha somado 15  anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte do Ananias virou ao avesso a família. O  barracão de três cômodos, única herança, foi motivo de discórdia, já que  Tuca e Chumbinho só pensavam no dinheiro. Keven, o mais moço dos três  irmãos sem pai, foi o único a se preocupar com a mãe, que teve quadro de  doença psíquica agravado com o fim do arrimo da casa. Selma, em tarde  de crise, saltou da passarela para mergulho no asfalto da Avenida  Cristiano Machado. Na velocidade trágica do instante, foi um caminhão de  combustível a fazer o serviço. De volta ao cemitério, em menos de ano,  Keven viu a terra vermelha cobrir caixão barato mais uma vez. Os irmãos,  ocupados com assalto pé de chinelo, não compareceram. Órfão e  desamparado, Kevinho olhou para os lados e não disse palavra. Suspirou  profundo apenas e decidiu vencer na vida. Deixou de lado amigos  suspeitos e começou a trabalhar pesado para juntar dinheiro e comprar a  parte dos irmãos no imóvel. Sentia no lugar a presença do avô, que  ergueu sozinho tijolo por tijolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quatro janeiros, sem  gastar tostão fora do que é necessário, o mocinho pagou no papel de  ajudante de obra a parte de cada irmão. “Agora, cacem seu rumo”, disse  com firmeza, no dia em que completava 19 anos. Caçaram nada. O bom  coração de Keven permitiu que Tuca e Chumbinho continuassem por lá  sempre que careciam de abrigo limpo e comida na geladeira. Às vezes,  sumiam por meses. Volta e meia, o ajudante de pedreiro voltava para casa  e encontrava um dos irmãos na salinha, de prato na mão: “Tô no apuro,  mermão. Não esculacha”. Fazer o quê? Sentar e comer junto. No fundo,  Keven até gostava de saber que eles estavam vivos e livres. O volume do  Córrego do Onça desespera. E o tempo, como filme a rodar a cabeça do  corpo do bom moço, encharcado, sentado no banquinho sobre a laje do  barracão. As águas já cobriam as paredes. Impávido, Keven não arredou os  pés da propriedade, arrasada pelas chuvas. Ficou ali a relembrar o avô e  a mãe, enquanto a BH das obras, do futuro e da Copa do Mundo, derretia  em estado de emergência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 19/12/11  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-4860837412571151869?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/4860837412571151869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=4860837412571151869&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4860837412571151869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4860837412571151869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/12/bh-que-eu-amo.html' title='A BH que eu amo'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-A1geKoTay8g/Tu9Ev_iGUpI/AAAAAAAABjU/1MnIoYRFwUI/s72-c/minas-g-20111216.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-8641983349146657609</id><published>2011-12-14T11:27:00.002-02:00</published><updated>2011-12-16T17:42:13.054-02:00</updated><title type='text'>BH e a falta de educação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-h1d7sZUgRqY/Tuikg5xVM7I/AAAAAAAABjI/8Vkm20j0aAQ/s1600/lixo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 256px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-h1d7sZUgRqY/Tuikg5xVM7I/AAAAAAAABjI/8Vkm20j0aAQ/s400/lixo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685975414725751730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Nem é preciso ser crescido e criado  em Belo Horizonte para ter opinião formada sobre a chuva que, entra  ano, sai ano, promove o maior estrago na cidade. A tempestade de ontem,  em menos de uma hora, fez correr perigo moradores de vários bairros.  Tenho amigos no Prado que descreveram o ocorrido como “calamidade”. Teve  gente que foi arrastada pela força das águas e muitos moradores e  comerciantes tiveram prejuízos consideráveis. Graças a Deus nenhuma vida  foi perdida. É a boa notícia em meio ao caos que se repete. Passado o  temporal de segunda-feira, em casa, na calma das chinelas e com o céu  mais manso sobre o telhado, desço a caneta na caderneta de papel pautado  para discorrer o que penso sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro  lugar, não dá para desconsiderar o adensamento urbano, com o crescimento  desordenado da metrópole. Onde haviam casas, hoje, são prédios e mais  prédios. Dentro da Avenida do Contorno, há até pontos – e conheço vários  – em que predinhos de três e quatro andares deram lugares a torres com  pisos a sumir de vista. Matemática simples essa: com o volume de lixo,  de esgoto, de redes elétricas e de telecomunicação, mais o asfalto e o  peso do concreto multiplicado somam muito mais do que o solo aguenta.  Alguém tem dúvida disso? Basta contar as árvores perdidas – cortadas no  toco ou mutiladas aos montes – em nome do progresso. Progresso? Que  progresso é esse, amigo leitor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto polêmico do caos  que toma conta da cidade com as chuvas é a falta de educação do  belo-horizontino. Sei que vai render – toda vez que toco no assunto,  chove reclamação, dizendo que estou generalizando. Mas não é isso. É  claro que na cidade tem pessoas conscientes que fazem a sua parte. A  minoria, infelizmente. Por isso, repito: a grande maioria não tem  educação. Não sabe e não se importa com a cidade. É lixo espalhado por  gente de todas as idades. Cansei de ver mocinho e mocinha jogar  embalagens de picolés, balas e doces no chão, na presença dos pais, e  ficar por isso mesmo. O Adelson, semana passada, comprou briga porque  chamou a atenção de um garoto no zoológico. O rapazinho, de uns 12 ou 13  anos, jogou uma garrafa pet e um marmitex amassado na rua. E na frente  da família, em piquenique, amontoada sob copa frondosa. “O pai do menino  fingiu que não viu, Josiel. Vê se pode! E quando mostrei a lixeira para  o garoto, o cara veio tirar satisfação comigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodo muito e  vejo coisas que me dão vergonha de ser desta cidade. Nos carros, por  exemplo a coisa chega a ser criminosa. O camarada fuma, fuma e lasca a  guimba pela janela. Outro dia, o carro da minha frente, no sinal,  resolveu fazer uma faxina no possante e jogar o lixo sem nem olhar para  fora. Fiquei de cara com a falta de consciência do indivíduo. Absurdo  flagrado em toda a cidade, praticado por cidadãos de todas as idades e  classes sociais. Já vi lixo voar de dentro de carro importado, de ônibus  e caminhão. Será que não é de conhecimento público que o lixo é dos  grandes responsáveis pelos problemas de escoamento das enxurradas? É o  que diz sempre o velho Botelho: “Pior que o homem, só o homem.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 14/12/11&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-8641983349146657609?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/8641983349146657609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=8641983349146657609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8641983349146657609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8641983349146657609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/12/bh-e-falta-de-educacao.html' title='BH e a falta de educação'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-h1d7sZUgRqY/Tuikg5xVM7I/AAAAAAAABjI/8Vkm20j0aAQ/s72-c/lixo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-4070983838192385355</id><published>2011-12-12T11:52:00.000-02:00</published><updated>2011-12-12T11:53:58.259-02:00</updated><title type='text'>Bodas de cristal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-0f4-xgntzJY/TuYHULxD_ZI/AAAAAAAABi8/8jpaL-BuUU4/s1600/bodasdecristal.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 258px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-0f4-xgntzJY/TuYHULxD_ZI/AAAAAAAABi8/8jpaL-BuUU4/s400/bodasdecristal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685239622939180434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;Verão. Aniversário de casamento. Palmira e Wenceslau sonharam  programa diferente para festejar 15 anos de união. Na praia, claro. Sem a  mulher saber, o comerciante resolveu fechar suíte do melhor motel de  Guarapari para a ocasião. “Em Guarapari, Wenceslau!?”, duvidou o amigo,  Moisés, colega de shopping popular. “Tamo indo amanhã. E, além do mais,  tô podendo fazer essa extravagância, você sabe”, sorriu. Já Palmira era  só empolgação: “15 anos. É tempo demais da conta. Misericórdia! Hoje em  dia não é para qualquer uma. 15 anos! Tô até desconfiada que ele vai me  fazer uma surpresa. É que ele anda falando baixo, meio escondido, no  telefone. A gente vai tá na praia. Quero só ver. Comprei uma  lingerie...”, contou, toda sapeca, para a Augusta, colega docente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrada  adentro, silêncio. Só sorrisinhos marotos, no canto das bocas, por nove  horas de volante. Nunca foram de muita conversa. Havia quem dissesse  que era este o segredo da união tão duradoura. “Casal que conversa  demais dá bom-dia a cavalo. Está ali homem e mulher que sabem das  coisas”, dizia em coro a vizinhança, no Vale do Jatobá. Não que não  gostassem de boa prosa. Com os outros até que eram bem falantes. Mas, de  fato, em casa, nunca foram de jogar conversa fora. Comunicavam-se muito  com o olhar. Bastava o Wenceslau fitar a Palmira para ela ler seu  pensamento. E vice-versa: era só a Palmira inclinar o olhão azul para o  lado do Wenceslau, que ele tinha certeza do que ela estava querendo. E  assim tocavam a vida de acordo: 15 anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De poucas palavras, o  assunto predileto do casal era sexo. Entre os dois, uma harmonia.  “Satisfação 100%”, ele fazia questão de dizer. Os amigos jamais  entenderam porque o Wenceslau, em 15 anos, jamais pulou a cerca. Sério.  Desde o sim na igrejinha do Barreiro, o moço sequer deu brecha para  qualquer tentação. Para a cambada amiga, mérito da Palmira, “boa de  cama”, que soube “trancar-lhe o quadril”. Quando conheceu o Wenceslau,  teve certeza: “É ele”. E foi para nunca mais dar mole para ninguém. Leal  como não costuma existir. Juntos: a fome e a vontade de comer. Daí, não  havia jeito melhor de festejar os anos de sexo de qualidade: no céu com  a bunda de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim da estrada. Wenceslau sorriu safado e  deu lenço vermelho para a mulher, que, sem demora, entendeu que era para  os olhos. Não só amarrou a venda, como, para apimentar a intenção,  desceu a calcinha minúscula sem tirar a saia. Foram direto para a suíte  do “Toca do Coelho”. Lá, a coisa ferveu. Só que o Wenceslau teve um  piripaque grudado na mulher, ensandecida, no minuto que precede o  paraíso. Foi preciso ambulância no motel para resgatar o Wenceslau. Mais  tarde tudo ficou bem. Difícil foi encarar os funcionários do hospital  na semana de internação. Cidade pequena. O povo fala. E como fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho- 12/12/11&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-4070983838192385355?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/4070983838192385355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=4070983838192385355&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4070983838192385355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4070983838192385355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/12/bodas-de-cristal.html' title='Bodas de cristal'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0f4-xgntzJY/TuYHULxD_ZI/AAAAAAAABi8/8jpaL-BuUU4/s72-c/bodasdecristal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-3692055949530206075</id><published>2011-12-09T12:41:00.003-02:00</published><updated>2011-12-09T12:46:11.417-02:00</updated><title type='text'>Borboleta ou bailarina?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-vld9L645Vdo/TuIeeqXmvZI/AAAAAAAABik/wlhdnxpeotU/s1600/camila7316.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-vld9L645Vdo/TuIeeqXmvZI/AAAAAAAABik/wlhdnxpeotU/s400/camila7316.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684139191813193106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-7HNMOwRH1d4/TuIeee-a57I/AAAAAAAABiY/dJcAWoeMEpE/s1600/camila7285.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 278px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-7HNMOwRH1d4/TuIeee-a57I/AAAAAAAABiY/dJcAWoeMEpE/s400/camila7285.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684139188754769842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-fZGSCduHl4M/TuIefP-JGEI/AAAAAAAABiw/4_Lj2g7AMaI/s1600/camila7472.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 296px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-fZGSCduHl4M/TuIefP-JGEI/AAAAAAAABiw/4_Lj2g7AMaI/s400/camila7472.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684139201906939970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"  style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‎"Borboleta parece flor que&lt;br /&gt;o vento tirou para dançar"&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Fernando Anitelli&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-3692055949530206075?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/3692055949530206075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=3692055949530206075&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3692055949530206075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3692055949530206075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/12/borboleta-ou-bailarina.html' title='Borboleta ou bailarina?'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vld9L645Vdo/TuIeeqXmvZI/AAAAAAAABik/wlhdnxpeotU/s72-c/camila7316.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-8539491619327942378</id><published>2011-12-07T11:17:00.001-02:00</published><updated>2011-12-07T11:18:53.865-02:00</updated><title type='text'>O espírito do Natal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-OBHacceUc0o/Tt9npTzCx8I/AAAAAAAABiM/uT4Y_P8ruRc/s1600/papainoeljornada.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-OBHacceUc0o/Tt9npTzCx8I/AAAAAAAABiM/uT4Y_P8ruRc/s400/papainoeljornada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683375214151518146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Inesquecível ver duas mil crianças abraçadas pelo Papai Noel na manhã de sábado pela Jornada Solidária do jornal Estado de Minas, no Bairro Buritis. Balançou-me testemunhar a emoção da criançada de 23 creches de Belo Horizonte e Região Metropolitana ganhar o ginásio do Uni-BH – tão carinhosamente preparado para a importante ação social. Disciplinados, em fila, descalços pela liberdade de saltar em brinquedos infláveis, mocinhos e mocinhas, de até 7 anos, correram aos pulos quando a entrada foi liberada. Do lado de dentro, dezenas de voluntários formavam corredor de aconchego para a recepção. Vi quando a professora Luciana Cândida, da creche Santa Sofia, do Morro das Pedras, entrou no salão com seus 34 pupilos, todos de pulseirinhas de identificação, numa serelepice só. Foram os primeiros a chegar. “A expectativa é muito grande. O melhor de tudo é ver a alegria deles”, conta a educadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a entrada dos pequeninhos homenageados, o galpão em fantasias e uniformes multicoloridos é pura farra. A garotada aproveita a leveza dos pés no chão e corre, brinca, pula e pinta. E borda – os mais abusados até puxam o rabo do Tigrão, azaram o Bob Esponja e cutucam o Shrek, gigante verde, atração de destaque. “Calma aí, garotada!”. Nada que uma bronquinha da gentil assistente não dê jeito. Para manter a ordem, dezenas de voluntários, bem distribuídos pelo amplo galpão coberto, estavam atentos ao menor sinal de descuido. Vez por outra o microfone anunciava moçoilo ou moçoila desgarrado. Super-heróis, fadas, princesas, palhaços e protagonistas de desenhos davam brilho especial à animação. Batman, o homem-morcego “voa” baixo. Tem no encalço uma dúzia de intrépidos sujeitos. Sorrisão para foto. Uma beleza. O Homem-Aranha não fica atrás e também faz cena para a posteridade entre a meninada. Rafael Costa Reis, pequeninho, de 3, abraça a Bela Adormecida como quem parece viver conto de fadas. “Ela é linda”, diz baixinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Jornada Solidária é a coroação de trabalho de empenho e dedicação de todo o ano. Ao longo de 2011, várias atividades foram realizadas para arrecadar fundos que vão beneficiar crianças de áreas de grande exposição a sérios problemas sociais. Creches são reformadas e aparelhadas pelo bem da comunidade. O programa tem 47 anos e já atendeu mais de 1,6 milhão de mocinhos em calças curtas. Glaucia Alessandra Pereira, de 36 anos, do Bairro Jaqueline, se desdobrava, ao lado de outros educadores, para acompanhar o pique de 60 crianças da creche Santa Terezinha. A professora destaca que, além dos recursos financeiros doados, a interação com outras comunidades é outro ponto importante para as crianças. “Natal é união. É uma melhor compreensão da importância da família”, ressalta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Célia Alves Pereira, do Centro Comunitário Infantil Caminhando com Jesus, do Bairro Camargos, fala das histórias de vida sofrida de muitas das 120 crianças sob seus cuidados. “Sinto-me como aquele passarinho que leva água no bico para apagar o incêndio na floresta. O Brasil seria outro se existissem mais programas como a Jornada Solidária”, afirma. Andante ginásio adentro, guardei cenas lindas de se ver e contar. Fui tomado de especial alegria ao ver o bom velhinho, incansável, distribuir dois mil carinhos, com direito a fotos e beijinhos. Taí: é esse o espírito do Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 7/12/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-8539491619327942378?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/8539491619327942378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=8539491619327942378&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8539491619327942378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8539491619327942378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/12/o-espirito-do-natal.html' title='O espírito do Natal'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-OBHacceUc0o/Tt9npTzCx8I/AAAAAAAABiM/uT4Y_P8ruRc/s72-c/papainoeljornada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1970187615459766630</id><published>2011-12-05T10:15:00.004-02:00</published><updated>2011-12-05T10:20:33.252-02:00</updated><title type='text'>Gritos do silêncio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-XxU3e6_DS1E/Tty2BVMU1oI/AAAAAAAABiA/PvcgN0zCGzU/s1600/roberta.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 238px; height: 360px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-XxU3e6_DS1E/Tty2BVMU1oI/AAAAAAAABiA/PvcgN0zCGzU/s400/roberta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682616963819689602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma cobertura marginal. Para dar mais emoção à tarefa da reportagem longe do campo ou da TV, cronômetro no celular sem conexão com a internet ou notícias do mundo da bola. Envergonhado pela falta de graça da competição nacional em Minas, neste domingo, o vento não parece soprar camisa celeste ou alvinegra no varal à mostra na área de serviço da Rua Maranhão, no Bairro Funcionários. Em Belo Horizonte, a 10 minutos para o Galo encarar a Raposa na casa do Jacaré, Expedito Cândido, o “Pelé”, atleticano, de 58 anos, não parece querer saber de futebol. “Quando o jogo começar, para não passar raiva, vou colocar um bolero no som: Romance de Cuba, sorri, anunciando cervejinha. Não para o jogo. Para a limpeza de dois carros na fila. O lavador arrisca o placar: “0 x 0”. O céu coberto não sugere espaço para o azul. Buzina tímida de motoca amarela quebra o silêncio da Rua Gonçalves Dias. Meia dúzia de foguetes anunciam o início da partida. 17h05. O tempo rola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do carro da reportagem, foi preciso endurecer o apelo ao motorista Júlio César, atleticano doente, de 24, para desligar o rádio. “Pelo amor de Deus. É sério?”. Sim. Vamos acompanhar o clássico pelo movimento da cidade. O vazio da Avenida do Contorno lembra a madrugada. Na Praça Floriano Peixoto, em Santa Efigênia, dois amigos, em panos rivais, levam na esportiva o “jogo da degola”. “Acho que o Cruzeiro cai, infelizmente”, prevê o desempregado Edwagner Soares, de 25. Mal fechou a boca, fogos pululam próximo ao quartel da PM. Ao fundo, parado no ar, um berro: “Zêro!” 17h15. Buzinas cortam a avenida. “1 x 0. Roger!”, anuncia o rapaz de patins. Thiago Augusto, o atleticano, não diz palavra. Prefere fitar os olhos de Maria Francielle, que passeia sob as copas. “Acho que vou ver só o segundo tempo. Não quero sofrer o jogo todo”, diz a moça cruzeirense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17h20. Alguém venta “Galo” da janela de prédio residencial. O som não reverbera. Nem buzina, nem berro irmão. Nada. No ponto de ônibus, em frente à funerária, Eliane de Souza, de 18, torcedora do Cruzeiro, tem fones nos ouvidos. Escutando o jogo? “Não. James Blanche”. Nada de futebol. A auxiliar de serviços quer é balada romântica para fechar o domingo de trabalho. Chega o busão. Fábio Benigno, de 33, atleticano, abre a porta. Satisfeito? “Como? Meu Atlético está perdendo”, lamenta o motorista da linha azul Taquaril. Pelo alto, longe, o céu acinzentado ameaça abrir brecha azul celeste. 17h35: mais fogos numa rajada. O barulho não espanta a pomba branca, solitária, em pose para fotografia, sobre fio de alta tensão em frente ao restaurante de luxo. Mais fogos e gritos de “Gaaalo!” e “Zêeeero!” num bar de esquina. (?) Não dá para saber o resultado. Os uivos pelo time da Raposa se repetem. 17h40. Em festa, o moço barbado grita de dentro do carro no semáforo: “3 x 0”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do circular amarelo, o professor de artes Henrique Albuquerque ruma a rodoviária. Tem a sede nos ouvidos. “Tentei ficar sem ouvir o jogo… não teve jeito. A cidade inteira está em polvorosa”, diz com a orelha em pé na partida, de ponto eletrônico no ouvido. “Acharam um atleticano infiltrado lá no campo”, comenta. Hora de voltar para o carro da reportagem. Júlio César está que não se aguenta. Desliga o rádio. “Nenhum torcedor do Galo merece isso! É muita sacanagem”, sofre. Foguetes voltam a pipocar e sugerem o final do primeiro tempo. Na rodoviária, o movimento é intenso. Pouca gente ligada no confronto dos clubes da cidade. Marília Santana, de 25, estudante de psicologia, chama a atenção. De celular entre os dedos, tem o livro Ciência e comportamento humano, de B. F. Skinner, ao alcance das mãos. Sofrendo? “Sim, mas porque o Vasco está ganhando do meu Flamengo”. Baiana de Mortugaba, candidata a mestrado em Brasília, tem relação muito particular com o esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perturbação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao carro do EM, Júlio César comenta que o primo, Marcinho, lá da Arena do Jacaré, já começou a perturbar o sossego dele. “Ligou de lá, acredita?” Na Via Expressa, a mulher do carro ao lado mostra a mão cheia para um motoqueiro. “Não. Isso não. Outro gol do Cruzeiro? Pelo amor de Deus, deixa eu ligar o rádio?” Buzinaço. Outro motorista, no sinal, dá a notícia: “Gol do Galo”. 18h30. No Bairro Coração Eucarístico, amasso na esquina. Casal, entre mesas vazias no bar, namora ao som do DVD de banda pop brasileira. Sem futebol na TV? “Aqui, por segurança, a gente não vê futebol em dias de clássico”, explica o garçom Jucélio Xavier, sorridente, torcedor do baiano Vitória, da Segunda Divisão. Na pracinha, o maior barulho quem faz é o bem-te-vi na frondosa castanheira. O céu já é mais azul naquelas alturas da rua de nome santo. 18h45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho de volta, nosso motorista é silêncio. Pelos bares de ruas e avenidas da cidade, torcedores atleticanos de braços cruzados. Muitos fogos no Barro Preto, nas proximidades da Praça Raul Soares. 18h55: na Avenida Amazonas, em frente ao Edifício Tupis, farra nas duas pistas. Buzinaço. No terceiro andar do Edifício Assumpção, uma moça de camisa azul grita “Zêeeero!” três vezes da janela, em coro com outros moradores da Região Central. Conta alto e bom tom o placar final: “6 x 1”. Convidada, Roberta Oliveira, de Três Marias, estudante de administração, desce para falar com a reportagem e faz pose, numa só felicidade, tendo como fundo o lendário prédio “Balança Mas Não Cai”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Na foto de Gladyston Rodrigues, companheiro do Estado de Minas, Roberta extravasa diante do edifício cujo nome simboliza a jornada do Cruzeiro: "Balança Mas Não Cai"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 5/12/11&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1970187615459766630?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1970187615459766630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1970187615459766630&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1970187615459766630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1970187615459766630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/12/gritos-do-silencio.html' title='Gritos do silêncio'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XxU3e6_DS1E/Tty2BVMU1oI/AAAAAAAABiA/PvcgN0zCGzU/s72-c/roberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-9136372968940798545</id><published>2011-11-30T11:12:00.001-02:00</published><updated>2011-11-30T11:13:52.890-02:00</updated><title type='text'>Bem piores que animais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-nmOTuRErgAw/TtYr_7kw0jI/AAAAAAAABh0/5RvVGUBTHkY/s1600/pioresqueanimais.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-nmOTuRErgAw/TtYr_7kw0jI/AAAAAAAABh0/5RvVGUBTHkY/s400/pioresqueanimais.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680776357298098738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Josué, amigo, lavador de carros, de 19 anos, está revoltado com a morte de um motorista de ônibus, linchado no domingo, no Parque Santa Madalena, Região Sudoeste de São Paulo. A coisa ainda está sob investigação, mas, ao que tudo indica, Edimílson dos Reis Alves, que completaria 60 anos ontem, foi espancado até a morte por multidão enfurecida na porta de casa de baile funk. “Tenho vergonha quando fico sabendo de coisas assim, Josiel. Vergonha”, comentou. Edimílson passou mal enquanto dirigia, perdeu o controle do veículo e acabou atropelando uma pessoa, que já está fora de perigo. Arrancado do ônibus à força, o motorista foi massacrado por cerca de 300 pessoas. Inacreditável a maldade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolta de Josué tem ainda mais razão de ser. O bom moço, trabalhador desde criança, testemunhou atitude parecida em caso de menor gravidade. Seu tio mais próximo, quase pai, vizinho de frente em bairro de periferia, há três anos passou por situação parecida. Motorista experiente, com mais de 30 anos de profissão, o tio do Josué sofreu desmaio em pleno batente e subiu no meio-fio de boteco lotado. “Graças a Deus não havia mesa na calçada e ninguém foi atingido. Só que o povo de dentro do bar, uns 15 caras, ficaram tão furiosos que invadiram o ônibus e quebraram o meu tio todo. Ele quase morreu. Passou mais de mês internado e só conseguiu voltar ao trabalho um ano depois”, contou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Osmar, companheiro de praça e padrinho do Josué, confirma a história e emenda: “Isso é reflexo desse mundo perdido. As pessoas já estão tão acostumadas com a violência, que estão ficando violentas e achando isso normal. É nas ruas, na TV, o tempo todo. E tá assim de gente que acha isso bonito. Por isso, digo e repito: prefiro os animais. Meus cachorros não me dão problema nenhum. Já os meus vizinhos, toda semana saem no tapa. São todos do nível daquela história recente de ex-jogador de futebol com o vizinho advogado. A diferença é que o meu bairro é de gente pobre. Tenho para mim que o homem é muito, mas muito pior que os animais”. É Osmar, sou obrigado a concordar que a coisa anda mesmo feia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josué, cheio de planos, quer fazer direito e prestar concurso para chegar à magistratura. Diz que, toda vez que toma conhecimento de casos como esse de São Paulo, tem vontade de fazer alguma coisa para combater isso. Sensato, tem absoluta certeza de que isso é reflexo da falta de educação e cultura no país. “Se pudesse, obrigava todo mundo a ter educação e cultura. Transformaria os presídios em grandes universidades e mandava os políticos todos para a escola. A mente ocupada com os estudos não ia dar tempo pra ninguém pensar em matar e roubar”. Está certo, Josué. Não é!? A questão, amigo, é que a ignorância é um mau que se alastra na velocidade da luz. Há bem mais gente interessada em se arrastar na mesmice – sem falar naqueles que estão no poder e se alimentam dela – do que cavar alguma sabedoria. Ignorância mata, sabemos todos, mas elege também, infelizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 30/11/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-9136372968940798545?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/9136372968940798545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=9136372968940798545&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/9136372968940798545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/9136372968940798545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/11/bem-piores-que-animais.html' title='Bem piores que animais'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nmOTuRErgAw/TtYr_7kw0jI/AAAAAAAABh0/5RvVGUBTHkY/s72-c/pioresqueanimais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-7014101253993565574</id><published>2011-11-28T10:01:00.002-02:00</published><updated>2011-11-28T17:52:00.650-02:00</updated><title type='text'>Tapioca, o pescador</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-uA1j5wsvpcc/TtN4tbVqo4I/AAAAAAAABho/HsthriciEFs/s1600/meninopescador.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-uA1j5wsvpcc/TtN4tbVqo4I/AAAAAAAABho/HsthriciEFs/s400/meninopescador.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680016276872405890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No fim dos anos 1960, quando os pais se separaram, Leo foi morar com a mãe na casinha de praia da família, na Barra do Itapemirim, no Espírito Santo. Moleque, branquelo e mineiríssimo – cheio de sôs e uais –, Leo não conseguia se enturmar. Sentia saudades demais do pai, que havia ficado em Belo Horizonte, em frangalhos com o fim do casamento de 8 anos. O menino, que já era calado, emudeceu-se de vez. Terminado o verão, o litoral ficou vazio. Forte ali, na época, era o turismo. Nas férias, a mineirada toda descia para o Espírito Santo. Para Leo, a saudade de Minas apertava mais do que ele dava conta. Tanto que ele não parecia fazer muita questão de viver e usava e abusava da sorte em aventuras de grande perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até atravessar o Rio Itapemirim, no seu trecho mais perigoso, no Pontal, onde suas águas se encontravam com o mar, Leo atravessou. Saltou das pedras – mesmo sem saber nadar muito bem – e deu conta de chegar na prainha. Na volta, no braço exausto, o desespero. Só não morreu afogado porque foi salvo por garoto nativo, pescador, que passava de canoa. Tapioca, menino descolado, dois anos mais velho, pescava para ajudar em casa. Vida salva, ficou a amizade que marcou a infância do mineirinho, filho de seu José e da dona Maria. Leo se apegou ao exemplo de luta do capixaba e quis batalhar para crescer na vida. Assim, pequeninho, aos 10 anos, Leo, quando não estava na escola, também pescava no Itapemirim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo juntou dinheiro para voltar para Belo Horizonte. A mãe não deu conta de segurar o garoto, que voltou para morar com o pai. Tapioca, o amigo, continuou a ganhar a vida com a pesca. O tempo, no descer e subir das marés, passou como as águas. E lá se foram mais de 40 anos. De volta, a prainha, estudadíssimo, careca e barrigudo, em julho deste ano, Leo quis rever o amigo de infância. “Sabe onde posso encontrar o Tapioca?”, perguntou ao velho peixeiro no Porto da Barra, que apontou à margem do rio, junto às pedras. Lá, um pequeno barco a motor, de nome “Sossego”. O homem, de pele muito curtida pelo sol, lavava a proa e ouvia Roberto Carlos. “Mineiro!? Cadê o cabelo, maluco?”, perguntou sorrindo, depois de reconhecer Leo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçaram-se como dois irmãos. Falaram das mulheres e dos filhos. Mostraram fotografias dos pequenos, já crescidos, e lamentaram a perda dos parentes amados. Tapioca, o pescador, e Leo, o engenheiro, passaram a tarde sentados no barco, relembrando os tempos de garotos. Conversaram sobre muitas coisas. Um, enriquecido, viajado, conhecedor de vários pedaços do mundo. O outro, homem simples, que jamais deixou o Espírito Santo. Trabalha apenas 6 horas por dia, seis meses por ano. A maior parte do tempo, Tapioca dedica à mulher e aos cinco filhos. Leo, em folga rara de feriado, luta 18 horas diárias para se manter em multinacional. Escravo da tecnologia, não vive sem iPhone, iPad e iMac. Já Tapioca, alheio a tudo o que é modernidade, nem sabe o que é Facebook.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 28/11/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-7014101253993565574?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/7014101253993565574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=7014101253993565574&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7014101253993565574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7014101253993565574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/11/tapioca-o-pescador.html' title='Tapioca, o pescador'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-uA1j5wsvpcc/TtN4tbVqo4I/AAAAAAAABho/HsthriciEFs/s72-c/meninopescador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-914383311896023168</id><published>2011-11-25T08:00:00.006-02:00</published><updated>2011-11-27T14:11:14.710-02:00</updated><title type='text'>Deu no Estado de Minas</title><content type='html'>É com muito orgulho de todos os companheiros de "Um inimigo do povo" que compartilho a crítica de João Paulo, publicada no jornal Estado de Minas. Quem acompanha a imprensa nacional sabe bem que o editor de Cultura do EM é hoje um dos jornalistas mais respeitados do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-J-MWgZJ6Hro/Ts9oFXGw5KI/AAAAAAAABhc/iLq42SXV3nw/s1600/inimigoandreamaia.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-J-MWgZJ6Hro/Ts9oFXGw5KI/AAAAAAAABhc/iLq42SXV3nw/s400/inimigoandreamaia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678872096448504994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Um contra todos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por João Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ibsen (1828-1906) fez teatro para pensar a partir da mobilização intensa  do sentimento. Sua arte está na encruzilhada de elementos românticos,  realistas e simbólicos, com temas que vão da revolta contra as  convenções machistas à recusa metafísica da transformação do homem em  coisa. Dentro de casa e na balbúrdia das ruas, foi o autor dos mais  profundos diagnósticos da corrupção moral do capitalismo do seu tempo.  Ao mesmo tempo, pulverizou a indignação muito além da dimensão política  para atingir a condição humana no sentido filosófico. Um inimigo do  povo, de 1882, se situa no cerne desse projeto. É peça que permite  leituras psicológica, social e política. E que mantém atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  montagem dirigida por Walmir José, que já havia levado o texto ao palco  anteriormente, estabelece um relacionamento com dilemas contemporâneos  no campo do pensamento e da ação política. Depois de montar o texto nos  anos 1970, em plena ditadura militar (quando a própria palavra “inimigo”  não permitia metáforas), o diretor opta por problematizar a questão  ideológica atual, a partir de referências mais universais, embora  fortemente marcadas pela conjuntura. Nunca a política esteve tão em  desprestígio como hoje, o que explica, ao mesmo tempo, a força  dissolvente das ideias convencionais (não parece haver mais oposição no  reino do pensamento único) e a leniência das formas de revolta,  substituídas por um hedonismo desmobilizador e individualista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É  nesse sentido que a montagem oferece sua contribuição. Em primeiro  lugar, pela crença na força da palavra. A adaptação, que atualiza a  trama original incorporando a dimensão ecológica, vai ao texto de Ibsen  para resgatar nele sua mais determinada intenção. Há, a seu modo, a  afirmação de uma tragédia liberal (que vai além do modelo da tragédia  burguesa), que lança mão de um novo tipo moral. O dr. Stockmann de Ibsen  equilibra várias fontes de revolta para afirmar o modelo de homem  político, capaz de ir contra a maioria para preservar sua humanidade. A  mentira, mais que um mal a ser afastado, é resultado de um sofisticado  arranjo social que ganha guarida na alma de pessoas fracas e cediças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há,  na peça, o risco real de submeter as ideias do autor a um jogo de certo  e errado, verdadeiro e falso, ético e imoral. Nada mais distante do  espírito de Um inimigo do povo. A tradução desse equívoco poderia ganhar  a forma de um simples duelo de posições maniqueístas, da qual os irmãos  Stockmann, o cientista e o prefeito, incorporariam os limites, numa  falsa disputa entre razões da ciência e interesses da política. Ibsen  foi além ao incorporar certa dimensão farsesca, de humor destrutivo, que  mancha a atuação dos dois lados. Há a hipocrisia do poder, mas também o  empenho salvacionista e desequilibrado da razão embriagada de certeza.  Sem falar na fatuidade burguesa, na ambição do homem de negócios e na  ética de circunstância da imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anarquismo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  palco, a escolha do diretor sublinha os elementos anarquistas do  protagonista, que luta contra todos e sobrevive a seu modo. É astuta a  criação de um clima de comício, mimetizando o cenário em que a política  dá as mãos ao marketing para se submeter a meias verdades funcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  elenco, destaque para a atuação de Jefferson da Fonseca (Tomás  Stockmann, um Quixote contagiante, enlouquecido com sua verdade) e  Geraldo Peninha (Pedro Stockmann, numa composição que equilibra postura  emproada e a dissimulação). A atualização da trama, no entanto, não fica  bem caracterizada no cenário e figurino. Se o texto é tão preponderante  e bem articulado pela adaptação, nada mais justo que dar ao espectador  elementos teatrais igualmente fortes e significativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ibsen não  queria ser identificado com seu personagem, ainda que carregasse em  parte as mesmas ideias. Um dramaturgo não se coloca no palco. Quem deve  se reconhecer nos personagens é o espectador. Neste sentido, Um inimigo  do povo segue atual, ainda que em outro contexto. E o espetáculo de  Walmir José tem o mérito de jogar a luz para a plateia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÚLTIMO DIA (27/11/11)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um inimigo do povo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De  Ibsen. Direção de Walmir José. Com Jefferson da Fonseca Coutinho, Geraldo  Peninha, Olavo de Castro, Ana Amélia Cabral, J. Bueno, Bianca Tocafundo,  Beto Plascides, Márcio Miranda e Luiz Hermidas. Teatro Marília, Av.  Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, (31) 3277-4697. Hoje, domingo, às 19h. R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 12 (Simparc).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-914383311896023168?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/914383311896023168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=914383311896023168&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/914383311896023168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/914383311896023168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/11/deu-no-estado-de-minas.html' title='Deu no Estado de Minas'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-J-MWgZJ6Hro/Ts9oFXGw5KI/AAAAAAAABhc/iLq42SXV3nw/s72-c/inimigoandreamaia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1860490991669372328</id><published>2011-11-23T10:27:00.002-02:00</published><updated>2011-11-24T10:02:51.425-02:00</updated><title type='text'>Respeitável público!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-z_breEpoCm0/TsznRAlF8CI/AAAAAAAABhQ/p6DAPlKWPV0/s1600/selton%2Bmello%2Be%2Bpaulo%2Bjose.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-z_breEpoCm0/TsznRAlF8CI/AAAAAAAABhQ/p6DAPlKWPV0/s400/selton%2Bmello%2Be%2Bpaulo%2Bjose.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678167509606723618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“O palhaço”, de Selton Mello, é poema como não se vê comumente nos cinemas do Brasil. Muito bem dirigido e interpretado, o segundo longa-metragem da carreira do artista como diretor é tiro certeiro para quem busca trabalho autoral. Foge dos clichês e das fórmulas tradicionais – humor barato, miséria e violência – que fazem a história das maiores bilheterias do país. Não é novidade a paixão pelo cinema neste quintal. Vez por outra, com prazer, falamos sobre o assunto. É que, viciado na sétima arte desde os tempos de moleque, ao menos duas vezes por semana vou ao cinema. Violeta e eu, entre outras tantas coisas, temos mais esse gosto em comum. Assim sendo, na semana passada, lá fomos nós ver “O palhaço”, tão bem recomendado pelo ator e amigo Maurício Canguçu. Uma beleza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emocionante, poético e divertido, o filme conta um pouco dos bastidores de uma família de artistas de circo que mambemba Brasil adentro. Puro Sangue (Paulo José) e Pangaré (Selton Mello), pai e filho, tocam a vida como podem para levar alegria aos moradores de cidades do interior. O palhaço mais moço, porém, vive drama contido em busca de identidade. Pangaré passa a maior parte do filme bastante infeliz com sua condição de filho de artista. Talentoso, sabe bem fazer graça para o público, mas não consegue dar dose de alegria a si mesmo. Puro Sangue, velho comandante da trupe, entende bem o significado de texto repetido ao longo da trama: “O gato bebe leite; o rato come queijo; e eu, sou palhaço”. Não posso contar mais do enredo para não prejudicar o amigo leitor, que, sei bem, já deve estar interessado em saber mais da história do Circo Esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que posso dizer é que quem for conferir “O palhaço” vai encontrar de tudo e mais alguma coisa em pouco mais de uma hora de exibição: tem gente do bem e gente do mal; tem trilha sonora de fazer rir e de fazer chorar; tem músico bacana e mocinha bandida; e tem homem triste e criança feliz. Ah, de quebra, tem o cantor Moacyr Franco como o delegado Justo, com interpretação que agrada até aos críticos mais exigentes. A cena protagonizada pelo sujeito depois de confusão num boteco é inesquecível. Ele, sentado atrás de uma mesa, em movimentos mínimos, olhar firme e voz em tom grave, uníssono, rouba a atenção do público com performance invejável. No filme há outras participações especiais bem marcantes: Fabiana Carla, Ferrugem, Tonico Pereira e Emílio Orciollo Neto não passam batido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de excelentes interpretações, o roteiro feito a quatro mãos na dobradinha de Selton com Marcelo Vindicato tem grandes sacadas. A relação de Benjamim – nome do palhaço Pangaré – com ventiladores e cataventos, por exemplo, é um achado que pontua o silêncio cheio de significados da história. Detalhes que se desdobram, também fazem a diferença e contribuem para o sucesso de “O palhaço”. Teuda Bara, atriz do Grupo Galpão, manda muito bem como dona Zaira e é peça chave que acrescenta em particularidade. Logo no começo, ela, peituda que só sua personagem, pede um sutiã novo para Pangaré. O pedido se desdobra em duas ótimas cenas que provocam a plateia no melhor sentido da ação. Ao subir dos créditos, ficou a vontade de mais histórias como “O palhaço”, que respeitam a inteligência do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 23/11/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1860490991669372328?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1860490991669372328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1860490991669372328&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1860490991669372328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1860490991669372328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/11/respeitavel-publico.html' title='Respeitável público!'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-z_breEpoCm0/TsznRAlF8CI/AAAAAAAABhQ/p6DAPlKWPV0/s72-c/selton%2Bmello%2Be%2Bpaulo%2Bjose.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1866361423344469064</id><published>2011-11-21T11:11:00.001-02:00</published><updated>2011-11-21T11:22:16.257-02:00</updated><title type='text'>O golpe do adeus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-66D2jC3KE3w/TspQegvGADI/AAAAAAAABhE/YoHw09pRs0c/s1600/valetudo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 324px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-66D2jC3KE3w/TspQegvGADI/AAAAAAAABhE/YoHw09pRs0c/s400/valetudo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677438765367689266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Erre era um pirralho espinhento que cheirava a fraldas. Tinha acabado de completar 13, mas não parecia ter 10. Franzino, metidíssimo a brigador. Ainda mais depois que a TV começou a dar destaque para competições de pancadaria: “Foda demais!”, dizia sorrindo, feliz da vida, toda vez que via sangue jorrar na telinha, sob a narração do locutor abestalhado, histriônico. Coisas da grana, da publicidade... fazer o quê!? Há quem diga não haver o que o dinheiro não compre. E lá, no interior de Minas, na cidadezinha de nome doce, Erre não desgrudava da televisão nos dias de porrada. Valia tudo para torcer pelo mais “foda”. Até bicudar a mãe, grávida, doente e descasada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sai da minha frente, mãe! Já tá começando, porra!&lt;br /&gt;– Não saio. É tarde, minino! Vai pra cama! Já falei!&lt;br /&gt;– Pra cama o cacete! Toma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a porrada começou ali, em casa mesmo, na mãe, em frente à TV, comprada em 24 prestações pela coitada da diarista. Com problemas de circulação – não havia cirurgia que desse jeito nas veias da dona Maria –, a mãe do pequeno diabo teve ferida aberta na altura da canela. Bicudo do Erre, filho mais velho, chegado em violência. Mais, muito mais, depois que ele aprendeu na TV que ser bom de porrada podia ser legal. Até sonhou ser famoso e ganhar muito dinheiro distribuindo socos e pontapés. Tanto que começou a treinar em casa e com a vizinhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos moradores da Rua do Chuvisco, Eme, de 16 anos, mocinha tímida, evangélica, era quem mais sofria com os ataques de fúria do Erre. O garoto infernizava a menina. E até tentou estuprá-la sob a luz do dia. Aproveitou que os pais de Eme estavam na Igreja e invadiu a casa dela num domingo de manhã. Ela estava de cama, febril, se recuperando de pneumonia. Erre saltou em cima da moça e forçou arrancar suas roupas. Eme, movida por força fora do comum, conseguiu jogar o moleque para fora do cômodo e trancar a porta. Furioso, Erre quebrou e ateou fogo na casa. Com o braço esquerdo quebrado e com o rosto em sangue por corte profundo na testa, Eme conseguiu saltar a janela e correr para a casa de fundos, do vizinho aposentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o seu Antônio quem resolveu dar cabo na situação e chamou a polícia para o infeliz. Procurado e apreendido, Erre foi parar em casa para menores infratores. Lá, em três dias, sentou a mão em pelo menos dez garotos. Sentiu-se o campeão da pancadaria. Nocauteou até assistente social com pernada na cabeça. Imbatível, saltou o muro do lugar e correu, campeão, para o golpe do adeus. Só parou na BR-381, atropelado por caminhão de televisores de última geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 21/11/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1866361423344469064?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1866361423344469064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1866361423344469064&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1866361423344469064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1866361423344469064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/11/o-golpe-do-adeus.html' title='O golpe do adeus'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-66D2jC3KE3w/TspQegvGADI/AAAAAAAABhE/YoHw09pRs0c/s72-c/valetudo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-989435207827718872</id><published>2011-11-16T07:34:00.004-02:00</published><updated>2011-11-16T07:40:01.332-02:00</updated><title type='text'>Bacalhau no café da manhã</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-19w4mWz7Fas/TsODyMEDCyI/AAAAAAAABg4/nxGDET-7oTM/s1600/bacalhau.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-19w4mWz7Fas/TsODyMEDCyI/AAAAAAAABg4/nxGDET-7oTM/s400/bacalhau.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675524853671856930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fim de semana prolongado. Uma beleza! Pernas para o ar com os pés na chinela porque ninguém tem o calcanhar de ferro. E a vida é festa quando a opção é ser feliz. É o que digo sempre: com saúde, todo o resto é viver bem e melhor, buscando sempre a paz entre os que amamos. Infelizmente, sabemos todos, há muita gente que só sabe é sofrer com problemas imaginários. Dificuldades existem e precisamos saber conviver com elas da maneira mais equilibrada possível – por mais que isso seja difícil. Agora, sofrer por tudo é desespero e não precisamos disso. Dinheiro? Só para o que realmente importa. Grana não pode ser amarra para a boa gente. Tenho pena daqueles que se acorrentam à moeda. Não há sujeito de dignidade e bom coração que morra de fome porque, afinal, “quem ama vive, quem vive trabalha e quem trabalha tem pão”, escreveu Van Gogh – não me canso de repetir isso aqui, em nosso quintal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso para dizer que, no feriadão, tive o privilégio de passar a noite de segunda-feira na casa de casal dos mais especiais que conheço – bons amigos são fundamentais ao plano de felicidade de qualquer um. Peninha e Iremar, anfitriões de generosa grandeza, abriram as portas do lar e o coração da família para pequeno grupo chegado num baralho e em fazer da vida festa, longe, bem longe, de qualquer espécie de problema inventado. Violeta e eu, na terça-feira, saímos de lá mais encantados do que quando chegamos. Que beleza são as boas companhias, não!? Não bastasse Peninha e Iremar, participaram do encontro os namorados Bianca e Danilo, além da atriz e professora Ana Amélia Cabral, amiga de longa data. Em momentos assim, de agrupamentos tão felizes, é que podemos compreender melhor a importância das boas companhias e dos amigos na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesa, o “mexe-mexe” fazia o baralho correr solto pelo espírito de diversão apenas. Quer dizer… mais ou menos, já que a bela e divertida Bianca parecia fazer valer o barracão com empenho de jogadora profissional. Nunca vi numa mesa de carteado tamanha concentração e vontade de vencer. Eita! Bom mesmo era ver a Ana Amélia bater por último com a euforia de vencedora. Iremar, o anjo da mesa, a mais experiente e de raciocínio mais veloz, ficava feliz mesmo era em ajudar os iniciantes na modalidade – eu, por exemplo –, a não fazer feio. Para o Peninha tudo era festa, ainda mais depois que seu labrador, o Simba, reapareceu. O cão, gente boa até, fugiu e passou horas fora de casa, debaixo da chuva, em busca de aventuras submarinas em lago qualquer das cercanias de Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Para a alegria do dono da casa, que, em vão, já havia rodado o lugar, o fujão voltou sem causar nenhum aborrecimento aos vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se viu a noite se afundar na madrugada, menos ainda o sol mudar a cor do céu. E lá pelo raiar do dia, depois de petiscos de primeira, saiu o nosso jantar: o melhor bacalhau que Violeta e eu comemos na vida. Preparado por Ana Amélia, mestre das artes cênicas e culinárias, o prato fez o maior sucesso e já virou promessa para novos encontros. Obrigado, Simba, Peninha, Iremar, Danilo, Bianca, Ana Amélia e Violeta por noitada tão especial. São momentos assim que fazem a gente acreditar em felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 16/11/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-989435207827718872?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/989435207827718872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=989435207827718872&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/989435207827718872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/989435207827718872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/11/bacalhau-no-cafe-da-manha.html' title='Bacalhau no café da manhã'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-19w4mWz7Fas/TsODyMEDCyI/AAAAAAAABg4/nxGDET-7oTM/s72-c/bacalhau.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-9166310611653169806</id><published>2011-11-15T19:55:00.007-02:00</published><updated>2011-11-15T20:35:16.213-02:00</updated><title type='text'>Curta temporada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-rCLoqq5knQc/TsLf5Et8qaI/AAAAAAAABgs/JAxEuadYpas/s1600/inimigo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 426px; height: 602px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-rCLoqq5knQc/TsLf5Et8qaI/AAAAAAAABgs/JAxEuadYpas/s400/inimigo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675344652052244898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poucas vezes na vida, em mais de 20 anos de obsessão pelo teatro, um espetáculo foi tão desafiador. Tenho em mim grande paixão por todos os trabalhos que realizo – nas redações, nos sets, nas salas de aulas e ensaios – e pelo conhecimento e amizades que eles me trazem. Foi assim que ganhei amigos caros, que enriquecem a minha relação com o mundo e com tudo que nele realmente importa. Com "Um inimigo do povo", em cartaz no Teatro Marília, aprendo lições inabaláveis sobre liberdade e distinção moral. A todos os companheiros que, direta ou indiretamente, fazem parte dessa história, o meu mais sincero obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos ao teatro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica o convite aos amigos, leitores e leitores amigos, homens de bem, que ainda não viram nossa montagem. A temporada é curta e vai só até dia 27 deste mês. O endereço do Teatro Marília é Av. Alfredo Balena, 586 - Bairro Santa Efigênia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça é apresentada de quinta-feira a sábado, às 20h30, e, aos domingos, às 19h. O texto de Ibsen, produzido por Rômulo Duque e Marisia do Prado, tem adaptação e direção de Walmir José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilha original de Léo Correia; preparação corporal de Dulce Beltrão; iluminação de Felipe Cosse e Juliano Coelho. Alex Magalhães comanda a técnica e as fotografias são de Andrea Maia e Nello Aun.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No elenco, com orgulho, divido a cena com Ana Amélia Cabral, Bianca Tocafundo, Geraldo Peninha, Márcio Miranda, Olavo de Castro, J. Bueno, Beto  Plascides e Luiz Hermidas. Trupe que aprendo a amar mais e melhor a cada dia. Evoé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeff&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-9166310611653169806?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/9166310611653169806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=9166310611653169806&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/9166310611653169806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/9166310611653169806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/11/curta-temporada.html' title='Curta temporada'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rCLoqq5knQc/TsLf5Et8qaI/AAAAAAAABgs/JAxEuadYpas/s72-c/inimigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-8500887018067538600</id><published>2011-11-14T11:48:00.002-02:00</published><updated>2011-11-14T11:52:21.663-02:00</updated><title type='text'>Alegro bebum</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-EkhPoS0rnkg/TsEc05aOhQI/AAAAAAAABgg/O79OGiN8JTI/s1600/mexico-cozumel-beach-1280x720.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 225px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-EkhPoS0rnkg/TsEc05aOhQI/AAAAAAAABgg/O79OGiN8JTI/s400/mexico-cozumel-beach-1280x720.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674848700553135362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gabriel Ramírez, de 40 anos, é bebedor profissional. Trabalha para a mais importante produtora de tequila de Cozumel (foto), ilha do Mar das Antilhas pertencente à província de Quintana Roo, no México. O lugar é um paraíso banhado por mar de cor azul-turquesa, com cerca de 90 mil habitantes. Gabriel está na ilha desde garoto. Por opção. Decidiu deixar a capital dos Estados Unidos Mexicanos – Cidade do México – para viver em paz próximo ao farol, mar adentro. Lá, não tem contas a pagar, menos ainda compromisso com o que não lhe interessa. Tem dois filhos, Juan e Miguel. É casado com a bela Dulce (“É ‘Doce’ como el azúcar”, a apresenta, feliz, em portunhol). Os garotos estão bem na escola e já dominam a língua inglesa. “Fazem o que querem desde os tempos do ventre. Jamais tiveram um resfriado sequer”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mexicano bem que poderia fazer fama e fortuna nos teatros, nas tevês e nos cinemas, como intérprete. Trata-se de um ator de recursos invejáveis. Jamais estudou artes dramáticas na vida, mas merece um Oscar pela performance para a plateia de turistas de todo o mundo presente em mais um fim de tarde. Era a quinta do dia. Em média, são seis “palestras” diárias. Em cada uma delas, com a melhor cara do mundo, manda goela abaixo cinco doses de preparos à base da melhor tequila de que já se teve notícia. De licores com café à mais pura “Cava Antigua” – assim chamada a tequila de Cozumel. Não bebe apenas. Num trabalho solo, repleto de pausas, intenções e transições – como se recitasse Shakespeare –, Gabriel diz à plateia de homens e mulheres:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hombre, quando você bebe tequila você tem uma imagem de si mesmo como um ‘bandito’ com um bigode de cabo longo, provavelmente montado em um cavalo com uma cartucheira pendurada em seu peito”, sorri ao olhar para o americano com pinta de agente da CIA. Pisca para a senhora gorda de dentes amarelos: “Então, novamente, chica, se você é mulher, você provavelmente tem uma imagem de si mesma sentada em uma praia do Caribe depois de uma partida de golfe, sob uma palmeira com seu namorado, bebericando alguns margarita wild-coloridas”. E segue num ritual para o gole final: “Arriba, abajo, ao centro”, tigue, tigue, tigue (faz dancinha rebolada) e vira de uma só vez o copinho de plástico descartável, levando o público com ele na coreografia, de fazer rir até o careca bigodudo da cara amarrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo bate palmas. Assim vive Miguel, que, ao fim do dia, está bastante alegre com a garrafa de sabores dos mais ricos e variados do México, entornada em pequenas doses. O mexicano não tem salário. Vive das gorjetas acumuladas no chapéu. Apresenta-se em parceria com o primo Tico, assistente encarregado de distribuir os copos e servir a tequila e seus derivados. Depois da “palestra” de Gabriel e da degustação, são poucos os que deixam o rancho sem levar ao menos uma garrafa. Os preços variam entre US$ 45 e US$ 85. Alegre com mais uma jornada de bom desempenho, Miguel recolhe a parte que lhe cabe dos trocados e segue para os braços da bela Dulce. Vai a pé, porque, consciente, prefere não tocar sua motoca depois do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 14/11/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-8500887018067538600?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/8500887018067538600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=8500887018067538600&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8500887018067538600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8500887018067538600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/11/alegro-bebum.html' title='Alegro bebum'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-EkhPoS0rnkg/TsEc05aOhQI/AAAAAAAABgg/O79OGiN8JTI/s72-c/mexico-cozumel-beach-1280x720.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-8125848705766788884</id><published>2011-11-09T15:27:00.000-02:00</published><updated>2011-11-09T15:28:36.048-02:00</updated><title type='text'>Você é livre?</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;   &lt;o:pixelsperinch&gt;72&lt;/o:PixelsPerInch&gt;   &lt;o:targetscreensize&gt;1024x768&lt;/o:TargetScreenSize&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entre as coisas boas que chegam com o entrar dos anos, certamente, está a liberdade de espírito. A cada aniversário que somamos, no mínimo, mais livres temos a obrigação de viver. Neste quintal, na semana passada, falamos muito em liberdade. O tema provocou muitos amigos leitores, que acabaram por comparecer com ideias que merecem ser compartilhadas. O Adauto telefonou e deixou recado na secretária eletrônica: “Josiel, estou ligando só para dizer que achei a coluna de hoje muito legal e que um homem livre é aquele que não tem rabo preso com ninguém. Escreve lá na coluna que deixei esse recado pra você. Depois, vai lá no Bar do Antônio. Ele disse que tem umas coisas sobre liberdade que ele gostaria de ver publicadas em Bandeira Dois. Abração”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sem demora, assim que ouvi a mensagem, passei no Bar do Antônio, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foi perto da hora do almoço. Aí, aproveitei e mandei ver o prato feito de lá. Por sinal, muito bom. Colocamos a conversa em dia. O Antônio queria muito falar sobre liberdade. Ele teve caso triste de irmão preso como traficante de drogas. Maconha. O caçula da família, há cerca de 20 anos, foi preso na BR-040 com uns 300 gramas da erva. O rapaz disse que era para uso próprio, mas a história teve outras complicações e ele acabou preso, julgado e condenado a sete anos. Por bom comportamento, passou bem menos tempo na penitenciária. O fato é que o homem deixou o lugar “completamente transformado”. O Antônio disse que o tema da coluna foi o que bastou para que ele decidisse desembargar a garganta. Escolheu o nosso Aqui para tocar em assunto tão delicado. O quintal é seu, amigo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Quero, Josiel, se você puder anotar, falar um pouco do Luca lá no jornal. É que o Aqui tem muitos leitores e isso pode ajudar alguém. Vou dizendo do meu jeito e você passa para o português, tá bom!? No início, todos nós ficamos indignados com o jeito que tudo aconteceu. O Luca tinha 22 anos. Era um menino. Que ele usava maconha a gente desconfiava... mas vender, traficar, isso nunca passou pela nossa cabeça. O que eu sei é que, hoje, maduro, o Luca se tornou exemplo na família. Depois de tudo o que todo mundo lá em casa enfrentou, liberdade passou a ter muita importância para todos nós. Hoje, quando o Luca se levanta, a primeira coisa que ele faz é andar pela rua. Faz questão de sair para comprar o pão, todos os dias, para a mulher e para os filhos. Voltou a estudar, arrumou um bom emprego e vive falando sobre liberdade. O mais importante da liberdade, para ele e para mim, é poder acompanhar o crescimento dos filhos de cabeça erguida e com a consciência limpa”. Pronto, Antonio. Muito bom o recado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;•••&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;P.S.: No próximo sábado, dia 12, no Teatro Marília, às 20h30, tem espetáculo de teatro que toca em cheio no assunto liberdade: “Um inimigo do povo”, de Ibsen, é uma martelada em cheio na pluralidade dos homens e nas verdades da maioria.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Bandeira Dois - 9/11/11&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-8125848705766788884?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/8125848705766788884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=8125848705766788884&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8125848705766788884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8125848705766788884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/11/voce-e-livre.html' title='Você é livre?'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-6562713463210335989</id><published>2011-11-07T04:25:00.004-02:00</published><updated>2011-11-09T16:22:06.899-02:00</updated><title type='text'>Um minuto de silêncio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-slHJ_i_ci84/TrrDBabhDXI/AAAAAAAABf8/2vn8jYFSkuM/s1600/castilho.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 220px; height: 287px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-slHJ_i_ci84/TrrDBabhDXI/AAAAAAAABf8/2vn8jYFSkuM/s400/castilho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673061109668580722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;   &lt;o:pixelsperinch&gt;72&lt;/o:PixelsPerInch&gt;   &lt;o:targetscreensize&gt;1024x768&lt;/o:TargetScreenSize&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A notícia da morte de Marcello Castilho Avellar, amigo, irmão, companheiro em artes e letras, mestre e homem da cultura, veio num sopro com as marolas do mar da cor do céu. No México, pausa na felicidade de nova etapa na vida para rever – como um filme –&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mais de 20 anos de amizade construída na força bruta do estudo e do trabalho, do respeito e da admiração. Primeiro, o professor; depois, o colega de editoria no jornal Estado de Minas, na Escola de Teatro da Puc e nos palcos de Minas e do Brasil. Para sempre, mestre em duas grandes obsessões: o teatro e o jornalismo. Juntos, desde 1995, com “Vincent”, espetáculo inspirado em Van Gogh, percorremos várias cidades do interior do estado e seis capitais brasileiras. Em 2001, realizamos “O cântico dos cânticos”, experimentação a seis mãos com a atriz Maíra Soares. Em 2006, de Lourenço Mutarelli, “Eu era dois em meu quintal”, cena curta que nos fez levar a cara a tapa como atores-encenadores, em projeto do Grupo Galpão. Na última década, ao menos uma dúzia de assistências em espetáculos de formatura.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na última semana, imagino, muito já foi dito nos jornais e nas redes sociais sobre o crítico de arte genial que a imprensa brasileira perdeu. No entanto, vai ser sempre preciso dizer mais e melhor sobre o homem distinto, absolutamente livre, que muita gente não teve o prazer de conhecer pessoalmente. Professor exemplar, provocador, que ajudou na formação de duas gerações de artistas dos melhores que Minas já conheceu. Passaram por suas salas de estudo – das pequenas oficinas às grandes instituições de ensino – artistas profissionais que aprenderam a ensinar. Se nas aulas de arte e nos bastidores de importantes montagens ele fez escola, na redação não podia ser diferente. Mesmo sem ter cursado faculdade de jornalismo, tornou-se referência para muitos colegas no trato da informação e no ajuntamento das letras. Informativos ou analíticos, seus textos sempre foram objetivos, elegantes e singulares, objetos de estudo para estudantes, diplomados e pós-graduados da comunicação.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Indomável, Marcello jamais foi homem de regras e concessões. Quando algo não lhe dizia mais respeito, ele simplesmente dava de ombros para seguir seu espírito livre. Da redação e das escolas, incomodado, simplesmente foi embora sem olhar para trás ou pedir as contas. Fez isso meia dúzia de vezes nas duas últimas décadas. Teve até episódio no curso de direito da UFMG – para o qual ele foi aprovado sem estudar para o vestibular. Por entender que alguns professores diziam “besteiras” demais, largou a graduação pela metade. Ah, também gostava muito de dormir em salas de ensaio, teatro e cinema. Raramente chegava na hora de qualquer compromisso e vivia de dar bolo nos amigos. Muita gente não sabe, mas Marcello viveu num grande aperto financeiro. Por vezes, sem grana até para a condução. Dono de coração bem maior que o bolso, abria mão de seus trocados para não ver os amigos em dificuldades. Não deixou se vender para os burocratas do poder público, que viviam de lhe assediar. E assim, distinto, dormindo, Marcello deu de ombros aos “humanos”. Um minuto de silêncio, por favor. Em homenagem a um verdadeiro homem livre.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 7/11/11&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-6562713463210335989?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/6562713463210335989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=6562713463210335989&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6562713463210335989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6562713463210335989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/11/um-minuto-de-silencio.html' title='Um minuto de silêncio'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-slHJ_i_ci84/TrrDBabhDXI/AAAAAAAABf8/2vn8jYFSkuM/s72-c/castilho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-7359328438363343202</id><published>2011-11-02T04:01:00.000-02:00</published><updated>2011-11-09T15:20:05.138-02:00</updated><title type='text'>Sobre a liberdade</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt;“Liberte-se da escravidão mental. Ninguém além de nós pode libertar nossas mentes…” imortalizou Bob Marley, com &lt;i style=""&gt;Redemption Song&lt;/i&gt;, música das mais belas que já ouvi na vida. Liberdade. Palavrinha danada. Perturba-me por vezes. Ontem, ao ouvir Bob Marley, fiquei com a letra na cabeça. Ainda mais depois de conversa boa que tive com casal de amigos argentinos. Manuel e Mercedes são amigos de longa data e uma lição de vida. São as pessoas mais simples que conheço. São artesãos e, na prática, vivem belo discurso de liberdade. Tirei a segunda-feira de folga porque venho de dois finais de semana de trabalho e o corpo, já há alguns dias, pedia pausa para ter os pés na chinela. Na parte da tarde, recebo telefonema do Manuel, com aquele sotaque carregado, inconfundível. Convidou-me para provar umas empanadas que Mercedes estava experimentando. A comadre é uma fera na cozinha.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt;Manuel sabia do meu dia de folga porque a gente havia se falado no domingo, em ponto perto da Santa Casa. No fim da conversa, ele prometeu: “Se Mercedes for fazer umas empanadas amanhã, chamo você para experimentar, Josiel”. Promessa feita. Promessa cumprida. Aí, em plena segunda-feira, lá estava eu, no Bairro Sagrada Família, de bermuda e chinelas. Melhor que as empanadas só mesmo a conversa com o casal. É o que digo sempre: as boas companhias melhoram a gente. E muito. Impressionante o espírito livre, presente na casinha simples, de fundo, sob frondosa mangueira. Finalmente, entendi os cabelos grisalhos compridos de Manuel. O amigo tem nos cabelos símbolo de liberdade. Não tem patrão nem superiores. É dono das próprias ideias – que incluem o tamanho dos cabelos. É um homem livre, em paz com os seus e, especialmente, com sua consciência. “Sou pobre, Josiel. Mas vivo com dignidade. Não há dinheiro no mundo capaz de comprar a liberdade das ideias”, afirmou com admirável convicção, enquanto enrolava cigarrinho de palha.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt;Manuel tem 55 anos. Mercedes, 51. Conheceram-se em Buenos Aires, durante manifestação política. Na época eram estudantes. Foi paixão fulminante. Estão juntos há mais de 20 anos. Têm dois filhos que estão cursando letras na Argentina. Não quiseram ficar no Brasil. “São livres. Como todos em  nossa casa. A família precisa ser livre. Mercedes e eu somos livres. E o mais interessante é que, mesmo com toda a liberdade que existe entre nós, continuamos juntos. Não tem segredo. É liberdade apenas. Ficar juntos, para nós, também é uma liberdade de escolha. É isso que muita gente não consegue entender, infelizmente”, lamenta. Vendo os dois juntos, a liberdade fica ainda mais bonita. O carinho de ambos e o respeito às individualidades são uma lição. Violeta e eu sempre citamos exemplar o modelo de relacionamento de Manuel e Mercedes. Tentamos aplicar isso em nossa casa, em todos os nossos dias. Ficar juntos porque somos livres: simples assim. Bob Marley embala o pensamento: “Você não vai ajudar a cantar mais uma canção de liberdade?”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 2/11/11&lt;i style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-7359328438363343202?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/7359328438363343202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=7359328438363343202&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7359328438363343202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7359328438363343202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/11/sobre-liberdade.html' title='Sobre a liberdade'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-4165364186465687523</id><published>2011-10-31T04:01:00.000-02:00</published><updated>2011-11-09T15:17:23.793-02:00</updated><title type='text'>O amarelo das acácias</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style=""&gt;Doutor G. sempre foi muitíssimo respeitado. Casou-se com moça de família tradicional de Minas Gerais. “Juntaram-se ali duas grandes forças econômicas e morais”, escreveu o velho colunista, cheio de autoridade entre os mais endinheirados do país. G. e sua mulher tiveram dois filhos que ajudaram a construir Belo Horizonte. Teve vida badalada entre gente de diversos segmentos da cidade. Ninguém jamais imaginou que o empresário, aos 73 anos, teria fim tão solitário. No velório de cemitério chique, apenas o motorista, camarada de décadas de cumplicidade, a velar o sujeito. Mulher, irmãos, filhos e netos não compareceram. Cleonice, a viúva, bem que pensou ir. Mas, acamada, não podia deixar o repouso depois de acidente vascular cerebral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style=""&gt;Miguel, o motorista, foi quem cuidou do funeral, com recursos vindos do filho mais velho do falecido. “Faça o que tem que ser feito. Depois, manda queimar tudo. Tudo. As cinzas espalhe pelos bueiros do Arrudas. Do Arrudas, está me entendendo? E faça-me o favor: suma do mapa. Suma!”. Matias era o mais revoltado com o pai. “Ele não tinha o direito! Não tinha”, esbravejou logo que tomou conhecimento do escândalo de amor secreto. O motorista gastou cada centavo dos R$ 5 mil dispensados ao corpo de G. Ainda pagou do próprio bolso a única coroa de flores no lugar. “Descanse em paz, companheiro”, assinado: Miguel. Nem os mais curiosos do salão vizinho compareceram para ver o defunto. Nem padre, nem pastor, nem pai de santo, ninguém. Foi Miguel, sem parentes ou amigos, o único a rezar pela alma de G.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style=""&gt;Na família numerosa, não havia quem tivesse coragem de tocar no assunto. Doutor G. estava para desaparecer simplesmente. Os 110 imóveis – espalhados pelos bairros mais nobres de BH – mais a fortuna em ações e fundos de investimentos, herdados do doutor morto, não foram suficientes para diminuir o desgosto da revelação. Já Miguel, silencioso, agradecia cada minuto que teve ao lado de G. O velho não imaginava tanto desafeto. Nem quando enfrentou o pai, político de carreira suja em Brasília, foi alvo de tamanha revolta entre os seus. Tampouco quando contrariou os interesses do governador bonachão, que o perseguiu por anos, o céu esteve tão fechado para a sua alma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style=""&gt;O tempo de voltar ao pó se aproxima. Dois funcionários do cemitério avisam ao motorista: “Dez minutos, senhor”. Miguel, de pé, de mãos dadas consigo mesmo, faz a última prece pela alma do amigo. Retira do paletó o lenço em cores e o coloca junto ao peito de G. Suspira profundezas e beija a testa do morto. Tampa ele mesmo o caixão e autoriza a ação. Lágrima num olho só. Dois dias depois, de posse das cinzas de G., Miguel se muda para o interior do Rio de Janeiro. Casinha de praia, secreta, único bem em seu nome. Lá, o motorista espalhou os restos de G. sob o amarelo das acácias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style=""&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 31/10/11&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-4165364186465687523?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/4165364186465687523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=4165364186465687523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4165364186465687523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4165364186465687523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/10/o-amarelo-das-acacias.html' title='O amarelo das acácias'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-2521372230554301895</id><published>2011-10-26T08:00:00.001-02:00</published><updated>2011-10-26T08:02:33.321-02:00</updated><title type='text'>O pior do casamento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Au_AmkrtdPg/TqfamO8WdlI/AAAAAAAABfY/iMgdVq34tN8/s1600/separacao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Au_AmkrtdPg/TqfamO8WdlI/AAAAAAAABfY/iMgdVq34tN8/s400/separacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667739006450169426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É a separação. Até quando é para o bem de ambos, o rompimento é  sempre uma pancada. E os filhos? Aí é que a coisa pega para valer. Na  casa dos 40 anos, com relações intensas dissolvidas, posso dizer com  convicção: alguém sai sempre machucado na hora de partir. No último  domingo, o casamento veio à luz das ideias por causa de matéria do  jornal Estado de Minas sobre infidelidade, sob o título “Onde mora o  pecado”. Equipe de jornalistas estava nas ruas para fazer reportagem  sobre os descasos com o patrimônio público em praças e parques de Belo  Horizonte e acabou encontrando casais em segredo, que não podiam ser  fotografados juntos. A pauta, vindo de dentro da notícia, dividiu  opiniões entre companheiros de praça.&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há quem diga que está  certo: “O importante é ser feliz.” Os mais centrados espinafraram: “Não é  correto. Ninguém tem o direito de enganar ninguém. Não dá mais? Então,  que cada um siga o seu caminho, sem mentiras”, defendeu a Sueli. A  conversa rendeu toda a tarde. Ouviu-se de tudo. Casos e mais casos de  amigos e conhecidos. Nada de fuxicos ou mexericos. Tudo de bastante  relevância sobre casamento, lealdade – assunto de interesse de todos os  presentes. Lembrei-me de entrevista que fiz com a advogada, doutora  Lilian Campomizzi, amiga e passageira de longa data. Na semana passada,  curiosamente, em grupo da universidade, debatemos muito o divórcio para  trabalho de direito, intitulado “Cama de tatame”. Trecho do material tem  muito a ver com a coluna de hoje e diz o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ajuizados,  distantes das páginas policiais, muitos descasados vão parar nas varas  de família. É quando entra em ação o direito para cuidar da pior parte  do casamento: o divórcio. Lilian Campomizzi Bueno, há duas décadas no  exercício da advocacia especializada, chama a atenção para a mudança até  no Código Penal brasileiro, que, a partir de 2005, deixou de tipificar o  adultério como crime, que previa detenção de 15 dias a seis meses. A  advogada explica que também ficou mais fácil dar fim ao casamento nos  conformes da lei. O que não significa paz nos tribunais. São raras as  situações em que uma parte não sai magoada. O patrimônio costuma  maltratar ainda mais os corações. E os filhos, claro, sempre pesam na  hora de chutar o pau da barraca.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Doutora Lilian analisa a  batelada de casos resolvidos por seu escritório. “A maioria a propor o  divórcio ainda é a mulher. Para o homem é mais difícil. Ele não se  separa apenas da mulher. Separa-se da família”, ressalta. Para a  advogada, o homem continua traindo mais. “Muitas vezes, para o homem, a  traição é um deslize menor. Um divertimento apenas. Para a mulher o  assunto é mais sério. É verdade, entretanto, que já conheço muitas  mulheres que pensam como homens”, revela. Aos 44 anos, solteira, Lílian  não esconde que a convivência com os processos de divórcio enfraquece  seu encanto com o casamento. “Isso me afeta, infelizmente. Vejo as  mentiras, as reclamações… mais do que a traição, as pessoas reclamam o  descaso, a falta de assistência. Não há relacionamento que sobreviva a  isso”, considera. Palavra de quem conhece o assunto. No mais, amigo  leitor, só o amor para dobrar a luxúria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 26/10/11&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-2521372230554301895?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/2521372230554301895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=2521372230554301895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/2521372230554301895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/2521372230554301895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/10/o-pior-do-casamento.html' title='O pior do casamento'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Au_AmkrtdPg/TqfamO8WdlI/AAAAAAAABfY/iMgdVq34tN8/s72-c/separacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-59235857090121138</id><published>2011-10-24T11:29:00.002-02:00</published><updated>2011-10-24T11:31:37.612-02:00</updated><title type='text'>Que país é esse?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-l8HnYig1PhM/TqVorbPVKWI/AAAAAAAABfM/LC996LLX7WM/s1600/HIPER%2BTENS%25C3%2583O%2B-%2BINTERNACIONAL%2Bcelso-%2B.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-l8HnYig1PhM/TqVorbPVKWI/AAAAAAAABfM/LC996LLX7WM/s400/HIPER%2BTENS%25C3%2583O%2B-%2BINTERNACIONAL%2Bcelso-%2B.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667050801371359586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Meia dúzia de pessoas na sala de cinema em noite de estréia. Rock Brasília – A era de ouro, de Vladimir Carvalho, não é para a massa. Não é para quem busca entretenimento. Não compete com os blockbusters americanos de excelência em efeitos especiais em som, imagem e na vendagem de pipocas. O documentário, de melhor, tem idéias que embalaram uma geração de jovens brasileiros. Chega a ter áudio tosco, fotografia frágil e figurações desnecessárias – os atores contratados para fazer cena não acrescentam ao longa-metragem. Mas nada disso importa. O que faz valer Rock Brasília é sua beleza histórica e os ideais de seus protagonistas. Para quem está na casa dos 40 anos, saber mais sobre a garotada de bandas como Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude e Os Paralamas do sucesso tem significado bastante singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Belo Horizonte, nos anos 1980, distante do Distrito Federal, um grupo de estudantes do Colégio Santos Dumont, no Bairro Santa Efigênia, juntava trocados para comprar os discos de Renato Russo, Dinho Ouro Preto, Philippe Seabra e companhia. De família de poucos recursos – anos difíceis aqueles –, todos trabalhavam pesado durante o dia e encaravam com seriedade as aulas até depois das 22h. Filhos de alfaiate, barbeiro, pedreiro e sapateiro, Tonho, Kim, Kiko e Fabinho eram fãs da música que vinha de Brasília. Até gostavam das bandas Ira, Doutor Silvana e Cia., Titãs, Camisa de Venus e Kid Abelha. Mas eram as canções do grupo Legião que os garotos mais gostavam de cantar. Tanto que Fabinho aprendeu a tocar violão por causa de Faroeste Caboclo – letra que ele virou madrugada para decorar, enquanto treinava datilografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário do Vladimir Carvalho revela que o Fé Lemos, baterista do Capital Inicial, vendeu bicicleta para comprar bateria. O Fabinho, do Santos Dumont, também vendeu a bicicleta para comprar violão. Depois das aulas, em frente ao colégio, na Avenida Mem de Sá, o músico amador comandava sarau ao menos duas vezes por semana. O garoto, office boy, não era grande coisa nas seis cordas, mas cantava com timbre de profissional. A amizade do grupo crescia à medida que eles compreendiam melhor as mensagens que vinham da moçada de Brasília. “Vocês vão fazer alguma coisa para consertar as próprias vidas? Eu cheguei a seguinte conclusão: não adianta consertar o resto. Consertar a gente ajuda pra caramba”, disse o Renato Russo, num show, entre estrofes de Que país é esse?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1988, logo depois do trágico episódio envolvendo o Legião Urbana no Estádio Mané Garrincha, no Distrito Federal, Tonho, Kim, Kiko e Fabinho foram ao Mineirinho ver Renato Russo comandar show em BH. Inesquecível. Novas escolas e oportunidades de trabalhos fora de Minas acabaram por afastar o quarteto que fazia cover do Legião nas esquinas de Santa Efigênia e nos acampamentos na Serra do Cipó. No entanto, o rock-martelo deu resultado e os garotos seguiram suas vidas em busca de fazer diferença. Reencontro marcado mais de 20 anos depois. Já quarentões, dois professores e dois advogados, pais de filhos de boa educação, o grupo se reuniu na última sexta-feira para ver o filme Rock Brasília. Fabinho levou o velho violão. Depois, na calçada, em mesa de boteco tradicional, ninguém entendeu nada ao ver o quarteto grisalho, em performance adolescente, tocar e cantar “Que país é esse?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 24/10/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-59235857090121138?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/59235857090121138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=59235857090121138&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/59235857090121138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/59235857090121138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/10/que-pais-e-esse.html' title='Que país é esse?'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-l8HnYig1PhM/TqVorbPVKWI/AAAAAAAABfM/LC996LLX7WM/s72-c/HIPER%2BTENS%25C3%2583O%2B-%2BINTERNACIONAL%2Bcelso-%2B.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-143924406927141584</id><published>2011-10-22T10:02:00.024-02:00</published><updated>2011-10-22T11:37:12.249-02:00</updated><title type='text'>Dos gritos da alma</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-R4S9SIyvgG8/TqLEPcJB_QI/AAAAAAAABfA/-6CriuAssZ4/s1600/IMG_0694xx.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-R4S9SIyvgG8/TqLEPcJB_QI/AAAAAAAABfA/-6CriuAssZ4/s400/IMG_0694xx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666307050716658946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-qa16ojX5v3g/TqLEPQsFtVI/AAAAAAAABe0/rVlk-9l8j8Q/s1600/IMG_0952xx.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-qa16ojX5v3g/TqLEPQsFtVI/AAAAAAAABe0/rVlk-9l8j8Q/s400/IMG_0952xx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666307047642477906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/--7gQOoG5dsg/TqLECCf_urI/AAAAAAAABeo/PcShRBV_ems/s1600/IMG_0943xx.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/--7gQOoG5dsg/TqLECCf_urI/AAAAAAAABeo/PcShRBV_ems/s400/IMG_0943xx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666306820495358642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Vh1GuKEhkfE/TqLEB_JQ2BI/AAAAAAAABec/KSxgd5hbF_g/s1600/IMG_0853xx.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Vh1GuKEhkfE/TqLEB_JQ2BI/AAAAAAAABec/KSxgd5hbF_g/s400/IMG_0853xx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666306819594704914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-ZLqRbDzLerg/TqLEBSi-ZtI/AAAAAAAABeQ/yNT99lKYAH8/s1600/IMG_0821xx.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZLqRbDzLerg/TqLEBSi-ZtI/AAAAAAAABeQ/yNT99lKYAH8/s400/IMG_0821xx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666306807622952658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-AYsZOgublOc/TqLEBaYx3jI/AAAAAAAABeA/9UHwIsENPes/s1600/IMG_0812xx.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-AYsZOgublOc/TqLEBaYx3jI/AAAAAAAABeA/9UHwIsENPes/s400/IMG_0812xx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666306809727671858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-9x1YtyJxFko/TqLEBHeGltI/AAAAAAAABd4/S8v53EaOzDk/s1600/IMG_0793xx.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-9x1YtyJxFko/TqLEBHeGltI/AAAAAAAABd4/S8v53EaOzDk/s400/IMG_0793xx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666306804649727698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Lhnv-JowVIE/TqLDsJTzwBI/AAAAAAAABds/gCZxIihjw_Y/s1600/IMG_0757xx.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Lhnv-JowVIE/TqLDsJTzwBI/AAAAAAAABds/gCZxIihjw_Y/s400/IMG_0757xx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666306444366168082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-SRcafQtu_58/TqLDrxN_KOI/AAAAAAAABdg/muP3mX_soRc/s1600/IMG_0749xx.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-SRcafQtu_58/TqLDrxN_KOI/AAAAAAAABdg/muP3mX_soRc/s400/IMG_0749xx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666306437899299042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-sJFr4YcdMvw/TqLDrQSIdYI/AAAAAAAABdU/Q5wsJyaPKH8/s1600/IMG_0728xx.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-sJFr4YcdMvw/TqLDrQSIdYI/AAAAAAAABdU/Q5wsJyaPKH8/s400/IMG_0728xx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666306429058315650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-CFGqseExW-c/TqLDrYVzn8I/AAAAAAAABdE/sfi-Zs1YkVQ/s1600/IMG_0722xx.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-CFGqseExW-c/TqLDrYVzn8I/AAAAAAAABdE/sfi-Zs1YkVQ/s400/IMG_0722xx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666306431221211074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-6vRjePVrlRE/TqLDrNwrO4I/AAAAAAAABc8/xMeX93E4u6w/s1600/IMG_0717xx.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-6vRjePVrlRE/TqLDrNwrO4I/AAAAAAAABc8/xMeX93E4u6w/s400/IMG_0717xx.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666306428381117314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há mais de 20 anos uma ideia de perseguição: não há bússola para as navegações do espírito. Está no ator – no corpo e na mente – o rumo dos sentidos. Para a construção da verdade instantânea, no aprumo dos significados, não há planta nem rascunho. Não há trabalho de mesa que dê conta das explosões da alma no levantamento prático da cena. Há uma infinidade de possibilidades veladas, ativadas a partir do suor do papel. Melhor o processo, melhor o desdobramento. Mais aprofundados os estudos e as orientações do corpo diretor, mais convicente o conjunto. Mesmo que para isso, seja necessário se envenenar de paixão. De resto, o tempo. Dia 12 de novembro, sábado, "Um inimigo do povo". (Jefferson da Fonseca Coutinho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco de estudo para justificar as ações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vsevolod Emilevich Meyerhold, era pseudônimo de Karl Kazimir Theodor  Meyerhold, mais conhecido apenas por Meyerhold. Nasceu em 1874, em  Penza, na Rússia. Foi um importante encenador, ator e teórico do teatro.  Em oposição ao naturalismo teatral, desenvolveu uma técnica de  encenação antinaturalista denominada de Biomecânica. Foi a Moscou  estudar direito, mas deixou a escola em 1896 e ingressou nas aulas de  Vladimir Nemirovich-Danchenko, no Instituto Dramático-Musical da  Filarmônica de Moscou. Tendo concluído os estudos formando-se ator, em  1898 foi convidado a se juntar à trupe do recém fundado Teatro de Arte  de Moscou - TAM, de Stanislavski, onde trabalhou por quatro anos. Templo  do naturalismo e do realismo psicológico, o Teatro de Arte foi a grande  escola de Meyerhold, que em 1902 decide percorrer caminhos próprios  fundando uma nova trupe, a Sociedade do Drama Novo. Danchenko e  Stanislavski&lt;br /&gt;criaram o TAM para escapar e se contrapor ao tradicionalismo teatral de  então, aos clichês repetitivos e enfadonhos, às interpretações baseadas  na imitação pela imitação, na cópia servil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ator na Biomecânica, segundo Márcia Lima, pesquisadora das artes cênicas em Brasília:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ator sobre a cena é como um escultor frente a um pedaço de argila: deve reproduzir em forma sensível, como o escultor, os impulsos e as emoções de sua própria alma. O material do pianista está representado pelos sons de seu instrumento, o do cantor por sua voz, o do ator por seu corpo, a fala, a mímica, os gestos. “A obra interpretada pelo ator representa a forma de sua criação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ator biomecânico é um artista que cultua e exercita a agilidade – do corpo e do raciocínio - o otimismo e a felicidade. Criador simples e despojado prescinde das máscaras naturalistas, dos clichês, disfarces e maquiagem. Este ator encontra-se em um ponto eqüidistante do trabalhador comum que faz teatro e do exímio especialista que nada vê à frente que não seja o teatro. Técnica e consciência de classe tornam o ator de Meyerhold um agente da arte e da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo do ator é entendido como mais um objeto de cena, portanto sua disposição em relação ao cenário tem importante papel como elemento de comunicação visual. Por essas razões, outros elementos típicos do teatro de Meyerhold, como a iluminação, cenário e figurino estilizados e antinaturalistas são essenciais para o perfeito funcionamento da biomecânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ator biomecânico é ágil, otimista, feliz, simples; não precisa de disfarces ou maquiagem. Nas palavras de Hormigon, “não é nem um trabalhador que faz teatro, nem um virtuose que encontra no teatro um fim em si mesmo. Graças à sua técnica e consciência de classe, o teatro se transforma em seu meio de produção e de atuação na história.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meyerhold cria o “Teatro da Convenção Consciente” onde tanto a platéia como ator tem a consciência de estar assistindo a uma representação, não há a intenção de criar uma ilusão no espectador. O ator é levado a ter uma maior aproximação com público o que exige dele um maior domínio do espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu teatro, o ator, juntamente com o autor, o diretor e o público são criadores absolutos do fenômeno teatral. Embora a participação do público fosse apenas emocional, nunca física, através de sua imaginação que deveria ser empregada “criativamente a fim de preencher os detalhes sugeridos pela ação do palco”. O que força o espectador a passar de uma simples contemplação, ao ato criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meyerhold eliminou o proscênio e trouxe para o seu trabalho, a máscara. Desnudou o palco e expôs os meios metafóricos do gesto, do ritmo e da maquiagem. Entre 1918-1919, Meyerhold organizou uma Escola para Treinamentos dos Atores, a fim de formar atores polivalentes que colaborassem na criação. Estudava-se, em sua escola, técnicas de movimento cênico, pantomima, Commedia Dell´Arte e teatro espanhol. O fundamento de sua biomecânica estava na idéia de centrar, no corpo do ator, a expressão e vida de seu teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre isso dizia: Tirem a palavra, o figurino do ator, o palco cênico, o edifício teatral e as coxias, deixem somente o ator e seus movimentos para os quais foi treinado, mesmo assim o teatro continuará: o ator comunicará ao espectador através de seus movimentos, dos seus gestos, da sua mímica; o ator pode organizar, sem a ajuda do edifício teatral, o seu teatro como, onde quiser e considerar adequado, dispondo da própria habilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-143924406927141584?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/143924406927141584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=143924406927141584&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/143924406927141584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/143924406927141584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/10/dos-gritos-da-alma.html' title='Dos gritos da alma'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-R4S9SIyvgG8/TqLEPcJB_QI/AAAAAAAABfA/-6CriuAssZ4/s72-c/IMG_0694xx.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-4334507888566190984</id><published>2011-10-19T11:55:00.001-02:00</published><updated>2011-10-19T12:13:27.108-02:00</updated><title type='text'>A fé que vai além da religião</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-jBR-bzGvSK8/Tp7YBkXuZaI/AAAAAAAABcw/HRaeoWNtVc0/s1600/vela.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-jBR-bzGvSK8/Tp7YBkXuZaI/AAAAAAAABcw/HRaeoWNtVc0/s400/vela.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665202902733317538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acreditar nos desdobramentos das boa ações é força e tarefa que alimenta o espírito. Tenha o Criador o nome que for, represente a religião que for, amor, acolhida e bênção não podem ser comercializados. Desde que nasci, lá no começo dos anos 1970, na companhia dos mais velhos e mais vividos, frequentei templos e conheci mestres. Crescido, rodo meio mundo por meio de livros sagrados em busca de paz e respostas ao coração irrequieto. Entre os amigos e companheiros de praça, volta e meia, religião é assunto de debates intermináveis. A turma é teimosa. Mesmo sabendo que religião e futebol são temas bem particulares, há sempre grupo que insiste em querer impor convicções bastante pessoais. Ouço e tomo nota apenas. Sou melhor com as letras do que com as palavras. Falar, às vezes, cansa. Prefiro escrever. Aí, no sossego da madrugada, cá com a caderneta, deixo correr a mão e o pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da tarde de sábado, testemunhei conversa interessante entre a Lúcia, católica, de 45 anos, e o Edvaldo, agnóstico, de 52. Ela diz ter muitas críticas à Igreja, mas considera: “O mundo só não perdeu de vez o rumo por causa das pessoas de fé e de boa vontade que sustentam as igrejas. Pensem um pouco… o batismo, o casamento, as celebrações que nos comovem nos velórios, nas missas de Sétimo Dia… tudo isso faz a gente não esquecer valores e a importância de Jesus no coração”. O Edvaldo nem deu pausa e emendou: “Até aí, tudo bem. Só não dá para aceitar os abusos que os homens cometem em nome de Deus. Todo o sangue derramado, o poder e a ganância histórica das religiões. As proibições, os dogmas – quem tem o direito de dizer se isso ou aquilo é certo e indiscutível? –. E a pompa desses bispos, padres e pastores? E a vida de luxo e riqueza de grande parte deles? Tenho para mim, sinceramente, que a ignorância é o maior fomento de todas as religiões em todos os tempos. Fé é outra coisa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí para frente a conversa ferveu e nem dei conta de tomar nota de tudo o que foi dito dos dois lados. De fora, observo as duas posições. Trata-se de conversa madura, envolvendo dois indivíduos admiráveis. Conheço-os há anos. Tempo suficiente para saber que ambos são das boas obras dos céus. Lúcia tem tamanha fé em Nossa Senhora, que não sai de casa sem medalhinha abençoada por dom Serafim, arcebispo emérito de Belo Horizonte. Ajuda dois asilos desde mocinha. O Edvaldo, chegado numa boa ação, também é sujeito de responsabilidades. Não é de tocar no assunto, mas participa de grupo de assistência social em Ribeirão das Neves. Desde 2005, veste-se de Papai Noel para fazer bom uso do barrigão e da barba branca com a criançada de regiões carentes da Região Metropolitana. O fato é que tenho bastante alegria na convivência com o casal de amigos, pais, filhos e excelentes chefes de família. Tudo isso só fortalece a minha convicção de que a boa fé, que transforma e faz diferença, está muito acima de todas as religiões do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•••&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Não dá para deixar de destacar trecho do e-mail do leitor Ediberto Barros sobre a coluna “Lugar de adolescente é na biblioteca”, que homenageou o jovem poeta De Sá: “Que belos tempos! Tomara e rezo que este João de Sá faça resgatar em nossas crianças o prazer da imaginação”.  Bem-vindo, Ediberto! A casa é sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 19/10/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-4334507888566190984?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/4334507888566190984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=4334507888566190984&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4334507888566190984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4334507888566190984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/10/fe-que-vai-alem-da-religiao.html' title='A fé que vai além da religião'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jBR-bzGvSK8/Tp7YBkXuZaI/AAAAAAAABcw/HRaeoWNtVc0/s72-c/vela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1397102949055698385</id><published>2011-10-17T14:59:00.001-02:00</published><updated>2011-10-17T15:01:52.098-02:00</updated><title type='text'>O menino invisível</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-vZkcd7a43Fs/TpxfQ3YUy8I/AAAAAAAABck/Urjkks6ODfY/s1600/medo1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 261px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-vZkcd7a43Fs/TpxfQ3YUy8I/AAAAAAAABck/Urjkks6ODfY/s400/medo1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664507174673763266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;Preto foi batizado M. L. de Souza. O Souza veio da mãe, já que  nunca soube do pai, policial. O apelido “Preto” também veio do carinho  da Joaquina, que assim o chamava desde sempre: “Né, Preto!?”, “Que isso,  Preto!?”, “Ah, Preto!”. E assim ficou, embora Preto fosse branquela,  quase transparente. Tanto que no aglomerado, para os garotos maiores,  M.L. tinha outro apelido: “Macarrão da Santa Casa”. Mas, Preto, depois  que a mãe Joaquina se juntou a um tal Micael, queria mesmo era ser  invisível. Viu na televisão, num desenho qualquer, uma capa vermelha que  fazia a pessoa desaparecer e achou aquilo legal: “Puxa! Isso é que me  tiraria desse aperto”, pensou, garoto ainda, aos 7 anos, sonhando ser  polícia. Daí, começou a brincar com um cobertor acinzentado, que ganhou  numa campanha da gente boa de grupo espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastava a mãe  chegar bêbada em casa para Preto sumir debaixo do pano “mágico”. Lá,  ficava por horas sem sono. Às vezes, por madrugadas inteiras. Quando  Micael decidia bater na Joaquina, então, é que Preto desaparecia para  valer. Nessas ocasiões, o sono não vinha de jeito nenhum e o menino, que  sonhava ser homem fardado, virava a noite aos soluços de choro contido.  Não chorava alto porque da vez que não segurou foi tratado aos bicudões  pelo padrasto marginal. “Cala a boca, desgraça pelada! Fecha essa  matraca, inferno!” Os maus tratos duraram meses, até que, no dia em que  completou 8 anos, sem parabéns, M.L. decidiu passar a mão na manta  protetora e deixar o barraco da mãe. Beijou os três irmãos mais novos,  adormecidos, fitou-os por um tempo e desceu para o asfalto antes de  amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andou horas por larga avenida, que dava no centro  da cidade, e foi parar debaixo de viaduto. Naquele dia não dormiu. Fez  amizade apenas: Bagrão, catador de latinhas, vindo do Leste de Minas  para ganhar a vida em Belo Horizonte. “Vivo na rua porque quero,  moleque. Tenho um casão na minha cidade. Mas não volto pra lá”. Delírio.  Bagrão já teve um casão em Governador Valadares. Isso há mais de duas  décadas. Endividado, perdeu tudo para os bancos e para a ex-mulher  desonesta. Aos 50 anos, o artista plástico mais parecia 70, com longos  cabelos e barba prateados. Magro de espantar, Bagrão, levantava dinheiro  com as latinhas apenas para a comida e o cigarro. Preto andou semana ao  lado do moço. Bagrão falava sozinho e começou a assombrar Preto com  ideias de perseguição e morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou para M.L.  encontrar três novos amigos na noite, em Praça da Avenida Afonso Pena.  “Senta aí, sô! Tô falando, véi! Senta!”, disse o mais baixinho, Samuel,  que meteu a mão no cobertor e foi logo dizendo: “Perdeu, pivete!”. Preto  se levantou com um leão e distribui pernada. O maior, chamado Zico, deu  voz de comando e acabou com a briga. “Aqui, nóis é tudo igual, menor!”  Por fim, dividiram pacote de biscoito e rasgaram a coberta em quatro  pedaços. Preto contou ao grupo a história do cobertor, agora em pedaços  “mágicos”. Os três garotos riram até. Madrugada fria. Preto, invisível,  sob a manta mágica, acordou às pancadas de quatro brutamontes fardados.  Foi quando descobriu que garotos invisíveis também apanham da polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 17/10/11  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1397102949055698385?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1397102949055698385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1397102949055698385&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1397102949055698385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1397102949055698385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/10/o-menino-invisivel.html' title='O menino invisível'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vZkcd7a43Fs/TpxfQ3YUy8I/AAAAAAAABck/Urjkks6ODfY/s72-c/medo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-6458130938236838027</id><published>2011-10-12T10:31:00.000-03:00</published><updated>2011-10-12T10:34:23.159-03:00</updated><title type='text'>Saudades da mãe Maria</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-UQT7MbM2fJY/TpWXCPb30GI/AAAAAAAABcY/2b20Hgzr7yc/s1600/Nossa-Senhora-Aparecida-luz-da-minha-vida.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-UQT7MbM2fJY/TpWXCPb30GI/AAAAAAAABcY/2b20Hgzr7yc/s400/Nossa-Senhora-Aparecida-luz-da-minha-vida.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662598171247235170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quis o céu levar Maria num Dia de Nossa senhora Aparecida, padroeira do Brasil. O Zé, companheiro de praça, quase irmão, perdeu a mãe em 12 de outubro de 2000. “Não há tempo que cure a saudade. Não há. Os anos se vão e os suspiros, os mais profundos, aqueles da alma, permanecem provocando o coração da gente, Josiel”, disse o Zé, domingo. Há dez nos, no fim de semana que antecede 12 de outubro, reunimos grupo de amigos na casa do Zé para homenagear Maria. Uma mulher extraordinária que partiu menina ainda, aos 66 anos. A mãe do Zé era também a mãe de todos os amigos do Zé que, por força do destino, perderam suas mães. Éramos cinco – os sem mãe – que pegavam uma carona nas asas da boa senhora. Por duas décadas, Beto, Maurício, Paulão, Fabinho e eu pedimos a bênção a mãe do Zé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, dona Maria, como a senhora faz falta. O que mais impressionava na mãe do Zé era a doçura e a educação. Não havia vizinho, amigo, parente ou conhecido que não admirava o jeito doce e particular dela de dar conselhos  – e até puxões de orelhas. “Lembro-me de cada lição que aprendi com ela, especialmente no que diz respeito ao amor e respeito ao próximo”, comentou Beto. Maurício emendou: “Quando pensei em deixar a Marta, dona Maria conversou muito com a gente. Meu casamento já estava praticamente perdido. Ela ajudou tanto que acabou dando certo. Se, hoje, a gente tá junto, e bem, devemos isso a dona Maria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo foi emendando uma boa recordação na outra, envolvendo os carinhos e cuidados da cabeleireira, protetora de todos nós. O Paulão, muito emocionado sempre com o 12 de outubro, não podia faltar: “Quando minha mãe morreu, dona Maria ficou do meu lado o tempo todo. Não fosse o amparo dela, não sei o que teria sido da minha vida, moleque, com 7 anos”. O Paulão cresceu na casa do Zé, vizinho de porta, em Santa Efigênia. Quase irmãos: assim crescemos todos no entorno da Avenida Mem de Sá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das passagens mais emocionantes da história do Zé e de dona Maria foi quando ele foi trabalhar no Iraque e por lá ficou quase três anos. Telefone na época era coisa de outro mundo. Ele vivia brigando com a mãe porque ela não escrevia. Ele não passava mês sem mandar duas, três páginas, pelos correios. E ela nada, nenhuma linha. Quando o Zé voltou para o Brasil, fomos buscá-lo no aeroporto. Lá, chorando, abraçado a dona Maria, o viajante ainda cobrou as cartas. Ela, sem graça, respondeu: “Meu amor, desculpa a mamãe. É que minha letra é feia demais”. Nunca esqueci a cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de dez anos se foram e, em dezembro de 2000, quando o Zé, tristíssimo, reuniu forças para desfazer o quarto da dona Maria, morta há dois meses, ele encontrou duas caixas de sapatos cheias de cartinhas iniciadas. Todas para ele. Foi quando soube que a mãe era analfabeta. Ainda assim, sozinha, deu conta de rabiscar em dezenas de folhas pautadas: “Querido e amado filho José…”. Até ano passado, as caixinhas eram guardadas como verdadeiros tesouros. Em outubro, foram incineradas. As cinzas, no Natal, levamos e jogamos no mar do Espírito Santo. Hoje, dia de Nossa Senhora Aparecida, saudamos também nossa amada mãe Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 12/10/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-6458130938236838027?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/6458130938236838027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=6458130938236838027&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6458130938236838027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6458130938236838027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/10/saudades-da-mae-maria.html' title='Saudades da mãe Maria'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UQT7MbM2fJY/TpWXCPb30GI/AAAAAAAABcY/2b20Hgzr7yc/s72-c/Nossa-Senhora-Aparecida-luz-da-minha-vida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-3741854199152638756</id><published>2011-10-10T11:16:00.001-03:00</published><updated>2011-10-10T11:23:04.942-03:00</updated><title type='text'>Mirante pede socorro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-4tQKPcU4D1c/TpL_rGJfi1I/AAAAAAAABcQ/ME0Wu4L6R8o/s1600/20091202081311481669e.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 207px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-4tQKPcU4D1c/TpL_rGJfi1I/AAAAAAAABcQ/ME0Wu4L6R8o/s400/20091202081311481669e.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661868797408021330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não é só o centro da cidade que carece ser redescoberto por Belo  Horizonte. O Mirante, no alto do Bairro das Mangabeiras (foto), carece  de observação. É triste ver o lixo jogado entre pinheiros, eucaliptos e  flamboyants. Nas costas de área de segurança da Copasa, não é possível  contar a quantidade de pedaços de papel e papelão, sacolas plásticas,  marmitex, garrafas e vidros quebrados espalhados pelo lugar. Já do outro  lado, com vista para a cidade a situação é ainda mais grave: galhos  pesados e cascas das árvores anunciam risco de acidentes. O pipoqueiro  alerta: “Cuidado. Não fique aí, porque a qualquer momento pode descer um  toco na sua cabeça, moço”. O homem, há 33 anos trabalhando no Mirante,  desce para mostrar o peso do galho. “Olhe só. Experimenta pegar para  você ver. Sente o peso. A gente fala, mas ninguém vem resolver. Está  tudo precisando de poda, de cuidado. Uma hora vai ter um acidente, aí,  vai dar problema”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geraldo Marcílio Lancuna, de 44 anos, o  profissional dos cocos e das pipocas, tenta cuidar do Mirante como se  fosse sua casa. Vigilante, lamenta não dar conta de proteger o lugar. “A  gente faz o que pode. Se seu filho vem aqui e joga papel no chão, não  posso chamar a atenção dele. Isso é papel dos pais. Mas nem todo mundo  tem educação, aí fica esse lixo todo que vocês podem ver. Eu cuido, mas  não tem jeito de resolver. As pessoas precisam ter mais cuidado com o  patrimônio natural que elas têm. Do contrário, um dia, tudo isso acaba. E  aí? Como é que vai ser?”, quer saber. Geraldo reclama um pipi móvel  para a Praça do Mirante. E precisa. O mau cheiro pelos cantos do lugar  chega a ser insuportável. “E do lado da casa do governador, vê se pode.  Isso aqui tem que ser orgulho para o cidadão de Belo Horizonte”, emenda o  pipoqueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gotardo Braga Filho, Jussara Coelho, Rafael dos  Santos e Fábio Melo, passantes pelo alto das Mangabeiras em tarde de dia  de semana, concordam que o ponto turístico carece de maiores cuidados.  Rafael, motorista, de 29 anos, chama a atenção para a beleza maltratada  do lugar que acaba atraindo violência e pessoas que só fazem piorar o  lugar. Fábio, de 27, diz não ter coragem de frequentar o lugar à noite.  “A fama daqui é muito ruim. Não tenho coragem de trazer a minha  família”, afirma. “Há dez anos venho aqui, a única coisa que fizeram  pelo lugar foi colocar câmeras de vigilância, mas nem parece que elas  estão sendo usadas, com tanta falta de cuidado”, considera. Gotardo e  Jussara apreciam e comentam a beleza da BH vista de cima e lamentam a  falta de infraestrutura e de valorização do Mirante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 10/10/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-3741854199152638756?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/3741854199152638756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=3741854199152638756&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3741854199152638756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3741854199152638756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/10/mirante-pede-socorro.html' title='Mirante pede socorro'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4tQKPcU4D1c/TpL_rGJfi1I/AAAAAAAABcQ/ME0Wu4L6R8o/s72-c/20091202081311481669e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-445022677415701699</id><published>2011-10-05T08:13:00.003-03:00</published><updated>2011-10-05T08:23:19.998-03:00</updated><title type='text'>Lugar de adolescente é na biblioteca</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-7PUzhtQH9M0/Tow951C0iWI/AAAAAAAABcI/LjBuBBP4gwg/s1600/joaodesa.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 296px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-7PUzhtQH9M0/Tow951C0iWI/AAAAAAAABcI/LjBuBBP4gwg/s400/joaodesa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659966895398619490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sábado, na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil, tive o privilégio de participar da manhã de autógrafos do poeta João de Sá, de 13 anos. Dá-me muita alegria ver moço tão jovem dedicar tempo ao pensamento e às letras da vida. É tão comum o desperdício das ideias na adolescência. Triste fato. Independentemente das oportunidades que brotam da convivência com familiares e amigos, há o peso do interesse, do talento e da vocação vindo do coração. João de Sá é bom exemplo disso. “Versos de um menino velho” é livro de quem nasceu com o olhar de escritor, filho da poesia. Vê-se em Ludymilla Sá, a mãe, inspiração do moço em “Uma história de amor”, o orgulho de quem reconhece o valor de seus frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Versos de um menino velho” levou-me a esquadrinhar lembranças. Quando criança, pequeninho, apaixonei-me pelas histórias de José Bento Renato Monteiro Lobato. Minha professora, dona Palmira, sabia do bem que estava fazendo para a minha vida ao apresentar-me “História do mundo para crianças”, “Caçadas de Pedrinho”, “Reinações de Narizinho”, “O picapau Amarelo” e “Histórias de Tia Nastácia”. Foi só o começo de um mergulho na infinitude da imaginação. Depois, pouco mais tarde, veio a coleção Vagalume com histórias que me enriqueceram os sonhos. Títulos como “A ilha perdida” e “Éramos seis”, ambos de Maria José Dupré, “O caso da borboleta Atíria”, de Lúcia Machado de Almeida e “O menino de asas”, de Homero Homem. Da mesma série, “O escaravelho do diabo”, de Lúcia Machado de Almeida, também marcou meu encanto com as bibliotecas. Passava horas no silêncio do salão da escola com as personagens a falar na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que arrumava tempo para as brincadeiras de rua e quintal: futebol, pegador, rouba-bandeira, escravos de Jó, finca, piorras e carrapetas. Ah… tinha pera, uva, maçã e salada mista… Não havia videogame, menos ainda computador. Nem televisão havia na minha casa. A gente vivia de verdade, a realidade pura, longe de tudo o que é virtual. Tinha contação de história, acampamento e pescaria. O olho chega a minar toda vez que escrevo sobre o assunto e volto ao passado, com a casa cheia. Foram-se a mãe e um irmão muito amado. É a vida finita. Já com a leitura e com a escrita descobri a imortalidade, a liberdade e a infinitude das coisas. Do lado de lá das capas dos livros encontrei um viver muito além do tempo e do espaço. Assim como o jovem poeta João de Sá, que, mesmo com o mundaréu de opções dos anos 2010, faz da literatura ferramenta de crescimento e ocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço garotos aos montes da idade do poeta De Sá, que gastam tempo apenas com inutilidades. Cansei-me de testemunhar adolescentes perdidos desrespeitarem familiares, amigos e professores. “Um país se faz com homens e livros”, escreveu o mestre Lobato na história. Na falta de bons leitores morre o futuro das ideias. João de Sá, garoto, vai na contramão do que é instantâneo. Menino ainda, homem feito na alma, eterniza seus versos de gente grande. Passei madrugada com sua obra, poeta. Fez-me voltar no tempo, no colo e no seio da família. Também me fez olhar pra frente e acreditar que rapazes como você, João, são a salvação do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 5/10/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-445022677415701699?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/445022677415701699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=445022677415701699&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/445022677415701699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/445022677415701699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/10/lugar-de-adolescente-e-na-biblioteca.html' title='Lugar de adolescente é na biblioteca'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7PUzhtQH9M0/Tow951C0iWI/AAAAAAAABcI/LjBuBBP4gwg/s72-c/joaodesa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-815065230392265574</id><published>2011-10-03T12:08:00.002-03:00</published><updated>2011-10-03T17:52:48.266-03:00</updated><title type='text'>Carta aberta ao humorista Rafinha Bastos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-NmVif0yoDV0/TonQVD5dp0I/AAAAAAAABcA/Y3nfqwH6fZU/s1600/rafinhabastos02.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 301px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-NmVif0yoDV0/TonQVD5dp0I/AAAAAAAABcA/Y3nfqwH6fZU/s400/rafinhabastos02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659283467009894210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não é relevante, ao menos para mim, se você vai ou não ser punido e deixar esse ou aquele programa de tevê. Importa-me apenas o fato de que seus “insigths”, os mais equivocados deles, ecoam entre seus seguidores – são mais de três milhões, só no Twitter, fora a batelada de fãs telespectadores e pagantes nos teatros Brasil afora. Meus filhos e eu estamos entre eles. Lembro-me bem do seu começo na internet, do carisma e da espontaneidade que o elevaram ao posto de celebridade, de personalidade influente, reconhecida até pela imprensa estrangeira. Junto da notoriedade, riqueza. Muito dinheiro, vindo da publicidade e dos shows de auditório e subprodutos do seu jeito bem natural de dizer tudo o que pensa (e o que não pensa – acredito). É trabalho honesto, claro. Entretanto, não se pode ser bom de improviso sempre. Você erra, meu velho. Erra feio e sabe disso. É natural, proporcional ao tanto que produz. Vende idéias, sacadas às sacoladas. Contudo, quanto mais pensa alto – seu produto tão efêmero –, maior a chance de morder a língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última, envolvendo a cantora Wanessa Camargo, grávida, foi de doer. Como seguidor, pai de seguidores, só tenho a lamentar. “Comeria ela e o bebê” é de uma infelicidade descabida, vergonhosa. É de chicotear o próprio corpo. Desce ao mesmo nível infame de "Mulheres feias deveriam agradecer caso fossem estupradas, afinal os estupradores estavam lhes fazendo um favor, uma caridade", que já lhe custou puxão de orelhas do Ministério Público Federal. Você, menino crescido, já beira os 40 anos. Não pode deslizar de tal maneira. Dar de ombros aos limites. Acompanho seu trabalho, um pouco da sua história, e não posso crer que esses “insigths” rasos brotem da sua alma. O mesmo profissional comunicador, formador de opinião, cidadão de bem, que brande contra a cegueira e a corrupção de forças políticas de nosso país, não pode ser tão inconseqüente. Precisa estar bem acima do papel de comediante irresponsável, capaz de rastejar na superfície para se alimentar de pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso nada tem a ver com falta de humor. É relativo ao bom senso. Do mínimo que se espera de qualquer cidadão de bem. E você é um deles, imagino. Devia fazer melhor uso da sua inteligência rara. Tem talento para ajudar na construção de um Brasil melhor, se quiser. Talvez, uma forma de retribuir a generosidade e tolerância de seus milhões de simpatizantes que, vez por outra, aceitam sorrindo seus pedidos de desculpas. Embora não seja mais moleque, há ainda tempo de sobra para vestir-se de homem de valores bem maiores do que aqueles que engordam suas contas bancárias ou os cofres de sua casa. Do contrário, você se faz, sem perceber, igual ou pior a tudo o que aprendeu a criticar com tanta propriedade em tempos de lucidez. Você, Rafinha Bastos, está longe de ser mau moço, tenho certeza. É apenas um menino bobo que não aprendeu o que é limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 3/10/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-815065230392265574?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/815065230392265574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=815065230392265574&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/815065230392265574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/815065230392265574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/10/carta-aberta-ao-humorista-rafinha.html' title='Carta aberta ao humorista Rafinha Bastos'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NmVif0yoDV0/TonQVD5dp0I/AAAAAAAABcA/Y3nfqwH6fZU/s72-c/rafinhabastos02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-5799435019287002201</id><published>2011-10-02T13:10:00.004-03:00</published><updated>2011-10-02T13:22:49.146-03:00</updated><title type='text'>Agradecimento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-AiVj3U6yy9s/ToiNi-G3ewI/AAAAAAAABb4/3ia0IOCi-8A/s1600/lilianepelegrini.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 260px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-AiVj3U6yy9s/ToiNi-G3ewI/AAAAAAAABb4/3ia0IOCi-8A/s400/lilianepelegrini.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658928563717896962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há muito estou para agradecer seu carinho, Lili Pelegrini... amigos, colegas profissionais assim, vc, João Paulo, Pedro Lobato, Marcello Castilho, Carlos Herculano, Arnaldo Viana, Álvaro Fraga, Liliane Corrêa, Álvaro Duarte, Fred Bottrel, Frederico Teixeira, Andrea Castello Branco, Hudson Franco, Carlinhos, Alexandre Perez, Crislaine, Ana Cybelle Aninha, Zé Wilson, Dudu Murta, Gustavo Werneck, Pedro Ferreira, Landercy, PH, Ludymilla Sá, Alysson Lisboa Neves, Geórgea Choucair, Vera Schmitz, Augusto Pio, Geraldinho, Roney Garcia, Luana, Sidão, Paulinho Nogueira, Paulinho Miranda, Vanessa, Teresa, Flávia, Luciane, Paula, Valquíria, Júnia, Glória, Mateus, Guilherme, André, Andreia, Mel, Janaina, Benja, Sílvio, Ellen, Beto Novaes, Gustavo Fonseca, Lili, Rafael, Roberto, Isabela, Mazinho, Di Bernardi, Julinho, Geraldo Alves, Ana Brant, Benny, Patrícia, Angela Faria, Gracie, Girão, Elvira, Alfredo Durães, Rafa, Otacílio, Taquinho, Batista, Lílian, Alex, Marcelo, Evandro, Marlos Ney Vidal, exemplos, entre outros tão raros, mudam os rumos da vida e fazem com que a gente tenha força e motivação para aprender sempre mais. Melhor e mais. Por tudo, obrigado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-5799435019287002201?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/5799435019287002201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=5799435019287002201&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/5799435019287002201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/5799435019287002201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/10/agradecimento.html' title='Agradecimento'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-AiVj3U6yy9s/ToiNi-G3ewI/AAAAAAAABb4/3ia0IOCi-8A/s72-c/lilianepelegrini.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1909617167319481141</id><published>2011-09-29T17:33:00.001-03:00</published><updated>2011-09-29T17:36:17.258-03:00</updated><title type='text'>Em breve, o nosso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-4aw98OhjwcQ/ToTWJI1u12I/AAAAAAAABbw/L2EEK1Bsjcs/s1600/enemybanner.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 364px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-4aw98OhjwcQ/ToTWJI1u12I/AAAAAAAABbw/L2EEK1Bsjcs/s400/enemybanner.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657882484364203874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1909617167319481141?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1909617167319481141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1909617167319481141&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1909617167319481141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1909617167319481141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/09/em-breve-o-nosso.html' title='Em breve, o nosso'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4aw98OhjwcQ/ToTWJI1u12I/AAAAAAAABbw/L2EEK1Bsjcs/s72-c/enemybanner.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1119384066790816727</id><published>2011-09-29T11:07:00.005-03:00</published><updated>2011-09-29T11:28:37.534-03:00</updated><title type='text'>Um inimigo do povo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-2OHJZ1cGvc0/ToR9xY02MqI/AAAAAAAABbo/npPDKvqI_cI/s1600/peninhawalmir.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 251px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-2OHJZ1cGvc0/ToR9xY02MqI/AAAAAAAABbo/npPDKvqI_cI/s400/peninhawalmir.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657785319315354274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por Rodrigo Constantino*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na peça Um Inimigo do Povo, escrita pelo  norueguês Henrik Ibsen no século XIX, vemos um homem com a coragem moral  de manter sua integridade e convicção apesar da enorme pressão popular  contra sua pessoa. Apesar dos exageros normais da dramaturgia, trata-se  de um caso interessante de um pensador livre, um indivíduo apenas,  combatendo a ignorância da maioria, e não cedendo nem mesmo sob o risco  de completo isolamento e até falência pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem  central da peça, Dr. Stockmann, após descobrir que os famosos banhos da  cidade estavam contaminados, esperava obter grande respeito e admiração  por parte dos demais habitantes. Afinal, sua descoberta mostrava os  riscos para a saúde de todos. Mas Stockmann ignorara os fatores  políticos e econômicos, já que os banhos eram a principal fonte de renda  da cidade. Aos poucos, mesmo seus supostos aliados, que declaravam  apoio pela frente, o atacaram pelas costas, se voltando contra ele. Toda  a cidade passou a repudiar o autor da infeliz descoberta, preferindo  ignorar os fatos, como se assim estes pudessem, num passe de mágica,  desaparecer. Dr. Stockmann agiu diferente, e mesmo que sozinho, sem  apoio, escolheu a verdade, e enfrentou a maioria. Acabou tachado como um  inimigo do povo, na tentativa de ajudá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o tenso  desenrolar da trama, Dr. Stockmann sofre inclusive a tentação de  suborno, mas nada deixa ficar entre os fatos e sua convicção moral. Após  refletir sobre a reação da maioria, Stockmann diz ter feito uma  descoberta ainda mais importante que a poluição dos banhos. Seria a  poluição moral da comunidade civil, calcada na mentira, na hipocrisia.  Ele passa a considerar o maior inimigo da verdade como sendo a maioria  compacta, que luta contra a razão individual. A covardia, a busca por  interesses, o medo, tudo isso impede a verdadeira independência de  pensamento, de busca da verdade. E com isso, Stockmann faz sua mais nova  descoberta: o homem mais forte do mundo é aquele que se sustenta  sozinho. Algo que nos remete ao recado de Schopenhauer, ao afirmar que  “quem tem de produzir o bom e o autêntico e evitar o ruim tem de  desafiar o juízo das massas e de seus porta-vozes e, portanto,  desprezá-los”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece claro que a inocência de Stockmann beira o  absurdo, e que sua convicção confunde-se com fanatismo até. Nenhum jogo  de cintura havia nele, nenhuma capacidade de flexibilidade. Stockmann  simplesmente não jogaria o jogo político do mundo, não iria  contemporizar. Cabe aqui nos questionarmos quem realmente consegue viver  apenas afirmando a total verdade sobre tudo, sem um mínimo de  hipocrisia, ou de “meias verdades”. Ou quem poderia ignorar por completo  quaisquer interesses, ou opinião alheia. De fato, Aristóteles já havia  dito que o homem é um “animal cívico”, que só se completa como homem na  polis. Ele nos lembra que “aquele que não precisa dos outros homens, ou  não pode resolver-se a ficar com eles, ou é um deus, ou um bruto”.  Stockmann talvez tivesse obtido melhores resultados com meios menos  puros, radicais. Na vida real, é muito raro encontrar alguém com tanta  convicção moral e independência, a ponto de ignorar por completo a  pressão da “massa ignorante”. Somos animais sociais, políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas  isso não anula, ao meu ver, a beleza e importância da mensagem de  Ibsen. Confrontar a falsidade geral, fugir da necessidade de pertencer a  um “rebanho bovino”, tendo que aderir a um pensamento monolítico,  faz-se crucial para qualquer indivíduo que ama a liberdade e a verdade.  Não seguir uma ditadura do “politicamente correto”, não depender da  aprovação alheia sempre, é um caminho necessário para pensadores livres.  Colocar a verdade dos fatos acima dos interesses imediatos é  fundamental para quem defende a honestidade. Mesmo que tal postura  reduza o grau de “sociabilidade” do indivíduo algumas vezes. Mesmo que  tais atitudes possam colocar um indivíduo íntegro como suposto inimigo  do povo, que tantas vezes prefere ignorar a verdade a ter que  enfrentá-la com coragem. No fundo, a Humanidade agradece a independência  de pensamento desses raros e corajosos indivíduos. Pode ser um tanto  idealista a imagem de um indivíduo seguro de si, convicto do seu dever  moral, enfrentar tudo e todos para defender nada mais que a verdade. Mas  é um idealismo que vale admirar, ao menos para reforçar o alerta contra  a ditadura do consenso. Afinal, como nos dizia o dramaturgo brasileiro,  Nelson Rodrigues, “a unanimidade é burra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;*Rodrigo Constantino é autor de cinco livros:  "Prisioneiros da Liberdade", "Estrela Cadente: As Contradições e  Trapalhadas do PT"", "Egoísmo Racional: O Individualismo de Ayn Rand"  ,"Uma Luz na Escuridão" e "Economia do Indivíduo: O Legado da Escola  Austríaca"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1119384066790816727?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1119384066790816727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1119384066790816727&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1119384066790816727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1119384066790816727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/09/um-inimgo-do-povo.html' title='Um inimigo do povo'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2OHJZ1cGvc0/ToR9xY02MqI/AAAAAAAABbo/npPDKvqI_cI/s72-c/peninhawalmir.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-3617406171779698039</id><published>2011-09-28T09:19:00.000-03:00</published><updated>2011-09-28T09:20:43.964-03:00</updated><title type='text'>Adolescência roubada repercute</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-_fWqts7KwaY/ToMRDpX3vAI/AAAAAAAABbI/yckBRSgoM_k/s1600/img%2B%25281%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-_fWqts7KwaY/ToMRDpX3vAI/AAAAAAAABbI/yckBRSgoM_k/s400/img%2B%25281%2529.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657384311250729986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E-mails, comentários na web, telefonemas e muita conversa na praça sobre a última coluna, intitulada “Adolescência roubada”. A suposta overdose da menina Geisiane Carolina da Silva Martins, de 17 anos, moradora da Vila Marimbondo, em Contagem, numa boate, precisa mesmo ecoar. A Antônia, de Betim, se diz estarrecida com os adolescentes que trocam as salas de aulas pelas baladas. Por telefone, desabafou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou mãe e tia. Na minha casa, na minha família, tem muita gente entre 15 e 20 anos. Todo mundo está atento. Tem que ficar. Porque o mundo de hoje não está para brincadeira. É acesso fácil demais à perdição. Os computadores e a internet facilitaram os estudos, é verdade, mas também favoreceram a criminalidade. Os bandidos de hoje estão agindo pelos celulares e nas redes sociais. Qualquer traficante pé de chinelo está no Orkut, no Facebook. Tenho um sobrinho que mostrou ao pai, meu irmão, uma página de recados falando de drogas em festas. Fiquei perplexa quando soube disso, Josiel. Lugar de criança, de adolescente, é na escola, é com a família. Continue escrevendo sobre o assunto. É um grande serviço à comunidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor, historiador e cozinheiro José Cláudio, o Cacá do blog Uai Mundo?, leitor amigo das antigas, comentou Bandeira Dois na internet: “É, meu caro Josiel, enquanto o padrão de nossa sociedade for a competitividade acima das relações coletivas, vamos ter problemas sérios de desvios mais do que já tínhamos antes. A desintegração familiar, a perda gradual do papel da escola como coadjuvante na educação do lar e mais esse monte de causas que você bem citou são fatores, no meu entendimento, que estão roubando nossa juventude. Hoje, vi uma criança de apenas 10 anos, aparentemente sem maiores transtornos, atirar numa professora e se suicidar em seguida. Isso é mais um sintoma do esgarçamento social. É de se lamentar, lamentar, lamentar, já que a população parece não mais disposta a se juntar em uníssono para solucionar os problemas que, de uma maneira mais ou menos grave, afeta todos. Abraços. Paz e bem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre uma corrida e um bate-papo, a turma do volante também compareceu. O Valdeir falou com a autoridade de quem enfrentou o problema cara a cara, em casa: “Minha caçula me deu muito trabalho no ano passado. Graças a Deus criou juízo depois da dura que a gente teve que dar nela. Tava de confusão com um menino do bairro, vagabundo, que não queria saber de trabalhar nem de estudar. O sujeito teve lá em casa com uma conversa atravessada, drogado. Tava levando a minha filha para o mundo do crack o infeliz. Depois desse dia, grudei nela. Passei a buscá-la na escola e fui conversar até com a diretora. Agora tá tudo bem, mas estou de olho e ela sabe disso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem filhos sabe bem das preocupações do Valdeir, bom pai, homem de regras e família. Daqui de Belo Horizonte, mesmo a distância, não dou trégua aos meus garotos, que moram com a mãe em Vila Velha, no Espírito Santo. Terra com índices de violência alarmantes. Não há fórmula pronta para a melhor proteção de nossas crianças e de nossos adolescentes. Existem pistas. E todas nos remetem às boas trilhas da educação, do trabalho, da família e da fé. Não necessariamente nessa ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 28/9/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-3617406171779698039?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/3617406171779698039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=3617406171779698039&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3617406171779698039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3617406171779698039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/09/adolescencia-roubada-repercute.html' title='Adolescência roubada repercute'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_fWqts7KwaY/ToMRDpX3vAI/AAAAAAAABbI/yckBRSgoM_k/s72-c/img%2B%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-8632362239638397832</id><published>2011-09-27T12:11:00.002-03:00</published><updated>2011-09-27T12:12:48.831-03:00</updated><title type='text'>Se tiver saída, fuja deste filme</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-y3OYl0etHO8/ToHnznM0zWI/AAAAAAAABbA/JVIJjwfN2i4/s1600/sem-saida-620.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-y3OYl0etHO8/ToHnznM0zWI/AAAAAAAABbA/JVIJjwfN2i4/s400/sem-saida-620.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657057480836173154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sem Saída (Abduction, EUA, 2011), escrito por Shawn Christensen, dirigido por John Singleton, com Taylor Lautner, Lily Colins, Alfred Molina, Michael Nyqvist, Jason Isaacs e Maria Belo é ruim de doer. Inacreditável que ainda se gaste tanto dinheiro, tempo e equipe técnica num filme sem pé nem cabeça assim. Justifica-se apenas para buscar no laço as menininhas fãs de Lautner, famoso pelo Jacob de Crepúsculo. O moço é de emoção zero na trama de hora e meia. É intérprete do tipo que gasta mais tempo nas academias de ginástica do que nas salas de estudo de interpretação. Galãs assim perdem tempo demais querendo ser bonitos do que com conhecimento para a construção de verdades. Difícil ir além do que dão conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar pelo roteiro, cheio de clichês (russos, Cia etc.), Sem Saída carrega a mão em lutas e perseguições inverossímeis, com interpretações canastríssimas, cheias de caras e bocas. Até nas escolas primárias de teatro, os candidatos mais miúdos ao mundo da arte da interpretação aprendem truques mais críveis do que os dispensados por Lautner ao adolescente adotado por agentes da inteligência americana. O ator franze demais o cenho e demonstra não ter a menor noção da diferença entre gesto e ação física. Ainda que os conflitos do roteiro de Christensen não colaborem e a direção de Singleton seja puramente comercial, Lautner podia ter segurado a onda e buscado composição mais humana. Faz-se herói demais, imbatível demais, posudo demais e cheio de moral. Parece não ter se livrado do poderoso lobo que o alçou ao estrelato. Saia, lobo, deste corpo que não te pertece!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-8632362239638397832?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/8632362239638397832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=8632362239638397832&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8632362239638397832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8632362239638397832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/09/se-tiver-saida-fuja-deste-filme.html' title='Se tiver saída, fuja deste filme'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-y3OYl0etHO8/ToHnznM0zWI/AAAAAAAABbA/JVIJjwfN2i4/s72-c/sem-saida-620.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-355027632230585668</id><published>2011-09-26T04:01:00.000-03:00</published><updated>2011-09-26T04:01:02.858-03:00</updated><title type='text'>Amigos até morrer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-n8j7fp-oYZc/Tn-ut30JohI/AAAAAAAABa4/ZGDpJsH2Uoc/s1600/tres%2Bamigos.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 313px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-n8j7fp-oYZc/Tn-ut30JohI/AAAAAAAABa4/ZGDpJsH2Uoc/s400/tres%2Bamigos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656431760100663826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Babu, Dimas e Marreco eram companheiros inseparáveis. A amizade entre os três mecânicos não era do tipo que se vê na superfície, nos latões de restos. Era coisa de raiz, de sangue, em pacto de infância, quando passaram o canivete pelos polegares e juntaram as mãos debaixo de abacateiro no Bairro Bonfim. “Amigos até a morte! Urrah”, juraram de frente para o famoso cemitério da Região Noroeste de Belo Horizonte. Nascidos no mesmo ano e vizinhos de muro, até se casaram com moças conhecidas na mesma época, pouco depois dos 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte no amor não é coisa que se triplica e cada um teve lá o seu dissabor. Sem filhos, Marreco e Dimas até que viviam mais ou menos felizes com suas patroas. Já Babu, no dia em que perdeu emprego na Fiat, chegou mais cedo em casa e pegou a mulher trepadeira com o entregador de pão. Pensou matar e morrer de amor, mas, com a ajuda dos confrades, superou o assombro. Ainda havia muito a fazer na companhia dos amigos-irmãos. Com muito em comum, o trio, chegado num carango, cuidava com dedicação de três Opalões brancos, de 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso atravessou o tempo. As chinelas e as bicicletinhas deram lugar aos carrões raros. Toda semana, desde os anos 1960, Babu, Dimas e Marreco se reuniam sob a copa que faz sombra e abacates nos limites do Bonfim. Foram muitas as madrugadas atravessadas no “Clube dos Mosquetas”, como batizaram o ponto. Crescidos, deixaram o bairro e cada um foi parar numa região. Ainda assim, não passavam semana sem se encontrar. A amizade para eles tinha tanto valor que, embora atuassem na mesma profissão – excelentes mecânicos de automóveis –, decidiram jamais trabalhar juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queriam qualquer tipo de aborrecimento entre eles. “Melhor assim. Pela amizade, cada um monta a sua oficina. Amigos até a morte! Urrah!”. Levavam tão a sério o pacto que se ajudavam em tudo. Babu, o menos favorecido, até chorou quando recebeu o cheque com a vaquinha de Dimas e Marreco. “Pronto, mosqueta! Agora você já pode colocar a oficina para funcionar sem ter que vender o Opalera”, disseram em abraço camarada: “Amigos até a morte! Urrah!”. A trancos e barrancos, nunca deixaram um mosqueta na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu que Babu, em noite de reunião, teve piripaque debaixo do chuveiro, sozinho em casa. Desde a decepção com a mulher, aos 48 anos, Babu não quis mais saber de rabo de saia morando com ele. Dez minutos de atraso foram suficientes para que Dimas e Marreco desconfiassem de algo. Em 40 anos de clube, nunca um mosqueta se atrasou. Partiram às pressas para o endereço do parceiro. Arrombaram a porta do barracão e encontraram o companheiro ausente sob as águas, no banheiro. Silêncio de dor e morte. Bastou troca de olhares para que os confrades decidissem o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secaram o corpo de Babu e o vestiram com seu melhor traje. Seguiram para o velho ponto da infância. Antes, passaram em loja de comes e bebes e fizeram compras para celebração de despedida. No Bonfim, sentados no meio-fio, reviveram os idos de traquinas. Ao som cassete dos Opalões, baixinho, com hits dos anos 1970, Dimas e Marreco revolveram lembranças até o raiar do dia. Sob o abacateiro, o cinquentão morto pareceu sorrir, quando ouviu bradarem os mosquetas: “Amigos até a morte! Urrah!”. Só se deram conta do sol, interrompidos pela rádio-patrulha, que queria explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 26/9/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-355027632230585668?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/355027632230585668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=355027632230585668&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/355027632230585668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/355027632230585668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/09/amigos-ate-morrer.html' title='Amigos até morrer'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-n8j7fp-oYZc/Tn-ut30JohI/AAAAAAAABa4/ZGDpJsH2Uoc/s72-c/tres%2Bamigos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-2535309822991627469</id><published>2011-09-21T10:52:00.001-03:00</published><updated>2011-09-21T10:59:06.840-03:00</updated><title type='text'>Adolescência roubada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-MHnOSKyCV6M/TnntDGrGt2I/AAAAAAAABaw/CaGLSh0Hu3o/s1600/baile_funk_tabajaras_lv00092-500x359.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 287px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-MHnOSKyCV6M/TnntDGrGt2I/AAAAAAAABaw/CaGLSh0Hu3o/s400/baile_funk_tabajaras_lv00092-500x359.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654811444727166818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muito triste a morte da menina Geisiane Carolina da Silva Martins, moradora da Vila Marimbondo, em Contagem. No domingo, a moça, de 17 anos, estava com uma irmã, de 13, na Boite Nitro, na Avenida João César de Oliveira. Deda, como era conhecida entre familiares e amigos, passou mal enquanto dançava na pista e morreu na ambulância, a caminho do hospital. As suspeitas são de que a menina tenha usado drogas. A família, revoltada, clama por justiça e exige que a polícia investigue a casa dançante. Para o pai, a mãe e a avó, Deda era apenas uma criança alegre que gostava de diversão. Os amigos da praça trouxeram o assunto à pauta do dia. Enquanto o corpo da menina era sepultado em Contagem, bravos do volante tentavam entender como uma menina pobre, de família humilde, tinha recursos para comprar cocaína. O Adelson nem precisou pensar muito para dar sua opinião: “São as más companhias. Tem sempre algum usuário ou traficante prontos para viciar alguém”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso dessa moça, a Deda, é lamentável que ela não estivesse na escola. Isso é opinião geral. Ainda tem a história do sonho de ser jogadora de futebol. “Quantas vidas de crianças e adolescentes de nosso Brasil não estão sujeitas a desvios e desfechos trágicos assim?” É a pergunta da Sueli, mulher, quase irmã, de convicções admiráveis no campo social. “Sei que há muitas campanhas contra as drogas. Mas, todos sabem, não são suficientes. A corrupção por grande parte de nossos políticos e a impunidade neste país têm relação direta com o avanço das drogas. Não tenho dúvidas disso. O Brasil é riquíssimo. Tanto que, mesmo com toda essa bandalheira da qual temos notícia, dá conta de crescer. Se os ladrões de dinheiro público tomassem jeito, sobrariam recursos para investimentos efetivos no combate às drogas. O que aconteceu com essa menina da Vila Marimbondo pode acontecer com qualquer um. Não é o primeiro caso e, infelizmente, não será o último”, diz a taxista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deda era aluna do 3º ano do terceiro ciclo do ensino fundamental da Escola Municipal Pedro Pacheco. Um grupo reconhecido por bom trabalho social, parceiro da Polícia Militar de Minas Gerais, por meio de Programa Educacional de Resistência à Drogas (Proerd). O Juliano, primo do Adelson, conhecia funcionários da escola por onde passou Geisiane. “O trabalho que eles fazem contra drogas e bullying é muito sério. Se essa moça tivesse continuado lá, a história seria outra”. Desde o ano passado, Deda não frequentava mais as salas de aula. Parece que se envolveu em briga com outros alunos. Estive na escola, no Bairro Santa Cruz. Pelos corredores do colégio, cartazes chamam a atenção de seus 850 alunos para a importância da família. Em 2010, Deda teve apenas sete presenças pontuadas no diário de classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci a Nayara Fernanda, estudante de direito, com quem Deda, até dois anos atrás, participava o mundo da bola. A moça recebeu a notícia da morte da prima com muita tristeza. “A gente tinha uma relação muito próxima. Depois que comecei a trabalhar, a gente acabou se distanciando um pouco. Deda é mais uma criança, vítima das áreas de grande exposição a graves problemas sociais”, lamentou. A estudante conta que há pouco mais de duas semanas teve conversa muito séria com Deda sobre escola, trabalho e futuro. Infelizmente, não deu tempo para dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 21/9/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-2535309822991627469?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/2535309822991627469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=2535309822991627469&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/2535309822991627469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/2535309822991627469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/09/adolescencia-roubada.html' title='Adolescência roubada'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MHnOSKyCV6M/TnntDGrGt2I/AAAAAAAABaw/CaGLSh0Hu3o/s72-c/baile_funk_tabajaras_lv00092-500x359.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-6782446150602125791</id><published>2011-09-20T08:55:00.002-03:00</published><updated>2011-09-20T09:00:18.368-03:00</updated><title type='text'>A caminho do paraíso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-hraJAA1FHZ4/TniAQCprvrI/AAAAAAAABao/ZmOZBsQEegQ/s1600/amorproibido1.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 278px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-hraJAA1FHZ4/TniAQCprvrI/AAAAAAAABao/ZmOZBsQEegQ/s400/amorproibido1.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654410345241624242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Beatriz, menina ainda, se viu num triângulo amoroso que não podia acabar bem. Prometeu seu coração ao Leonardo, mas seu amor quis o Fabinho, com quem sonhou ter filho. Leo, rapaz mulherengo e cheio de complicações com drogas, mãe e padrasto. Já o Fabinho, trabalhador, foi obrigado a pegar cedo no batente. Pequeninho, aos 8 anos, já ajudava a vender galinhas em bairro da Zona Norte de Belo Horizonte. Os dois amigos, embora crescidos e criados juntos, tinham visões bem diferentes de futuro. O envolvimento da Bia com o Leo começou no dia em que ela comemorou 15 anos, num churrasco oferecido pelo pai. A mãe dela, dona Silvia, até que compareceu, mas não ficou. Não aguentou ver o ex-marido feliz da vida com a nova companheira. A aniversariante não deu mole para a tristeza e, entre gente querida, cedeu às insistentes investidas do Leo, vizinho de portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sofreu horrores foi o Fabinho. Reservado, órfão de mãe, morando apenas com o pai, vigilante noturno, guardou a dor em silêncio. Amigo mais próximo do Leo, ainda teve que ouvir conversa para boi dormir por telefone: “Véi, ela tá doidinha... Só não rolou ontem, depois da aula, porque o “bagaça” tá sem trampo e, agora, fica todo dia lá, colado na velha. Tentei levar a mina pro quarto, mas o filho dele tava lá. Tá foda dividir o quarto com o pivete”. E ainda, sabendo que o pai do Fabinho passa as noites fora de casa, foi mais longe: “Aí... arruma um esquema pra eu ir com ela pra sua casa. Quebra essa!”. Fabinho não arrumou esquema, mas não amarrou o quarto para o Leo. E assim, durante quase um ano, foi na cama dele, que a Bia teve o quadril surrado pelo amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o sofrimento da situação o amor só aumentou. Vai entender. Fabinho vivia de saudades da mãe, levada por câncer dos mais violentos. Bia, sempre perfumada, deu novo cheiro de mulher à casa. Já que o “seu” Miguel, doído, depois que perdeu a esposa jamais foi visto acompanhado. Desde que Leo e Bia passaram a “ficar”, Fabinho até engatou uns rolos para tentar tapear os sentimentos. Mas, no fundo da alma, só havia lugar para a colega de sala, comprometida com o amigo ordinário e pegador. Além da Bia, havia lista de dezena de ficantes. Quando tentou levar outras moças para a casa do Fabinho: ouviu, na lata: “Não! Só a Bia!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a pilantragem do Leo, a mentirada em cima da Bia foi até longe demais. No dia em que completaram dois anos de sexo, a menina resolveu dar basta ao desaforo. Soube da boca de conhecida, arrependida, que se viu obrigada a abortar feto do sujeito. “Seu namorado é um monstro! Te conto essa pra não acontecer o mesmo com você”, disse a vizinha, na manhã de prantos. Horas depois, ouviu a confirmação da boca do próprio infeliz: “Foi bobeira dela. Parou de tomar remédio. Você sabe que não gosto de camisinha”. Fabinho estava na sala, tentando estudar, quando ouviu o primeiro palavrão dito por Bia, aos berros. A moça, fora de si, também plantou a mão na cara do canalha. Pausa na amizade do trio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mês depois, Bia e Fabinho se encontraram na padaria. “Um sorvete? Topa?”, ela convidou. “Por que não!?”, respondeu o moço, sorrindo, feliz com a oportunidade. Do passeio ao romance, um orgasmo. Na sala. Ela não quis o quarto. “Foi a melhor vez de toda a minha vida”, suspirou no sofá. Deixou a casa tão apaixonada que nem se importou quando soube que, daquele encontro, havia ficado grávida. Fabinho juntou economias e, com o apoio do pai, reformou a casa para receber Bia: “Casa comigo?” No bairro, corria em boca miúda: “Nasceram um para o outro”. Véspera do compromisso em cartório, no portão de Bia, armado, Leo, o ex, aparece para “lavar a honra”. Dois tiros na barriga e um na cabeça da noiva. “Não com meu amigo, vagabunda!” Fabinho, em frangalhos, jurou de morte o assassino, de quem nunca mais se teve notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 19/9/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-6782446150602125791?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/6782446150602125791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=6782446150602125791&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6782446150602125791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6782446150602125791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/09/caminho-do-paraiso.html' title='A caminho do paraíso'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-hraJAA1FHZ4/TniAQCprvrI/AAAAAAAABao/ZmOZBsQEegQ/s72-c/amorproibido1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-7721331607057600324</id><published>2011-09-14T07:51:00.002-03:00</published><updated>2011-09-14T07:57:16.620-03:00</updated><title type='text'>Do buraco só se sai para cima</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-sOIG9XmB1E0/TnCIWsSHDnI/AAAAAAAABag/g-oYTc7JqW4/s1600/Larry-Crowne-2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-sOIG9XmB1E0/TnCIWsSHDnI/AAAAAAAABag/g-oYTc7JqW4/s400/Larry-Crowne-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652167455775592050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não é novidade entre os leitores de Bandeira Dois que, neste quintal, fala-se muito de filmes. Enquanto os botecos vivem lotados, aqui chapamos o melão nos cinemas. Cada um na sua praia. Sem preconceitos ou discriminações.  Larry Crowne - o amor está de volta, com Tom Hanks e Julia Roberts, é a boa fita da semana. Fred, Gabriela, Violeta e eu fomos lá, no domingo, prestigiar a comédia romântica americana de conteúdo, dirigida pelo próprio Tom Hanks. Nem preciso dizer que sou fã desse ator-diretor há tempos. Ele chamou a minha atenção desde o filme Splash - uma sereia em minha vida, de 1984, no qual divide a cena com a bela Daryl Hannah. De lá para cá, Tom Hanks me emocionou em vários trabalhos. Para citar apenas cinco, quem não se lembra do show do moço em Filadélfia (1993), Forrest Gump, o contador de histórias (1994), Náufrago (2000), À espera de um milagre (1999) e O terminal (2004)? Todos inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha humilde opinião de fã e cinéfilo amador, Larry Crowne, em cartaz na cidade, é obra bem menor do que as cinco citadas acima. Não tem a força poética ou a genialidade de seus roteiros e direções. Ainda assim, Larry Crowne, sem dúvida, merece nossa audiência. Trata-se de um recorte muito bem alinhavado dos tempos áridos da economia dos EUA. O filme conta a história de um sujeito muito trabalhador e gente boa que perde o emprego por não ter diploma de curso superior. E isso, justamente no momento em que esperava receber mais um título de “funcionário do mês”. Arrasado com a demissão, Larry – personagem de Hanks – batalha por nova colocação. Sem sucesso, decide voltar a estudar e sua vida ganha novo rumo na faculdade. Faz novas amizades na escola e se apaixona pela professora de oratória, Mercedes Tainot, vivida por Julia Roberts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí, nada de mais. Ingredientes bem comuns ao cinemão americano. O diferencial está na quantidade de coadjuvantes bem construídos, como vizinhos e colegas de classe. Há um professor japa, Dr. Matsutani (George Takei), fazendo bom humor até com o que parece não ter graça. Mas entre os papéis secundários, o destaque fica por conta de Gugu Mbatha-Raw. Uma atriz inglesa de 28 anos, descoladíssima, que vive na trama uma estudante, melhor amiga de Larry. São muitos os bons momentos do filme, alcançados pelos parceiros de Tom Hanks e Julia Roberts. De melhor, o pano de fundo: a força para a superação das dificuldades que se descortinam ao longo da nossa vida. Sejam no campo pessoal, sejam no campo profissional. Os americanos sabem falar disso. A mensagem está lá: não importa o seu drama, o certo é que com trabalho você pode dar a volta por cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Larry Crowne é uma espécie de recado de fé e esperança ao povo americano, que, nos últimos anos, tem visto ruir o poder econômico da maior potência do mundo. Do lado de cá, ainda que em mínima escala, entendo bem essa mensagem. Já até escrevi em nosso Aqui, texto intitulado “A arte de sair do buraco”, alinhavado numa fase difícil, quando, mais uma vez, aos trinta e tantos anos de vida, passava por maus bocados. Em português mais claro, bem popular, é aquela história de que “há males que vêm para o bem”. Cruzar os braços, chorar e viver de lamentar o passado é coisa para os fracos. Às vezes, como no filme do Tom Hanks, é preciso perder o chão para aprender a sair do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 14/9/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-7721331607057600324?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/7721331607057600324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=7721331607057600324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7721331607057600324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7721331607057600324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/09/do-buraco-so-se-sai-para-cima.html' title='Do buraco só se sai para cima'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-sOIG9XmB1E0/TnCIWsSHDnI/AAAAAAAABag/g-oYTc7JqW4/s72-c/Larry-Crowne-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-2120169526111182944</id><published>2011-09-12T11:42:00.005-03:00</published><updated>2011-09-12T11:50:57.052-03:00</updated><title type='text'>O ladrão Antanael e a mula Rouge</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-fNxkOlouoVo/Tm4bX_3OyqI/AAAAAAAABaY/d9LRKW_KB4c/s1600/creditos_vivo_jegue03.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 390px; height: 306px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-fNxkOlouoVo/Tm4bX_3OyqI/AAAAAAAABaY/d9LRKW_KB4c/s400/creditos_vivo_jegue03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651484681490582178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na falta de juízo e noção do feito, o pedreiro Antanael, de 21 anos, catou a mula Rouge em fazendinha de Montes Claros para fugir de serviço sujo na casa do doutor Lautrec, na Região Norte de Minas. O sujeito, ladrão de ocasião, nem é de todo mal. Falta-lhe apenas o tempero da inteligência e do bom senso, que costuma fazer bem ao bom cidadão. Também estava carente de prata, já que, à toa, Antanael não descolava troco honesto há mais de mês. Levado pela famigerada má influência, não deu ouvidos aos conselhos diários da boa mãe, com quem morava: “Olhe com quem tu anda, meu filho. Olhe bem com quem tu anda!”. Dona Amaralina, linha-dura e fervorosa, sabia o que estava dizendo. Tanto que bastou o filho se meter com o bando do Baita para os bons modos ganharem o rumo do xilindró.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro com os maus elementos, claro, não foi na escola – lugar de toda a gente de futuro. Foi na rua, tarde da noite, nos becos da falta do que fazer da inutilidade humana. O Baita, tipo agigantado, na companhia do Meiometro, chegou no pedreiro, maroto, na maciota:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aê, fi! Tô te fragando… tá osso, hein!?&lt;br /&gt;– Mais ou menos.&lt;br /&gt;– Tem um servicinho mole aí… quer?&lt;br /&gt;– Que tipo?&lt;br /&gt;– Do tipo sem violência. Pulo do gato. Fraga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antanael não era lá tão inocente. Entendeu logo a proposta e topou ficar encarregado em vigiar a casa do Dr. Lautrec, enquanto Baita e Meiometro faziam a “limpeza”. A bandidagem já sabia que o doutor estava em viagem com a família. Depois, era só dividir o lucro. “Fácil”, pensou o pedreiro. Foram na caminhonetinha velha do Meiometro. E, conforme combinaram, o plano seguiu. O gigante e o anão, lá dentro, limpando geral, e, no entorno do sítio, o Antanael de prontidão pelo sucesso da empreitada. A furreca já estava abarrotada de eletrônicos, talheres de prata, jóias e objetos de decoração, quando as luzes de propriedade vizinha, se acenderam. Antanael, esperto, avisou aos comparsas, que saíram da casa às pressas. Debaixo dos braços, o gigante tinha uma geladeira e uma TV de 42 polegadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na caminhonetinha, de dois lugares, não cabia mais um alfinete. Meiometro fez deu a partida aos berros de anão: “Vambora! Vambora, Baita!”. O gigante deixou a geladeira na varanda, colocou a TV na cabeça do Antanael e ordenou: “Dá no pé, fi! Racha fora! Vai, vai, vai!!!” Motorizados, só o grandão e o nanico. O pobre do Antanael, com a TV na cabeça, teve que fugir nas patas. Numa fazendinha vizinha, a mula Rouge admirava o raiar do dia e mascava capim fresco. Quando se deu conta já estava montada pelo Antanael com a televisão na cabeça. “Vamo, fia! Pelo amor de Deus!! Corre!!!” O animal bem que tentou dar uma força ao ladrão em fuga, mas foi só ganhar a estradinha, quilômetro dali, para perder velocidade e deixar o Antanael em maus lençóis. A polícia chegou sem pressa para o flagrante. Na delegacia, Dona Amaralina foi visitar o filho pela manhã. Decepcionadíssima, esbravejou: “Animal, animal!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 12/9/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-2120169526111182944?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/2120169526111182944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=2120169526111182944&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/2120169526111182944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/2120169526111182944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/09/o-ladrao-antanael-e-mula-rouge.html' title='O ladrão Antanael e a mula Rouge'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fNxkOlouoVo/Tm4bX_3OyqI/AAAAAAAABaY/d9LRKW_KB4c/s72-c/creditos_vivo_jegue03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1793503838831206936</id><published>2011-09-08T09:02:00.001-03:00</published><updated>2011-09-08T09:10:43.581-03:00</updated><title type='text'>Leitores em defesa da educação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-S-uqfZrNolw/TmiwojcIdBI/AAAAAAAABaQ/PmvbHyc7B_M/s1600/educacao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 269px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-S-uqfZrNolw/TmiwojcIdBI/AAAAAAAABaQ/PmvbHyc7B_M/s400/educacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649959943290778642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Que tal um ‘Kit-educação?”, coluna publicada na semana passada,  movimentou  a caixa-postal de nossa Bandeira Dois. A Luciene, de  Varginha, no Sul de Minas, comentou: “Não tenho dúvidas de que o maior  problema de nosso país é a falta de educação, que reflete nas urnas a  cada eleição, Josiel. E como a maioria de nossos políticos só está no  poder por causa da ignorância do povo, infelizmente, vai ser difícil  reverter essa situação”. Falou tudo, Luciene. Assino embaixo de todas as  suas letras. O leitor Fernando, morador do Bairro Palmeiras, na Região  Oeste de Belo Horizonte, também escreveu para o Aqui: “Josiel, sempre  passo no ‘nosso quintal’, e só pra variar, a coluna de hoje, bate com o  que penso, e pratico na vida. Também acho que está faltando educação e  outras coisas mais ao ser humano de hoje, como solidariedade, bom senso,  humildade...&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Quando ‘sofro’ dentro de um ônibus, vejo a falta  de cavalheirismo dos jovens e até dos adultos, que atropelam as pessoas  pra entrarem na frente; os namorados que se assentam e deixam a  namorada em pé... Sentam-se no canto e deixam a moça na beirada... Minha  mulher acha que estou ultrapassado e que, hoje, as coisas são  diferentes. Mas, aprendi que educação cabe em todo lugar! E as  palavrinhas mágicas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumiram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voce conta histórias  do ‘Velho Botelho’ me vem na cabeça o meu ‘Velho Juvercino’: super  rigoroso, com pouco estudo, mas colocou os sete filhos no caminho do  bem. Sempre disse que ‘o que é seu, é seu, e o que é dos outros, é dos  outros’!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha uns sete anos, num sábado a tarde, meu  pai, cuidando da construção de nossa casa, me mandou buscar um pão de  meio quilo (lembra-se?) e um litro de leite. Deu-me uma nota de dez  cruzeiros. Ao receber o troco do comerciante, percebi que ele me  devolveu junto a nota de dez que eu havia dado a ele. Peguei o troco,  embolei-o na mão e voltei correndo pra casa. Ao chegar, devolvi a meu  pai o troco e disse, satisfeito, achando que fiz vantagem e o certo, que  o moço me deu a nota de dez de volta. Na sua simplicidade, me mandou  voltar na mercearia, devolver a nota ao comerciante e dizer que eu não  havia percebido o erro, mas que ele viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me disse ainda, que,  no domingo, iria lá tomar uma cerveja e confirmaria com o moço se eu  havia devolvido a nota! Nem precisava desse aviso final, né!? Claro que  voltei, e o moço ficou tão satisfeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim também ensinei a  meus filhos, e eles também são assim, graças a Deus! Josiel, aproveita e  faz uma campanha pelo bom senso no uso dos faróis a noite, porque o que  tem de gente abusando do farol alto, e o que tem de carro e ônibus com  faróis desregulados: um alto, outro baixo, não tá no gibi! Desculpe o  tamanho da mensagem, e obrigado pelo espaço!” Está dado o recado,  Fernando! Valeu, Luciene! Neste quintal de papel, sintam-se em casa  fértil para as sementes das boas ideias. É assim em nosso Aqui, terreno  de compromisso e de responsabilidade com o leitor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 8/9/11&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1793503838831206936?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1793503838831206936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1793503838831206936&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1793503838831206936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1793503838831206936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/09/leitores-em-defesa-da-educacao.html' title='Leitores em defesa da educação'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-S-uqfZrNolw/TmiwojcIdBI/AAAAAAAABaQ/PmvbHyc7B_M/s72-c/educacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-3072975908083989038</id><published>2011-09-05T09:34:00.002-03:00</published><updated>2011-09-05T09:41:30.589-03:00</updated><title type='text'>O chupa-cabra é filho do capeta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-fAl4o9kOoq4/TmTDZtdg2-I/AAAAAAAABaI/S7LDdE6O83o/s1600/CHUPA%2BCABRA%2BEUA.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 285px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-fAl4o9kOoq4/TmTDZtdg2-I/AAAAAAAABaI/S7LDdE6O83o/s400/CHUPA%2BCABRA%2BEUA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648854679096974306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O homem, com raríssimas excessões, amigo leitor, é raça muito da ordinária. Há quem diga até que não há jeito que se dê nesse animal pensante. Etelvina, cidadã brasileira, cinquentona, mãe de família, diarista, boa pagadora de taxas, impostos e tudo o mais, está profundamente decepcionada com a espécie bípede que pensa, anda e fala. “Ô, racinha, senhor! Ô peste!” Não é para menos, depois de ficar injuriada com a absolvição de uma tal Roriz pela Câmara dos Deputados em Brasília, flagrada aceitando propina em filme amador que rodou meio mundo, foi a vez de “irmão” vizinho tentar rapar a poupança suada da Etelvina na boca de caixa eletrônico da periferia. “É o Chupa-cabra, minha senhora”, disse o policial, solidário com a decepção da cidadã. Cara a cara com o marginal, velho conhecido do bairro, Etelvina pediu para ficar a sós com o sujeito. “Cinco minutos”, liberou o delegado. A dona, religiosa, tristíssima com a situação, quis ela mesma interrogar o safardana:  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt;– Chupa-cabra? Que coisa feia! Por que, meu filho? Vi você crescer lá na rua, na igreja. Sua mãe é uma pessoa tão boa. Seu pai tinha tanto orgulho de você. Seu nome é tão bonito. Agora essa: Chupa-cabra. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt;– Conta lá em casa nem na igreja não, dona Etelvina. Pelo amor de Deus!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt;– Agora todo mundo já sabe, moço. A imprensa tá aí na delegacia. Só falam no Chupa-cabra. Logo você, que me parecia ter tanto juízo. Lá em Brasília, tudo bem, bandidagem não é novidade mesmo… agora, um irmão da minha comunidade. É muito triste.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt;– A gente não usa arma não. A gente só puxa o barbante, aí vem o envelope. Nunca peguei num revólver. Nunca, dona Etelvina. E quem paga a conta é o banco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt;– Mas não tá certo roubar, meu filho. Você sabe disso! Pensa bem!? Roubar? Ficou maluco! A gente tem que trabalhar, dar duro com honestidade, para ficar em paz com Deus e com a nossa consciência. Me dê sua mão, Jorielsvaldomiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt;O policial ganhou a sala e encerrou o assunto: “Acabou o tempo, senhora!” Segurando as mãos algemadas do pilantra, a evangélica esticou o minuto e fez oração a Deus pela alma de todos os homens de calças, gravatas e saias, embrenhados no mundo do crime. Fez o policial dar a mão e orar também para dar mais força ao culto improvisado, a três. Respirou profundamente duas vezes, deu as costas para o “irmão” e, antes de cruzar a porta, voltou-se em frase assombrosa: “Chupa-cabra! Isso é coisa do capeta!”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="line-height: normal;"&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 5/9/11&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-3072975908083989038?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/3072975908083989038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=3072975908083989038&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3072975908083989038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3072975908083989038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/09/o-chupa-cabra-e-filho-do-capeta.html' title='O chupa-cabra é filho do capeta'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fAl4o9kOoq4/TmTDZtdg2-I/AAAAAAAABaI/S7LDdE6O83o/s72-c/CHUPA%2BCABRA%2BEUA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-7185655894836889160</id><published>2011-08-31T10:39:00.005-03:00</published><updated>2011-08-31T10:49:02.279-03:00</updated><title type='text'>Que tal um "Kit Educação"?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-1O5pya8pRP8/Tl46sjzuCiI/AAAAAAAABaA/V8GjvA4QbMU/s1600/escola.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-1O5pya8pRP8/Tl46sjzuCiI/AAAAAAAABaA/V8GjvA4QbMU/s400/escola.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647015519970003490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não dá para virar as costas para a onda de violência que esculacha as  escolas de todo o país. Nem é necessário ser caçador de notícias, leitor  assíduo de jornais e sites jornalísticos das grandes redes de  comunicação, para ficar sabendo da falta de respeito por parte de alguns  alunos das redes públicas e particulares de ensino. Está na boca do  povo. Em Belo Horizonte e Região Metropolitana são muitos os casos de  violência contra educadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, em Contagem,  imagem de adolescente de 15 anos, agredindo diretora com chute,  estarreceu o Brasil. O que se viu, segundo quem convive com o drama da  falta de educação nas escolas, é pouco perto do que se vê diariamente.  São muitas as reclamações de amigos professores que já não sabem mais o  que fazer para lidar com a situação. "Ano passado, teve até um  professor assassinado por um aluno numa escola de bacana, próxima à  Praça da Liberdade", relembrou Adelson, domingo, durante o  aniversário do Pedrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turma, apesar do clima de festa pelos 50  anos do amigo boa praça, tirou um tempinho para debater assunto sério,  pelo futuro de nossos filhos e, também, dos filhos de nossos filhos. "Educação é coisa séria. Não dá para tratar o assunto como vemos  por aí. Sou de uma época em que os professores eram tratados como  mestres. Havia um regime de disciplina exemplar. Na minha classe,  lembro-me bem, ai de quem desse um pio em sala de aula enquanto nosso  mestre passava a lição no quadro. A gente até tinha que levantar a mão  para pedir permissão para falar", relembra o aniversariante,  ex-aluno da Escola Municipal Santos Dumont, em Santa Efigênia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a  Sueli, que estudou no Marconi, não era diferente: "Até nosso  uniforme tinha que estar sempre limpinho e bem passado. Na época, não  entendia. Hoje, vejo claramente que o uniforme alinhado era apenas  reflexo da boa postura que todo aluno devia manter", comenta a boa  companheira de batente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problemas de indisciplina sempre  existiram, é verdade. Mas eram casos isolados, resolvidos, quase sempre,  com uma advertência simples. Quando muito, em caso extremo, uma  suspensão bastava para que o baderneiro tomasse jeito de gente correta,  de juízo. No nosso grupo, entre os 15 com mais de 35 anos, ninguém  testemunhou expulsões ou situações de desentendimento grave, envolvendo  alunos e educadores. Os tempos eram outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação na escola  era a extensão da boa educação recebida em casa e vice-versa.  Lembro-me, quando criança, das boas lições do velho Botelho. Numa  ocasião, no jardim, ganhei uma caixa pequena de lápis de cor de uma  coleguinha. Quando cheguei em casa, feliz da vida com o presente, meu  pai viu a caixinha e ficou uma fera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou que eu a tivesse  roubado. Nem Jesus para fazer o velho Botelho acreditar que era um  agrado da Camila. O coroa linha dura só sossegou no dia seguinte, ao  ouvir o sorriso da mãe da bela confirmando o mimo. Ainda ganhei um  carinho da dona Edna. Tem coisas que a gente não esquece na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;País  sem educação não tem futuro. Alguém tem dúvidas disso? Está passando da  hora de discutirmos com mais seriedade a questão da falta de limites  por parte de nossas crianças. Em Brasília, falam em kit isso, kit  aquilo. Que tal, senhores, um kit Educação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 31/8/11&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-7185655894836889160?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/7185655894836889160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=7185655894836889160&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7185655894836889160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7185655894836889160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/08/que-tal-um-kit-educacao.html' title='Que tal um &quot;Kit Educação&quot;?'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1O5pya8pRP8/Tl46sjzuCiI/AAAAAAAABaA/V8GjvA4QbMU/s72-c/escola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-6781014976535478956</id><published>2011-08-29T12:39:00.001-03:00</published><updated>2011-08-29T12:46:45.975-03:00</updated><title type='text'>Bob Boca de Aço</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-0l5dmElt4WI/Tlu0TncWcLI/AAAAAAAABZo/Na6kgyL--7k/s1600/inocencia.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 259px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-0l5dmElt4WI/Tlu0TncWcLI/AAAAAAAABZo/Na6kgyL--7k/s400/inocencia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646304806937456818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O pequeno Bob, de 5 anos, provocou reboliço em Iaras, cidade do interior de São Paulo, quando foi intimado a depor na Seccional Sul, especializada em crimes da pesada. Bob é acusado de ter mordido a mão da professora Mary, que obteve licença médica e foi buscar paz em praia do Guarujá. Ela não quis falar com a imprensa. Os moradores do conjunto habitacional da Rua Mike Tyson, esquina com Evander Holyfield, onde vive Bob Boca de Aço, também se recusam a comentar o ocorrido. O acusado chegou a delegacia acompanhado da mãe, Sally, bailarina. “Mãe, pode deixar que resolvo essa parada”, disse Bob, diante do mal-encarado agente Big Dog, um armário de dois metros, braço direito da chefia. “Ok, filho. Qualquer coisa, mamãe está aqui”, disse a bela mulher, sentada na antessala do departamento de polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Big Dog e Boca de Aço seguiram lado a lado até a sala do delegado. O pequeninho batia pouco acima dos joelhos do gigante. Juntos, cruzaram corredor sombrio entre celas abarrotadas de bandidos de todos os tipos. Bob e seus olhinhos esverdeados tremeram na base, mas não deixaram transparecer. “Ufa”, suspirou o pirralho, aliviado, ao vencer o trajeto. Big Dog segurou a vontade de rir. O delegado Aranha, homem de regras e jogo duro, estava a esperar. Com seu idefectível bigodinho paulista, puxou o interrogatório:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Então, é o senhor o famoso Bob Boca de Aço!?&lt;br /&gt;– Bob. Só Bob. Boca de Aço é apelido.&lt;br /&gt;– Apelido? Por que?&lt;br /&gt;– Por causa dos meu dente. Olha só…&lt;br /&gt;– Deixe-me ver… hum… mas só tem quatro.&lt;br /&gt;– Tô trocando. Minha mãe disse que vai nascer mais.&lt;br /&gt;– Entendo... Bebe alguma coisa? Um toddy?&lt;br /&gt;– Não, obrigado! Minha mãe meu deu um yakult. Quer?&lt;br /&gt;– Tem mais aí no bolso?&lt;br /&gt;– Tenho. O senhor pode querer. Tenho dois.&lt;br /&gt;– Então, vou experimentar. Posso?&lt;br /&gt;– Pode. O senhor é legal.&lt;br /&gt;– Obrigado. Bob… a professora Mary disse que você não foi legal com ela.&lt;br /&gt;– Foi sem querer. Tem que beber de uma vez… assim… Não é bom?&lt;br /&gt;– Muito bom. Mas ela ficou com quatro marquinhas na mão… seus dentes?&lt;br /&gt;– Ela entrou na frente. Era o Billy quem eu queria morder. O senhor gosta dos Smurfs?&lt;br /&gt;– Smurfs? Billy é seu amigo?&lt;br /&gt;– Era. A gente tá brigado. É. Os Smurfs. Minha mãe vai me levar no cinema agora.&lt;br /&gt;– Legal. Por que você e Billy estavam brigando, Bob?&lt;br /&gt;– Esqueci. Se o senhor quiser, pode ir com a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era tarde. Aranha liberou Bob sem demora para que ele não perdesse o filme. Sally sorriu ao ver o filho, feliz, voltar no colo do homem da lei. “Cuide bem do Boca de Aço aqui, senhora!”, disse o delegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 29/8/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-6781014976535478956?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/6781014976535478956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=6781014976535478956&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6781014976535478956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6781014976535478956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/08/bob-boca-de-aco.html' title='Bob Boca de Aço'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0l5dmElt4WI/Tlu0TncWcLI/AAAAAAAABZo/Na6kgyL--7k/s72-c/inocencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-4187475039708968707</id><published>2011-08-24T08:29:00.002-03:00</published><updated>2011-08-24T08:37:44.135-03:00</updated><title type='text'>A árvore da vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-CqmZAOX3WL0/TlThf0OSqqI/AAAAAAAABZg/uriq0dHRP5Q/s1600/A-%25C3%2581rvore-da-Vida.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-CqmZAOX3WL0/TlThf0OSqqI/AAAAAAAABZg/uriq0dHRP5Q/s400/A-%25C3%2581rvore-da-Vida.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644384169712855714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho um nó na cabeça, desde que fui levado pela Violeta para ver um  filme muito curioso. O mais intrigante que já vi em toda a minha vida.  Desde então, não penso em outra coisa. Caramba! O filme é cabeça demais.  Seu realizador, um tal Terrence Malick, é doido além da conta. É  admirável a sua visão da existência. &lt;p&gt;Vimos muita gente deixar  o cinema. De fato, não é obra fácil de suportar. Tem ritmo e jogo de  imagens muito particulares, daqueles que só os filmes de arte conseguem  imprimir. O Adelson vive me zoando: “Você, Josiel, é meio metido a  besta. Perde tempo demais com coisa que não é do nosso mundo”.  Sinceramente, Adelson, você ainda não me convenceu de nada, de nenhum  assunto, sobre o qual conversamos, que não seja do nosso mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo,  amigo, absolutamente tudo pertence ao nosso mundo. Para nós, seres  pensantes, não há questão que nos proíba a opinião. Alguns passam a vida  a filosofar nos botecos. Eu, você sabe, gosto de me embebedar de  cinema. E esse “A árvore da Vida” me chapou o melão. Trata-se de uma  reflexão teológica e filosófica sobre a existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação do  homem com o pai, com a natureza, com o Criador. A origem davida e seus  efeitos, num poema imagético musicado por temas clássicos. O movimento  das câmeras e o tratamento das imagens são diferenciais que provocam  estranhamento aos que curtem apenas as fitas mais comuns. Um jovem  acompanhado por grupo de amigos, não escondeu sua insatisfação com o  filme e saiu da sala dizendo: “Sei lá, véi. É artístico demais. Não  gostei”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo ainda, moço, para gostar do que pode  parecer estranho. Caro leitor, companheiro fiel de Bandeira Dois, se há  uma coisa que a idade traz é a tolerância com o desconhecido. Disso, não  tenho dúvidas. O mais incrível é que o filme parece ter sido feito para  as minhas convicções mais íntimas e mais sagradas. Na minha cabeça,  ainda que miúda, Deus e natureza se confundem na força criadora de todas  as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascimento e morte, para mim, são duas partes de um  único sistema. O que nos faz crer que nossa vida tem mais valor do que a  vida de outro ser vivo qualquer? Luz e sombra, água e fogo, o sim e o  não, o céu e a terra. Tudo, acredito, tem a sua razão de ser. O grande  desafio é saber lidar com tudo o que se opõe ao que estamos dispostos a  acreditar. Recuso-me a fazer render o assunto da religião no mundo com  toda a ignorância, com toda a cegueira, que o tema produz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “A  árvore da Vida”, na minha mínima compreensão, o sagrado está na força  da vida, não no que determinam e fazem regras os homens. Violeta e eu  deixamos o cinema com a cabeça nos dois caminhos apresentados por  Terrence Malick, Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain e companhia: o  da graça e o da natureza. O da graça é o caminho de Jó, o da fé  inabalável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo e qualquer coisa como uma bênção do Criador. Já  a natureza, contra a qual é inútil revoltar-se, é o rumo do  entendimento de que tudo o que ela produz é para alimentar a si mesma.  Todas as nossas boas e más ações fazem parte elementar e têm efeito no  movimento do universo. Uma viagem no abismo do infinito? É possível.  Contudo, uma única certeza: pensar é a diferença que nos resta.  Pensemos, então!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 24/8/11&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-4187475039708968707?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/4187475039708968707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=4187475039708968707&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4187475039708968707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4187475039708968707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/08/arvore-da-vida.html' title='A árvore da vida'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CqmZAOX3WL0/TlThf0OSqqI/AAAAAAAABZg/uriq0dHRP5Q/s72-c/A-%25C3%2581rvore-da-Vida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-6217007608311127290</id><published>2011-08-22T11:07:00.002-03:00</published><updated>2011-08-22T11:14:36.514-03:00</updated><title type='text'>A viagem da mãe morta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-lK8t5GlIM9A/TlJkOUYTuXI/AAAAAAAABZY/fXUwJR9hm7c/s1600/prisioneiro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 282px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-lK8t5GlIM9A/TlJkOUYTuXI/AAAAAAAABZY/fXUwJR9hm7c/s400/prisioneiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643683480200264050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu de a mãe do Kiko morrer com ele em cana por crime besta. Por  absoluta falta de juízo e má influência, o trocador desempregado topou  parada errada e invadiu casa de bacana em condomínio de afortunados.  Azar de principiante, Kiko e seus comparsas foram escolher logo a  residência de casal de empresários com relações muito estreitas na  polícia. Não podia terminar diferente. Dias depois do assalto: cadeia. O  bando ainda nem havia repartido o “lucro” quando foi grampeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  mãe do Kiko, dona Jandira, não se conformou com a notícia: “Meu filho!  Não! Não é possível”, chorou tristíssima, no interior, ao saber da má  conduta do rebento. Por ocasião da condenação, em Belo Horizonte, a  artesã estava presente. Viu quando seu moleque, de 23 anos, cabisbaixo,  chorou de vergonha e arrependimento. “A vida é dura, dona Jandira. Quem  anda errado, mais cedo ou mais tarde, aqui ou do lado de lá, acaba  acertando suas contas. Seu menino em breve vai voltar pra casa. Isso vai  fazer bem pra ele, a senhora vai ver. Agora, ele vai ter tempo de  pensar na vida”, disse o Assis, advogado parente, homem de regras,  verdades e de poucas concessões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Vale do Jequitinhonha, com o  coração partido, Jandira seguia a moldar suas bonecas de barro. Mesmo a  quase mil quilômetros de distância, não deixava de visitar o filho uma  vez por mês, sempre no domingo. Na primeira visita, segurou as lágrimas  ao ver o moço de cabeça raspada, muito mais magro e sem um dos dentes da  frente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que fizeram com você, meu filho?&lt;br /&gt;– Nada, mãe. É muito calor aqui. Cortei o cabelo pra dar menos trabalho.&lt;br /&gt;– E sua boca? Tá machucada...&lt;br /&gt;– Cai. Foi nada não. Escorreguei no pátio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo  ficou guardado com dona Jandira, que prometeu ao filho, no primeiro  domingo de cada mês, ao menos, trazer-lhe um pouco de companhia. E  assim, juntaram-se meses até que, de tristeza, talvez, quis o coração da  mãe parar de bater à véspera do domingo de agosto. O parente advogado,  vizinho, tudo fez para conseguir a liberação do Kiko para velar a mãe.  Não conseguiu. Então, em respeito à vontade de dona Jandira, o bom Assis  levou ele mesmo o caixão até o presídio. Lá, Kiko teve os 15 minutos  mais sofridos de toda a sua vida para se desculpar com a mãe morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 22/8/11&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-6217007608311127290?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/6217007608311127290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=6217007608311127290&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6217007608311127290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6217007608311127290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/08/viagem-da-mae-morta.html' title='A viagem da mãe morta'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lK8t5GlIM9A/TlJkOUYTuXI/AAAAAAAABZY/fXUwJR9hm7c/s72-c/prisioneiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-6132598685492855081</id><published>2011-08-17T08:06:00.001-03:00</published><updated>2011-08-17T08:14:38.837-03:00</updated><title type='text'>No rastro dos garotos sem juízo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-j8E-3doIlw4/TkuikHbW48I/AAAAAAAABZQ/0m8Us3bQ9B8/s1600/carros%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-j8E-3doIlw4/TkuikHbW48I/AAAAAAAABZQ/0m8Us3bQ9B8/s400/carros%255B1%255D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641781699564463042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sou homem do volante e posso dizer de carteira: há um prazer fora de  comum no mundo das rodas. Basta dizer que, para os homens, são os  carrinhos, ao lado da bola, os brinquedos mais populares desde os tempos  de berço. Os meses se somam aos anos e, na maioria das vezes, os  efeitos dos automóveis de mentira ganham raízes para toda a vida. O  Wanderley, companheiro de praça, cinquentão, que o diga: desde moleque  cuida de coleção de centenas de miniaturas de carrinhos de todos os  modelos, cores e tamanhos. Há muito tempo quero escrever sobre a paixão  do homem pelos carros, mas outros assuntos mais urgentes vivem a  ocupar-me as linhas. No último domingo, Dia dos Pais, depois de conversa  em família com amigo policial sobre duas Ferraris apreendidas pela  Receita Federal, decidi dedicar folha de papel pautado ao tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu  amigo, primo, que aqui vamos chamar Mustafá, está no rastro de alguns  garotos ricos que andam pintando e bordando nas noites, em alta  velocidade, por avenidas de Belo Horizonte. Especialmente, na Nossa  Senhora do Carmo, sentido Belvedere. Sei bem do que ele disse. Eu mesmo,  nas últimas semanas, já fui cortado várias vezes por carrões importados  em altíssimas velocidades ali, nas proximidades do Bairro Sion. Mustafá  disse que não vai sossegar enquanto não ajudar a enquadrar essa  garotada irresponsável que desrespeita as leis de trânsito, colocando em  risco a vida dos outros. “Quer correr? Vai ser profissional nas pistas  próprias para isso. O país está mesmo precisando de bons pilotos. Mas  nas estradas e vias urbanas é que não dá para ser”, disse inflamado o  Mustafá, homem das leis e das boas regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa foi tema do  dia porque todos na casa do pai do Mustafá estavam encucados com o  mistério das duas Ferraris clonadas, de documento único, que estavam  circulando em Belo Horizonte. “Tenho certeza, Josiel, de que não são de  um único dono. O documento é um só, mas um bacana clonou outro bacana,  pode estar certo. Você não é capaz de imaginar o que esse povo cheio da  nota, que não tem mais onde colocar dinheiro, é capaz de fazer para ter  um carrão desse. É como um vício para muita gente. Eles disputam entre  eles quem é capaz de ter mais ou de fazer a maior loucura. Mania da  gente rica, maluca por superesportivos. Vai além da nossa imaginação.  Isso está muito distante do nosso mundo, pobres mortais que somos. Sei  como este povo é porque já tive oportunidade de conversar com alguns.  São inacreditáveis. É assunto sem fim para a Receita Federal”, afirmou o  experiente homem da lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa rendeu e o que pareceu comum  à toda família presente é que gostar de carro não é problema nenhum.  Todos os homens presentes – 14 pais e filhos – são grandes apreciadores  de carros. O Wanderley, por exemplo, tem 27 Ferraris muito bem cuidadas  na palma da mão. A questão é a ilegalidade. E o mais grave: os malucos e  imprudentes playboys que pisam fundo no acelerador, transformando suas  máquinas em armas letais em potencial. Para o Mustafá, investigador  desde 1990, gente assim é tão criminosa quanto qualquer outro condenado a  ver o sol nascer quadrado. “Lugar de bandido, pobre ou rico, é na  cadeia. Tem que ser assim. Mas neste país, o que se vê, na maioria dos  casos, é a impunidade”, indigna-se o bom policial. Está certo o Mustafá.  Carro mata. Não é brinquedo. Só a bela coleção do Wanderley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 17/8/11&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-6132598685492855081?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/6132598685492855081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=6132598685492855081&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6132598685492855081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6132598685492855081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/08/no-rastro-dos-garotos-sem-juizo.html' title='No rastro dos garotos sem juízo'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-j8E-3doIlw4/TkuikHbW48I/AAAAAAAABZQ/0m8Us3bQ9B8/s72-c/carros%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1015735746319135078</id><published>2011-08-15T12:30:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T12:38:40.728-03:00</updated><title type='text'>A menina e o pivete</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-BQeurwQ7-YQ/Tkk85jDCV9I/AAAAAAAABZI/AySNh0rnNw4/s1600/PREVENIR%2B%25C3%2589%2BMELHOR.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 331px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-BQeurwQ7-YQ/Tkk85jDCV9I/AAAAAAAABZI/AySNh0rnNw4/s400/PREVENIR%2B%25C3%2589%2BMELHOR.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641106967616444370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nágila nasceu mesmo para fazer diferença no mundo da pouca novidade no plano da pessoa. Moça boa estava ali, a pensar na vida, pelas bandas de canteiro de obras no cruzamento das avenidas Cristovão Colombo e Getúlio Vargas. Já era fim de tarde de poeira baixa em sábado de movimento sem graça. A menina tinha acabado de levar fora do namorado ciumento por bobagem besta, dessas comuns aos que beiram os vinte e poucos anos de idade. “Você dá mole demais. Aí os caras caem matando. Não gosto de mulher estrambótica. Me dá o capacete! Fui!”, disse o mané, mordido com o sucesso que a moça fazia por onde quer que passasse. Nem olhou para trás e picou a mula, de motoca, sentido Nossa Senhora do Carmo acima, rumo o Bairro Santa Lúcia. “Estrambótica?”, perguntava-se, triste, enquanto o garoto mimado se ia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estrambótica?”. Sem condução, Nágila desceu Cristovão Colombo a pé, com o pensamento nas grimpas, chateada com o panguá. Afinal, gostava do sujeito de verdade. Não era para menos: primeiro namorado sério, depois de cinco anos de rolo doído, à distância, com americano que conheceu em intercâmbio. “Estrambótica?”, continuava a pensar alto. Enquanto caminhava a esmo, a garota catou o celular amarelo na bolsa para pesquisar dicionário no aparelho. Lá, encontrou o significado da palavrinha que tanto lhe martelava. Na ponta dos dedos matou o enigma: “Extravagante, fora do comum, singular”. Sorriu, já que não era algo tão ruim assim de ser. No fundo, a balconista de loja chique do shopping até sabia que, de fato, de comum não tinha nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nem pensava no fulano da moto, quando deu de cara com pivetão mal-encarado, com a mão por baixo da camisa furada: “Perdeu, tia! Passa o celular! Rápido! Senão, dou um tiro! Um tiro!”, ameaçou. Nágila não perdeu calma, controle nem simpatia: “Sem nenhum problema! Tome. Olhe, é seu. Pode ficar. Mas, será que você, caso não se importe, é claro, não poderia me dar o meu chip? É que os números dos telefones de todos os meus familiares e amigos estão nesse chip. Será que você poderia fazer isso pra mim? Please, please!”, sorriu sorriso lindo, estrambótico, para o pivetão, que, certamente, não estava acostumado a ser recebido com tanta cordialidade e educação. O “please”, então, com aquele inglês impecável, charmoso, da Nágila bateu no fundo da consciência do moleque, que já se preparava para dar no pé com o aparelho malocado. O pivetão encarou fundo a vítima e mandou papo num diálogo reto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ô tia… Tome o celular. Pode ficar. Você me desculpa, viu!?&lt;br /&gt;– Não. De jeito nenhum. Ele agora é seu. Eu só quero o chip, se você não se importar, tá!?&lt;br /&gt;– Não, tia. É sério, sô. Quero mais ele não. Tô até com vergonha porque você é muito legal.&lt;br /&gt;– Você é que está sendo legal me dando o chip. Aqui, só um minuto… já tô quase conseguindo.&lt;br /&gt;– Não precisa mais não, Tia. É sério!&lt;br /&gt;– Pronto! Você não está me roubando. Estou dando ele pra você. Tome. Vai com Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O moleque chegou em casa no aglomerado da Serra e olhou diferente para os cinco irmãos pequenos e para a mãe barriguda ao fogão. Lembrou a bela e boa Nágila e prometeu com o sussurro da alma estudar e trabalhar para vencer na vida. O celular amarelo guardou como recordação do dia em que aprendeu a ser gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 15/8/11&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1015735746319135078?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1015735746319135078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1015735746319135078&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1015735746319135078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1015735746319135078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/08/menina-e-o-pivete.html' title='A menina e o pivete'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-BQeurwQ7-YQ/Tkk85jDCV9I/AAAAAAAABZI/AySNh0rnNw4/s72-c/PREVENIR%2B%25C3%2589%2BMELHOR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1243696261254395868</id><published>2011-08-11T08:19:00.005-03:00</published><updated>2011-08-11T08:26:54.846-03:00</updated><title type='text'>Bombeiros: heróis do Brasil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-HUSqqpz3ads/TkO8H7OEgsI/AAAAAAAABZA/Sc0NcISo-yg/s1600/bombeiro.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-HUSqqpz3ads/TkO8H7OEgsI/AAAAAAAABZA/Sc0NcISo-yg/s400/bombeiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639558002739806914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: lucida grande;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Fui ao cinema ver &lt;i style=""&gt;Capitão América&lt;/i&gt;. Não podia deixar de assistir ao meu herói preferido dos quadrinhos em grande produção. Não sei bem o porquê da predileção, talvez pelo super escudo que sempre me impressionou pra burro. Incrível aquele escudo, não!? Parece um bumerangue mágico protetor. Era menino em Santa Efigênia, quando ficava no quintal brincando com o tampão da lata de lixo. Meu pai, um dia, vendo aquilo, ficou tão sensibilizado que me deu uma fantasia, com escudo e tudo. E isso fora de época. Não era Natal, meu aniversário nem Dia das Crianças. Na época, o Brasil ainda vivia sufocado pelo regime militar. Disso, fui saber depois. A famigerada ditadura fazia e acontecia lá fora e eu, em casa, guri, enfrentando vassouras, mesas e cadeiras. Anos mais tarde, fui entender porque o velho Botelho tinha tanto pavor das forças armadas.&lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: lucida grande;font-family:times new roman;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A gente cresce e a cabeça da gente ganha novas ideias. Pouco mais crescido, fiquei pensando porque o Brasil também não tinha o seu Capitão América – já que os capitães de futebol nunca foram grandes heróis para os que me são caros. Hoje, então, menos ainda, com essa dinheirama que corre solta no mundo da bola. Mas isso é outra conversa. O fato é que a história de super-herói fazia a minha cabeça e isso durou ainda algum tempo. A pergunta continuava: onde estavam os super-heróis brasileiros? O velho Botelho, pai sempre muito atento, decidiu dar uma força e me levou para conhecer o batalhão do Corpo de Bombeiros. Foi uma emoção muito grande, aos 12 anos, conhecer o caminhão da corporação. Ali, para mim, naquela tarde, conheci heróis de verdade. Aí, saí de lá com plena convicção de que se no Brasil houvesse um Capitão América, ele, certamente, seria do Corpo de Bombeiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: lucida grande;font-family:times new roman;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: lucida grande;font-family:times new roman;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Toda esse hitória, resgatada na memória, voltou a me pulular os pensamentos depois de assistir ao novo &lt;i style=""&gt;Capitão América&lt;/i&gt;. Confesso que esperava bem mais do filme. Chega a ser bobo em muitos momentos – ou será reflexo da minha alma adulta envelhecida? Vai saber. No entanto, serviu-me especialmente para reviver os tempos de criança. A questão do patriotismo carregado que há no filme nem me incomoda. Natural. Em plena Segunda Guerra, não seria diferente para os americanos. Já a maioria dos brasileiros não sabe ser patriota e sabemos bem disso. Inacreditável que nossa bandeira e nossas cores tenham mais força apenas por meio dos esportes. Aqui, “Orgulho de ser brasileiro” é coisa da publicidade. Triste isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: lucida grande;font-family:times new roman;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: lucida grande;font-family:times new roman;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Violeta tem razão quando diz que o Capitão América do Brasil é o Capitão Nascimento. E isso fica ainda mais evidente no filme &lt;i style=""&gt;Tropa de Elite 2&lt;/i&gt;. O país precisa mesmo de um herói como o personagem da ficção do cineasta José Padilha. Para a bela e letrada Violeta, herói por essas bandas só mesmo um sujeito de coragem, honesto, que vai à luta para combater toda essa podridão que faz uso indevido de dinheiro público e faz piada o pobre trabalhador brasileiro. Por enquanto, caro leitor, só na ficção. Contudo, sigo na fé. Desculpe-me, Violeta, mas para mim, os heróis brasileiros continuam sendo os bombeiros de Minas, que, este mês, festejam seu centenário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;&lt;span style="font-family: lucida grande;font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 10/8/11&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1243696261254395868?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1243696261254395868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1243696261254395868&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1243696261254395868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1243696261254395868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/08/bombeiros-herois-do-brasil.html' title='Bombeiros: heróis do Brasil'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HUSqqpz3ads/TkO8H7OEgsI/AAAAAAAABZA/Sc0NcISo-yg/s72-c/bombeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-6927774505263361163</id><published>2011-08-09T07:13:00.003-03:00</published><updated>2011-08-09T07:19:48.333-03:00</updated><title type='text'>O tempo das flores</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-V0hrke2yxdM/TkEJohZvy5I/AAAAAAAABYw/xoqvmjCAYhg/s1600/relogiofloral.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-V0hrke2yxdM/TkEJohZvy5I/AAAAAAAABYw/xoqvmjCAYhg/s400/relogiofloral.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638798800210348946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;Desde que Antúrio e Margarida tiveram a menina Rosa, os tempos são  outros no Bairro Bom Jardim. O casal de funcionários públicos, velhos  namorados, foram escolhidos pelo Criador para trilha diferenciada,  voltada apenas para o que tem valor no mundo das recompensas. Diferentemente  daqueles que podem viver os pecados tão comuns à existência, Antúrio e  Margarida têm olhos e intenções voltados para a qualidade de vida da  filha Rosa. Rosinha é portadora de doença rara. Uma criança entre centenas de milhares nasce assim, com problema neuromuscular que a impede os movimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De  início, lá no fim dos anos 1980, o primeiro encontro de Antúrio e  Margarida já anunciava caminho diferente. Foi amor à primeira vista, com  poesia e cenário de novela. Em Copacabana, durante o verão. Os  pais de Margarida, filhos de cariocas, sempre gostaram muito de visitar a  família no Rio de Janeiro. Já Antúrio, mineiro de Poços de Caldas, no  Sul de Minas, estava na cidade pela primeira vez. Participava de um  grupo em excursão, reunido pelo grêmio do Estadual Central, onde  estudava em Belo Horizonte. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Margarida, sentada na pedra,  estava a escrever poemas, quando o moço de mesma idade, 18, desgarrado  da turma, hipnotizado pelo mar, pensou alto: “Que bonito isso!”. Antúrio  não conhecia o mar. Também, timidíssimo, jamais havia namorado na vida.  Participou de beijo único numa colega de sala certa vez. “Um desastre”,  segundo ele. Nada mais. Ali, diante de toda aquela água bela, o  formando do ensino médio – na época chamado segundo grau –, de olhos  bem fechados e braços abertos, se encantou com o sopro salgado do vento.  Margarida, que, até então, não havia sido notada, também pensou alto:  “Bonito isso”. Dali, mais tarde, escreveu: “O menino e o mar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião, foi ela a puxar assunto: “Você é de Minas?”. Ele respondeu que sim. “Sabia. Toda vez que vejo um garoto imitando o Cristo, de braços abertos, aqui na pedra, penso: “Só pode ser mineiro”. Risos. Falante,  Margarida ganhou ali o coração do garoto tímido. Contou-lhe que também  morava em Belo Horizonte e que estava na casa dos avós. Trocaram  telefones e boas impressões. Não passou mês para que firmassem namoro. O  casamento veio oito anos passados, depois de encaminhados no trabalho:  ele advogado, ela economista.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pequena Rosa nasceu em 2001. Com a  doença rara da pequeninha, o amor que ambos tinham era muito e aumentou. “Infelizmente, ela não deve completar um ano de vida”, disse  o médico, na lata. Em oração, os dois conversaram com Deus e pediram  força. Antúrio e Margarida decidiram, então, fazer relógio de  flores no quintal da casa, construída no Bairro Bom Jardim, em homenagem  a filha. Lá, para a família, as horas passam no tempo das flores.  Rosinha vai muito bem, com 10 anos e feliz com o futuro.P.S. Para  Leonardo, Márcia e Aninha, aqui, ficam votos de muita força, saúde e  alegria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;P.S. Para Leonardo, Márcia e Aninha, aqui, ficam votos de muita força, saúde e alegria&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 8/8/11&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-6927774505263361163?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/6927774505263361163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=6927774505263361163&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6927774505263361163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6927774505263361163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/08/o-tempo-das-flores.html' title='O tempo das flores'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-V0hrke2yxdM/TkEJohZvy5I/AAAAAAAABYw/xoqvmjCAYhg/s72-c/relogiofloral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-8186917316016445453</id><published>2011-08-06T19:10:00.005-03:00</published><updated>2011-08-06T19:38:38.339-03:00</updated><title type='text'>De Aninha, a lição de vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-8oZ_RXiyhc4/Tj2-37O8v3I/AAAAAAAABYo/glcxB760Ejk/s1600/aninhajuarezrodrigues.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 264px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-8oZ_RXiyhc4/Tj2-37O8v3I/AAAAAAAABYo/glcxB760Ejk/s400/aninhajuarezrodrigues.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637872176540204914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estão no coração os segredos da vontade inabalável de viver da menina  Ana Luisa Vieira Santos Moreira, de 10 anos. Portadora de atrofia  muscular espinhal (AME) – diagnosticada quando era bebê –, Aninha  emocionou cerca de 200 profissionais de saúde em palco do Ouro Minas  Palace Hotel, na tarde de ontem. Difícil não se tocar com o depoimento  da mocinha, participante de um painel com nome rebuscado: “O outro lado  da moeda: vivência de uma criança usuária de ventilação não invasiva”. A  pequena cadeirante precisou apenas dos olhos e da voz ao microfone para  sensibilizar organizadores e integrantes da V Jornada de Pneumologia e  Alergia Pediátrica, promovida pelos hospitais João Paulo II e Felício  Rocho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastaram 15 minutos de fala para que a palestrante  arrebatasse a atenção do médico Miguel Ramalho, de Portugal, que do  palco a convidou, sem pestanejar, para encontro internacional. Tão  representativa e arrebatadora a performance, que em 2014 Aninha vai a  Barcelona com a família para voltar a falar sobre sua trilha de  superação e esperança. A relação da estudante e blogueira com o futuro é  bastante particular. Pequeninha, aos 6 meses de idade, seguramente sem  entender quase nada sobre caminhos, teve o prognóstico sombrio de que não  completaria um ano de vida. O pai, naturalmente, se revoltou: “Deus,  você brigou comigo?”, relembra o advogado Leonardo Drumond ao descrever  sua primeira reação. Dez anos passados, com o sorriso aberto, conclui:  “Foi no primeiro momento, somente. Depois, o sentimento foi de batalha,  de luta, para dar qualidade de vida para a minha filha. De fazer o  melhor possível para ela”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe, Márcia Vieira, também teve  conversa séria com o “criador” quando recebeu a notícia: “Deus, é esta a  minha missão? É isso mesmo? Então, vou fazer o melhor. Mas você vai ter  que me ajudar!”, pediu ao “pai”. E Ele, segundo a economista, não a  desamparou por um momento sequer. “Ele não só tem me ajudado, como tem  me carregado no colo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Não faltam razões para que Márcia esteja realmente feliz com o amigo lá  de cima, senhor de todos os céus. A filha está bem e tem determinação  admirável: “No futuro, pretendo ser grande cientista”, disse Aninha,  durante a apresentação cuja espontaneidade infantil contrastava com a  exibição de conteúdos em programa de computador. Com força e convicção,  proferiu para todo mundo ouvir: “Não deixo de ser feliz”. Arrancou risos  até dos chorões da plateia quando falou que não gosta de ser vista com  olhos de peixe morto. Nem de parecer “extraterrestre” ao outro. Criticou  o preconceito. Para a mãe, fiel escudeira: “Somos iguais. De forma  diferente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É uma menina fantástica, com uma força muito grande.  Ela é o ponto alto do evento”, afirmou o médico Wilson Rocha,  especialista em pneumologia pediátrica, coordenador de serviços do  Hospital Infantil João Paulo II. “Você já viu o blog dela?”, perguntou a  mãe. Desde o final de junho, Aninha empresta suas ideias ao blog O  jardim secreto da Aninha (&lt;a href="http://blog.educacional.com.br/flordeaninha/"&gt;http://blog.educacional.com.br/flordeaninha/&lt;/a&gt;)”. Lá, solo virtual ilustrado por coraçõezinhos, flores e  crianças cadeirantes, a estudante da 5ª série do Instituto Metodista  Izabela Hendrix, fã de Justin Bieber, faz da internet ferramenta para  celebrar a vida, contar as piadas prediletas e compor poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  amigos não desperdiçam a oportunidade de fazer do site lugar para  contato e mensagens de força. Entre tantos comentários de carinho está o  de Ione de H. Botelho: “Aninha, adorei seu blog, as flores encantam  nossos olhos e alegram o mundo, mantenha seu olhar para o lado bonito do  mundo e se deixe encantar, aprecie as obras do artista Monet, seus  jardins são encantadores como o seu. Beijos”. Nesta semana, o seguidor  João Basílio compareceu: “Aninha, adorei conhecer o seu blog, foi seu  pai quem me mostrou. Acho que agora descobri qual é o jardim mais bonito  que existe: é o coração de uma criança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerais - Jefferson da Fonseca Coutinho - 6/8/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fotografia: Juarez Rodrigues)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-8186917316016445453?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/8186917316016445453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=8186917316016445453&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8186917316016445453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/8186917316016445453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/08/de-aninha-licao-de-vida.html' title='De Aninha, a lição de vida'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8oZ_RXiyhc4/Tj2-37O8v3I/AAAAAAAABYo/glcxB760Ejk/s72-c/aninhajuarezrodrigues.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1370426969927904513</id><published>2011-08-05T08:01:00.004-03:00</published><updated>2011-08-06T19:27:55.536-03:00</updated><title type='text'>Antes da justiça, a morte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-tHrHo6rX_Ik/TjvPF8e7klI/AAAAAAAABYg/HLFSSMkM-s0/s1600/justi%25C3%25A7a.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-tHrHo6rX_Ik/TjvPF8e7klI/AAAAAAAABYg/HLFSSMkM-s0/s400/justi%25C3%25A7a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637327059626463826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="font_change"&gt;       &lt;div id="abanoticia" style="display: block;"&gt;Data venia, até que  se podia imaginar a costureira Laureci Gonçalves de Oliveira, de 52  anos, dar seu último suspiro num tribunal de Justiça. Batalhadora desde  menina, findar seus dias por causa trabalhista diante de uma juíza. Não  pelo dinheiro, apenas, mas para dialogar direitos de mais de década  trabalhada em confecção de Minas Gerais. Em estado terminal, acometida  por câncer no pulmão e complicações cardiovasculares e cerebrais,  Laureci compareceu bem cedo à 19ª vara, em Belo Horizonte. Na  quarta-feira, antes das 9h, era importante o esforço, já que era dia de  alta – afinal, não estava no Hospital Luxemburgo nem no Mário Penna,  onde vivia em tratamento de tempos em tempos. Assim, ficaria desobrigada  de presença no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cadeira de rodas, na companhia dos  irmãos Epaminondas e Rosângela, com o sopro que lhe restava, a  profissional de corte e costura aguardou com calma a audiência,  antecipada em duas semanas, visto a urgência de sua condição de saúde.  “Conseguimos antecipar do dia 18 para o dia 3 de agosto. Infelizmente,  não deu tempo”, disse o advogado Fernando José de Oliveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  juíza e seus colaboradores, é importante dizer – há muitas testemunhas  –, tudo fizeram para poupar mais esforço por parte da reclamante. Como  os 15 dias já pareciam não bastar, tamanha fragilidade física da doente,  era preciso puxar a fração da hora. “Diante disso, foi informado que a  audiência seria realizada tão logo fossem comunicadas as presenças  necessárias”, diz a ata. O documento oficial registrou também: “Às 9h30,  o advogado da reclamante informou ter se comunicado com a reclamada, a  qual lhe disse não ter recebido a notificação pelo fato de ter havido  equívoco na indicação do número de seu apartamento”. Acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  juíza, sensibilizada, quis ajudar. Mobilizou assistentes para tratar a  particularidade, o inusitado. Era preciso correr contra o tempo: o  susto, o mal-estar, e, rapidamente, Laureci precisando de amparo médico.  Tudo indicava que a costureira não encararia mais a outra parte, para  quem trabalhara, ausente pelos tropeços tão comuns no plano das  correspondências jurídicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Socorro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cuidados dos funcionários do tribunal impressionaram bastante o  advogado de Laureci, veterano, de 71: “O pessoal da secretaria foi de  uma presteza admirável”. O drama da família, ali, e o assombro anunciado  da perda iminente marcaram sobremaneira o doutor Fernando. O Samu foi  chamado às pressas para socorrer a costureira. Corre-corre e  movimentação de toda a boa gente de alma e coração no edifício do Bairro  Barro Preto, na Região Centro-Sul da capital. A equipe médica também  foi acionada. Alessandra, secretária de audiência, socorrista, fez  respiração boca a boca e massagens no peito da mulher. O casal de  irmãos, doído, nada mais podia fazer no vazio do abraço partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Minutos  depois, os profissionais médicos deram por encerradas as tentativas de  reanimação, concluindo pela morte da paciente. Sensibilizados, foram  suspensos os trabalhos da secretaria. Registra-se a total assistência  dos funcionários desta secretaria”, diz o documento. Minuto de silêncio.  Processo suspenso até que novo representante legal seja nomeado para  levar o assunto adiante. Por telefone, voz miúda, exausta por dois dias  em claro por conta de velório e sepultamento, Epaminondas quer saber  para que a entrevista. “Um registro.” O comerciante decide ceder, então,  um minuto a mais de sono perdido: “Laureci era dinâmica e trabalhadora.  Muito justa. Gostava sempre de ponderar, de estar atenta ao que é certo  e o que é errado. Deixa amizades sérias e verdadeiras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laureci  se foi, sem deixar filhos. Descansa agora, no Cemitério da Paz. Para a  família, diminuída, aparada pelas costuras do destino, fica a saudade,  que começou a apertar cedo, antes mesmo da hora de partir. Para o  tribunal, ainda que com os seus bons juízes, assistentes e socorristas,  apenas mais um processo à espera de justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerais - Jefferson da Fonseca Coutinho - 5/8/11&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;                                                                                                             &lt;span id="coment_user"&gt;  &lt;/span&gt;    &lt;style&gt;.share { width: 623px; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(252, 252, 252); padding: 5px 0pt; margin: 20px auto; border: 1px solid rgb(192, 206, 219); }.share_tit { background: none repeat scroll 0% 0% rgb(76, 126, 177); font-size: 15px; font-weight: 700; font-family: 'trebuchet ms',arial,verdana; color: rgb(255, 255, 255); margin: 0pt 5px 5px; padding: 5px; }.addthis_button_compact { margin: 0pt 0pt 0pt 10px; }.share a { margin: 0pt 30px 0pt 5px ! important; color: rgb(76, 126, 177); }.addthis_button_compact { margin: 0pt 0pt 0pt 5px ! important; border-left: 1px solid rgb(76, 126, 177) ! 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Chamou de mau gosto e indelicada a postura do sujeito, pseudo-humorista, que invandiu o funeral da menina morta. Por essas bandas, terras de Minas, a repercussão foi grande. Bem maior do que muitos podiam imaginar. Foram muitos os e-mails de leitores que entenderam total desrespeito e “triste fim do humor brasileiro” – disse Maria Helena Borges, professora em Uberlândia – a falta de criatividade desses programecos da tevê aberta.     &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Luís Henrique, comerciante em Valadares, desabafou: “Você disse bem, Josiel, ao relembrar Mazaropi e Grande Otelo, na minha opinião os melhores de todos os tempos. &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Mas nem precisa ir tão longe, é só falar do &lt;i style=""&gt;TV Pirata&lt;/i&gt;, por exemplo, que fazia um humor completamente diferente desses que a gente vê hoje. É uma vergonha isso que está aí e que chamam de programa de humor. E as rádios também vão para o mesmo caminho. Nem tenho ido mais ao teatro de tão ruim que tenho achado esse povo que diz que é comediante e que fica contando piada, fazendo graça com o que não tem a menor graça. Lembro-me de um espetáculo que vi do Rogério Cardoso, a&lt;/span&gt;í &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;em Belo Horizonte. Faz&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; muito tempo. Aquilo sim, era humor. Ele sozinho no palco e a plateia toda feliz da vida”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;É, Luís Henrique, o Rogério Cardoso era mesmo genial. Lembra-se dele na&lt;i style=""&gt; Escolinha do Professor Raimundo&lt;/i&gt;? Ele roubava a cena. Mais mensagem: Edgar Caetano, de Luz, escreveu: “Bom-dia, Josiel. Sou leitor de sua coluna, dificilmente não leio uma. Você disse muito bem sobre a atual fase do humor brasileiro. Principalmente, de alguns programas em específico. Uma tristeza. Chega a ser desagradável com o telespectador. Mas, fazer o quê? Não é mesmo!? Só nos resta não assistir a essas idiotices. Se você quer rir, sorria com as reportagens do Eli Aguiar e suas tiradas espontâneas. Simples, sem ofender os outros. Garanto que é melhor que muito programa de humor por aí. Um abraço, muita saúde e paz para você e seus familiares”. Obrigado, Edgar. Seja bem-vindo e faça uso deste quintal. Luz é terra de gente muito querida. Tenho grande amigo nascido na região: o músico e jornalista Augusto Pio. Grande abraço.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lessandro F. Teixeira enviou e-mail bacana e fez alguns importantes comentários. O primeiro é que considerou uma grande injustiça da minha parte não citar o Ronald Golias. E tem toda razão. Deixo aqui as minhas desculpas. O Golias foi, de fato, um dos maiores humoristas de todos os tempos. O leitor escreveu ainda: &lt;span style=""&gt;“Realmente, é um absurdo o que esse impostor fez no velório da Amy. &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Desrespeitando o velório daquela maneira, considero que desrespeitou toda a humanidade. Houve um grande desrespeito também à religião judaica, pois, para protagonizar aquela palhaçada, com todo respeito aos verdadeiros palhaços, ele utililzou de maneira debochada o "quipá", que é um símbolo sagrado do judaismo, o qual todos devemos respeitar”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; Por último, Lessandro quis saber se o disco que ganhei do meu filho, citado na coluna, era fruto de pirataria. Não, caro Lessandro. Veio de CDs originais para uso doméstico por parte de um pai caipira e cheio de saudade. &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Meu abraço!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 3/8/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-3695053093658200063?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/3695053093658200063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=3695053093658200063&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3695053093658200063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3695053093658200063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/08/ainda-sobre-amy-winehouse.html' title='Ainda sobre a Amy Winehouse'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6q2OP6Vn4V8/TjlGXJlbrdI/AAAAAAAABYY/mj8cyj5ja1Q/s72-c/amy1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1022700451679575774</id><published>2011-08-01T09:51:00.004-03:00</published><updated>2011-08-01T10:48:46.732-03:00</updated><title type='text'>A preparação do ator</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-qrG7fzCGKMs/TjaiAIfVjdI/AAAAAAAABYQ/3NebsDufOWc/s1600/gloriareis.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 290px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-qrG7fzCGKMs/TjaiAIfVjdI/AAAAAAAABYQ/3NebsDufOWc/s400/gloriareis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635870106863373778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Gloria Reis&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Por vezes desconsiderado como área de produção de conhecimento  científico e ainda pouco contemplado nas pesquisas e debates acadêmicos,  o teatro possibilita reflexões acerca do cotidiano de um grupo social,  pode ser analisado como microcosmo das relações em um dado espaço, uma  das chaves para a compreensão das transformações e das permanências e  uma das lentes para percepção do denso emaranhamento dos processos de  construção de identidades coletivas. Observar e até mergulhar em  experiências semelhantes ou diferentes das nossas próprias são vivências  que o fenômeno teatral proporciona, e essa capacidade de transitar por  várias lógicas potencializa as manifestações artísticas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Considero  que fazer arte é, dentre outras coisas, pesquisar linguagens, criar  motivações, refletir sobre modos de vida, traduzir demandas sociais,  desconstruir e construir identidades. A criação artística reconhece  conceitos e valores que criadores e intérpretes têm em relação à  sociedade, é expressão de como o sujeito enxerga e pensa o mundo. Pode  se constituir em protesto, denúncia, provocação, alerta, uma forma de  reforçar padrões ou questionar valores, manifestar concordância ou opção  pelo confronto. Ao assimilar o espírito de sua época e dialogar com  várias realidades, o artista se inspira, cria, expõe-se, adquire  linguagem própria, posiciona-se e interfere individual e coletivamente  nos contextos que o cercam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É a partir dessas premissas que a  preparação de atores tem sido objeto de minhas preocupações. Não há  dúvida que o aumento do número de centros formadores favorece a  profissionalização, mas esse crescimento exige reflexões cada vez mais  sistematizadas sobre a importância dos artistas-professores, a qualidade  dos profissionais que estão se formando e os impactos na produção  artística e na cena cultural da cidade. Não se pode perder de vista que  conexões e diálogos entre formação de artistas, fenômenos  socioeconômicos, profissionalização e mercado, criação artística e  academia se realizam em complexas e muitas vezes contraditórias  instâncias mediadoras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Especialmente neste ano, em que o  Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado (Cefar) comemora  25 anos e a Escola de Teatro da PUC Minas completa 11 anos, escolas das  quais me orgulho de pertencer desde a criação, tenho refletido muito  sobre a produção do conhecimento artístico nas relações de mão dupla  entre ensino e aprendizagem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Escolha &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O  que significa estudar teatro para cada aluno que procura uma escola,  tanto do ponto de vista profissional quanto pessoalmente? Por que,  jovens ou não, com histórias tão peculiares, fazem essa escolha? O que  vão buscar ali e com o que se defrontam? Os riscos são muitos, há a  pressão financeira, os preconceitos, a falta de reconhecimento  profissional, a perversa ilusão de sucesso, nada de glamour. As  experiências vividas em uma escola de teatro são marcantes, porque é  impossível passar, com indiferença, por situações tão diversas daquelas  do universo do ensino formal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A nossa responsabilidade, de  quem leciona e comanda escolas de teatro, vai ficando cada vez maior,  pois, se o comprometimento com o aluno já é intenso, temos também o  compromisso com a comunidade artística, que nos delegou a função de  preparação dos futuros atores, e ainda com o público que comparece  euforicamente e em grande número às atividades e espetáculos dos  alunos-artistas, dando a eles muita importância. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A escola de  arte não surge por acaso. Ela é fruto de um momento que requer  profissionalização, do desejo do público por obras de boa qualidade, de  demandas da sociedade, que cobra participação mais efetiva na pesquisa,  na criação, na sistematização e na distribuição do conhecimento  artístico. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A sala de aula é o lugar da mistura e da síntese,  um dos mais favoráveis campos de encontro e de criação, pois reúne  pessoas com mentalidades diversas, que, por isso mesmo, são extremamente  importantes umas às outras e às possibilidades cênicas. O intercâmbio  de ideias e experiências, o convívio com a diversidade, os choques de  valores, os conflitos entre tradições e inovações, a exposição da  pluralidade são extremamente necessários à dinâmica das aulas de teatro,  em que limites, dificuldades e alternativas de superação vêm à tona.  Uma escola de teatro deve informar e formar, mas também desformar, tirar  da forma padrão, transformar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As restrições impostas pelas  condições de inserção de um departamento de teatro em uma instituição de  maior porte, pública ou privada, de cunho cultural ou essencialmente  educacional, interagindo com as permissibilidades que essas mesmas  condições oferecem, criam dinâmica particular, expõem as contradições e  as diferenças individuais e coletivas. Aí se situam conflitos,  negociações, o confronto de opiniões, o tempo da ruptura e o tempo da  continuidade. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;São quase sempre conflituosas as relações entre  propostas de formação artística e planilhas orçamentárias, verbas de  custeio, mapas de custo, número de alunos por turma, taxas de evasão,  disputas por espaço. Elas acabam por evidenciar a contraposição entre a  viabilidade financeira das escolas e as necessidades pedagógicas e  ansiedades estéticas daqueles profissionais que se entregam, com  competência e paixão, ao trabalho de formação. Para não abandonar a  essência de suas propostas, precisam encontrar brechas e alternativas  para levá-las à frente, convivendo com regras e hierarquias que, muitas  vezes, afastam-se do ambiente ideal para a criação artística. As  cobranças são necessárias, fazem parte do processo, mas devem ser  pautadas pelas singularidades do ofício. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não raro, nossa  atividade profissional é confundida com hobby, entretenimento, lazer,  relaxamento e considerada menor, fácil, quase desnecessária. “Importante  é a formação de médicos, que trabalham com a vida”, ouvimos dizer. Ora,  também lidamos com vidas tantas vezes em situação de risco, limítrofes,  em sérias dificuldades físicas e psicológicas. Recebemos o aluno  repleto de sonhos, entregando-nos suas inquietações e dúvidas, a sua  paixão, muitas vezes confiando a nós o seu futuro profissional. Nosso  ofício toca nos sentimentos de quem faz e de quem assiste, temos  responsabilidade sobre cada um que está ali para conhecer técnicas,  instrumentalizar-se, procurar caminhos, emocionar-se, imaginar, levantar  questões, encontrar formas de dialogar nas fronteiras tênues entre a  razão e a emoção. A construção de cada frase que será dita pelo  personagem, o desenho da partitura corporal, da proposta vocal, a  investigação da história, a criação da encenação como um todo requerem  processo infindável de experiências, tentativas às vezes dolorosas,  despreendimento. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Teatro é exigente. A formação é contínua.  Quando se chega a uma resposta, mudou-se a pergunta. Nos processos de  preparação do ator, as identidades são individualmente resgatadas e  coletivamente reconstruídas. Ao entrar na lógica dos personagens, dar  vida cênica a eles, recriamos realidades e permitimos ao público se  encontrar, representar-se por narrares múltiplos. O coletivo, como um  espelho, refrata, a cada instante, a individualidade, o particular, o  detalhe que se tornará, então, diverso e universo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mestre&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o professor-artista, um dos maiores desafios é provocar no aluno a  reflexão sobre quais pressupostos estão constituídos nos códigos  coletivos, levá-lo a discutir valores e dinâmicas sociais, gerar  inquietações e novas aspirações para transformar em linguagem cênica  percepções, questionamentos e perspectivas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido,  acredito que a preparação do ator deva ocupar um espaço maior que o  delimitado pelas salas de aula e pelos palcos ou aquele socialmente  reconhecido. O que o teatro pode proporcionar vai muito além da  experiência estética. Cada aluno acaba fazendo, ainda que  despretensiosamente, a escolha por transitar em estradas sinuosas e  pouco pavimentadas, aprende a lidar com o inusitado e com a busca de  alternativas. É uma opção desafiadora e extremamente apaixonante. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Por  acreditar na vitalidade e na potência transformadora da arte, sinto-me à  vontade para dizer ao aluno-ator: aproveite, deguste, saboreie, exerça  com responsabilidade e paixão a oportunidade que o palco lhe oferece.  Ocupe o espaço, alongue-se, respire, transpire e inspire, aqueça a voz, o  corpo e a cabeça, concentre-se, sinta o foco, busque o conhecimento e  se aproprie dele. Abra os ouvidos para as avaliações, escute os mestres,  desconfie das facilidades, faça leituras e releituras, observe, vá ao  teatro, assista a filmes, frequente exposições, cante, dance,  interprete, toque, estude, amplie o olhar, provoque e deixe-se provocar,  componha, pergunte, crie, repita, arrisque, erre, tente outra vez,  prontifique-se, proponha, considere a angústia uma necessidade, saia da  área de conforto, apaixone-se pela inquietude. Não tenha medo do novo e  nem despreze ou rejeite o já feito, caminhe na trilha de mão dupla entre  a tradição e a modernidade, esteja disponível, fique em estado de  alerta e seja generoso. E, quando tocar o terceiro sinal, ciente de seu  compromisso com a coletividade, entregue-se à sábia loucura de estar em  cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gloria Reis é professora, coordenadora da Escola de Teatro PUC Minas e ex-diretora do Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado (Cefar).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(Artigo publicado no caderno Pensar do Jornal Estado de Minas, sábado, 30/7/11)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1022700451679575774?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1022700451679575774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1022700451679575774&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1022700451679575774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1022700451679575774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/08/preparacao-do-ator.html' title='A preparação do ator'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-qrG7fzCGKMs/TjaiAIfVjdI/AAAAAAAABYQ/3NebsDufOWc/s72-c/gloriareis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-6812214628592189369</id><published>2011-08-01T09:17:00.001-03:00</published><updated>2011-08-01T09:18:40.960-03:00</updated><title type='text'>Festa de descasamento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-d5QSyg6Ejjk/TjaZkfYwjOI/AAAAAAAABYI/o1jE6Yi8ztU/s1600/festadedescasamento.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-d5QSyg6Ejjk/TjaZkfYwjOI/AAAAAAAABYI/o1jE6Yi8ztU/s400/festadedescasamento.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635860835880439010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hilário e Bernadete até que foram mais ou menos felizes. Por exatos 37  meses. Os dois anos de namoro, então, foram uma beleza. Depois, com o  casamento, é que a coisa desandou. Aí, foi um pega pra capar sem  precedentes. O amor virou amizade e a amizade acabou costume. “Não dá  mais. Sou de outro!”, disse na lata a mulher, já enrabichada com fulano  qualquer. “Como assim?”, ele quis saber, já que pensou ser para sempre.  Naquela noite de rompimento não teve mais conversa. Foi um chororô sem  fim madrugada adentro. Um em cada canto da casa. Ele, no quarto do  corredor, pensava em como fazer para viver sem ela. Ela, na suíte de  casal, aos soluços, pensando no que ia dizer para o papai e para a  mamãe, católicos tradicionais e honestos. Fim do enlace. Cada um seguiu  seu rumo sem olhar para trás. É preciso ser assim entre adultos de  juízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, feridas abertas, a separação foi bastante doída.  Ela queria se ver logo, o quanto antes, livre do nome do sujeito. Já  ele, não teve pressa: “Vai que um dia ela volta”. Bem típico dos  rejeitados mais tolos. Não. Ela não voltaria. Já não havia mais nada em  comum entre os dois. Melhor para o Hilário que conheceu Maria. O que  havia de melhor e mais interessante em Bernadete parecia até defeito em  Maria. Moça boa para toda a vida estava ali, tão perto, na mesa ao lado  da repartição. Demorou até para o Hilário acreditar que merecia tanto.  “Meu Deus!”, pensou alto, logo na primeira noite que saíram juntos. Ele  foi bastante sincero quando aceitou o convite: “Melhor não. Ainda tenho a  diaba na cabeça”. Maria foi implacável: “Sei bem como juntar os seus  cacos”. Não só sabia como o fez inteiro depois de bom prato de massa e  garrafa de vinho chileno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilário nem se lembrava mais o que era  carinho. Maria já gostava do moço havia tempo. Tanto que nem escondeu  contentamento quando soube da separação. Ainda assim, esperou quase mês  para tentar conquistar o sujeito. Na noite do jantar, em Santa Tereza,  preparou cenário de cinema. Na manhã seguinte, Bernadete e o amante já  eram poeira nas ideias de Hilário. Foi a pé para o trabalho para ter  tempo de repensar a vida. Passou em flora requintada na Floresta e  dobrou a esquina do escritório. Lá, na frente de todos os companheiros  de departamento, deu flores e fez declaração ao novo amor. O casal  conseguiu semana antecipada de férias com o chefe gente boa e seguiu  para pousadinha em Santa Catarina. Foram dias de futuro e aconchego.  Hilário e Maria se divertiram, se coisaram e se quiseram muito e mais.  “Engraçado o destino”, suspirava o moço, enquanto Maria dormia sorrindo,  exausta, com a cabeça em seu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia veio num estalo,  por ocasião da data da assinatura do divórcio conhecida pelo telefone:  “Claro! Uma festa! É isso! Uma festa!”. Hilário, felicíssimo, decidiu  dar um baile de arromba para comemorar o fim do imbróglio com a  Bernadete. Raspou todas as economias da caderneta de poupança, contratou  o mesmo cerimonial de seu casamento e repetiu a farra para 500  convidados, no mesmo casarão de eventos em Nova Lima. Até os mais  chegados da ex-mulher ele fez questão de chamar. Passou a noite nos  braços de familiares e amigos para amanhecer para sempre dentro de  Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 1º/8/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-6812214628592189369?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/6812214628592189369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=6812214628592189369&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6812214628592189369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6812214628592189369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/08/festa-de-descasamento.html' title='Festa de descasamento'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-d5QSyg6Ejjk/TjaZkfYwjOI/AAAAAAAABYI/o1jE6Yi8ztU/s72-c/festadedescasamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-4401540104959016488</id><published>2011-07-27T11:19:00.003-03:00</published><updated>2011-07-27T13:21:04.183-03:00</updated><title type='text'>Cadê a graça, senhor impostor?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-QPY5G6kPKow/TjAfwVhH5VI/AAAAAAAABYA/T2BvodNCltc/s1600/amy.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-QPY5G6kPKow/TjAfwVhH5VI/AAAAAAAABYA/T2BvodNCltc/s400/amy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634038049110746450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Espanta-me a falta de criatividade do humor brasileiro neste século 21.  Venho de uma família que aprendeu a gargalhar com Chaplin, Tati, O gordo  e o magro, Os três patetas, Oscarito, Mazaropi, Grande Otelo e Chico  Anysio. Também curti à beça a graça quase inocente de Os trapalhões e de  Chaves. Já este humor barato desses pseudo-humoristas, que ganham  projeção fazendo hora com a cara dos outros ou com piadinhas de mau  gosto, envolvendo diferenças de cor, sexo, biotipos e religião, que  perseguem celebridades, francamente, isso, não tem audiência entre os  que me são caros. Tenho pavor de trotes e pegadinhas de qualquer  natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe-me o desabafo, caro leitor. É que já há algum  tempo estou para descer a caneta nesse humor chinfrim que emburrece e  empobrece plateias de várias tribos. A gota d’água, para mim, veio com a  notícia que acompanhei pela internet sobre um tal “impostor” brasileiro  de um programeco desses de tevê, que invadiu o funeral da cantora Amy  Winehouse. Cerimônia particular, apenas para familiares e amigos muito  próximos, e o cara-de-pau lá, de papagaio de pirata, em busca de  audiência. É verdade. Virou notícia. Aqui, em nosso quintal, do modo  mais negativo possível, porque quem não é capaz de respeitar luto, não  merece consideração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, sobre essa moça, também preciso  fazer registro. No Natal passado, ganhei um CD, presente do meu filho –  um adolescente de muito bom gosto, estudante de música em Vila Velha. No  CD, todas as canções da Amy Winehouse, em MP3. Desde então, é só o que  toca no meu carro. Há sete meses ouço a voz inconfundível da menina  morta. Caramba, quanto talento. Não sou entendido em nada – já conheço  entendidos demais. Mas, não há dúvida que essa menina Winehouse não era  artista qualquer. Sua breve passagem será lembrada para sempre. Não por  causa de sua relação com as drogas, mas pela bela voz e pelas canções incríveis que ela compôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Amy esteve no  Brasil, no início do ano, Violeta e eu quase fomos ao seu show no Rio de  Janeiro, mas contas apertadas, feitas na ponta do lápis, achamos melhor  esperar uma outra oportunidade. Paulo e Márcia, casal velho amigo, foi.  Paulo disse que, lá, havia um monte de gente torcendo para a menina dar  algum vexame. Já a Márcia contou que jamais vai esquecer a emoção que  sentiu ao ver a Amy Winehouse cantando, bem de pertinho. Gravou vídeos e  fez uma porção de fotos do aparelho celular. Ontem, o Paulo me mandou  e-mail: “Estamos muito tristes com a morte da Amy Winehouse, Josiel.  Muito mesmo. Que ela, agora, encontre a paz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, sobre a Amy  Winehouse gostaria de escrever mais. Por hora, é o que dou conta de  anotar entre uma corrida e outra, ao som de “Valerie”. Agora, sobre a  pequenez dos engracistas de plantão, dessa safra pobre de humor barato  que toma conta das emissoras de tevê, não tenho mais a dizer. Uma  pergunta apenas: “Cadê a graça, senhor impostor?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 27/7/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-4401540104959016488?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/4401540104959016488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=4401540104959016488&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4401540104959016488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/4401540104959016488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/07/cade-graca-senhor-impostor.html' title='Cadê a graça, senhor impostor?'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QPY5G6kPKow/TjAfwVhH5VI/AAAAAAAABYA/T2BvodNCltc/s72-c/amy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-3574345919315027160</id><published>2011-07-25T13:28:00.001-03:00</published><updated>2011-07-25T13:31:15.658-03:00</updated><title type='text'>Homens que se abraçam</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-i2gbJdQGuNs/Ti2aReW1YmI/AAAAAAAABX4/Us_SG8jnIM4/s1600/ipe-rosa2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-i2gbJdQGuNs/Ti2aReW1YmI/AAAAAAAABX4/Us_SG8jnIM4/s400/ipe-rosa2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633328333907649122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Até o Roberval, machão do tipo que raspa a garganta e cospe no chão,  ficou assustado com a notícia. O caso de polícia, ocorrido em São João  da Boa Vista, no interior de São Paulo, envolvendo sete criminosos que  agrediram pai e filho, abraçados, confundidos com casal gay, é mesmo de  causar espanto aos mais antigos. "O homem de 42 anos, abraçado ao filho  de 18, teve parte da orelha decepada pelo agrupamento de agressores",  disse o âncora da TV. Roberval, fazendeirão, crescido e criado entre  mulas e marimbondos, ainda não havia se tocado por ação tão bárbara por  parte do bicho-homem. Lembrou-se das palavras do pai, já do lado de lá,  abatido por cirrose brava provocada pela cachaça: "Não quero você  abraçado com o seu tio, moleque! Homem que é homem não abraça homem e  espero não ter que repetir isso. Estamos entendidos?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho Pedro  era mesmo de lascar. Também pudera, analfabeto de pai e mãe, educado  por coro de vara de marmelo e pescoções, jamais soube o que era abraço.  Quase recebeu um único apenas. No leito de morte. Mas ficou no quase, já  que o pequeno Roberval não teve coragem de desobedecer o moribundo. O  garoto chegou a se inclinar e levar os bracinhos em direção ao pai, na  cama de madeira pesada, no quarto mais triste da fazenda. Tomado por  trauma, acabou por interromper o gesto ao bater o olho na cara amarrada  do homem-macho que se ia. A imagem do último suspiro do pai, 45 anos  passados, voltou nítida aos pensamentos do Roberval, hoje, às vésperas  de seu cinquentenário. A notícia da estupidez contra pai e filho no  interior paulista tocou para valer o sujeito, que parou para rever a  vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-se dos filhos homens, jamais abraçados, que estavam  para chegar na manhã daquele sábado para o domingo de festa de  aniversário no Triângulo Mineiro. Três rapazes feitos, estudantes de  respeitada instituição de ensino em Belo Horizonte. Embora turrão,  Roberval era pai preocupado com o futuro. Até montou apartamento no  Bairro Coração Eucarístico para os garotos tocarem a vida. Depois que a  mulher o deixou então, no verão passado, passou a pensar mais ainda nos  meninos. Iracema largou Roberval para morar em casinha de praia no  Guarujá. "Pra lá é que não vou nunca, Iracema. Se quiser, pode ir",  disse à mulher. Ela foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe da mulher e dos filhos, o Roberval  estava mesmo disposto a olhar para dentro de si. Agora, pela televisão, a  barbaridade cometida contra pai e filho em São Paulo soprou-lhe a alma.  Assim sendo, o produtor rural colocou sua melhor roupa e deu ordens à  cozinheira: "Dona Francisca, hoje, quero melhor almoço que a senhora já  fez nesta casa, ouviu!". Seguiu a pé os três quilômetros de terra batida  até a porteira. Lá, sob frondosa copa de ipê cor-de-rosa, ficou a ouvir  pássaros azuis. Horas depois, gastou os melhores abraços da vida com  seus três homens feitos. Iracema, no banco de trás do carro sedan,  surpresa de aniversário, acabou ela surpreendida com a cena de família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 25/7/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-3574345919315027160?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/3574345919315027160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=3574345919315027160&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3574345919315027160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/3574345919315027160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/07/homens-que-se-abracam.html' title='Homens que se abraçam'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-i2gbJdQGuNs/Ti2aReW1YmI/AAAAAAAABX4/Us_SG8jnIM4/s72-c/ipe-rosa2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-7065386163616607661</id><published>2011-07-20T09:49:00.001-03:00</published><updated>2011-07-20T09:54:47.855-03:00</updated><title type='text'>A praga do ciúme</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-A8OqMUxsjQA/TibQBdQCNmI/AAAAAAAABXw/gTWZiEQSgo4/s1600/ciumes.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 238px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-A8OqMUxsjQA/TibQBdQCNmI/AAAAAAAABXw/gTWZiEQSgo4/s400/ciumes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631417107523712610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais um crime motivado por suposta traição para perturbar o cidadão de bem. Foram sete disparos contra a mulher. Bastava uma bala. Mas, tamanha a fúria do marido traído, foram sete. O assassinato e a entrega do criminoso, trabalhador, sem maus antecedentes, foram destaque no noticiário policial. Amigos e conhecidos da praça comentam com tristeza mais essa trágica história de violência. É sempre um horror quando o amor se faz doença. Ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém. Todos sabemos disso. Ainda assim, com triste frequência, a gente fica sabendo de tragédias assim. Homens e mulheres estragando suas vidas em ações bestas, criminosas, por absoluta falta de juízo. Na maioria dos casos, estupidez do macho, ferido na alma, para lavar a “honra”. Francamente. Só a loucura para explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não já sofreu por amor? É duro ser substituído no coração de quem quer que seja. As decepções amorosas são mesmo de lascar. É fato. Posso falar de carteirinha porque também trago no peito carcaça cheia de remendos. Hoje, mais feliz do que nunca, ao lado da melhor companheira do planeta. Mas, até chegar aqui, amigo leitor, não foi nada fácil. O que posso afirmar, com a certeza de quarentão escaldado, que, desde sempre, vive intensamente a chama das paixões, é que há sempre alguém pela frente bem melhor do que aquele que ficou para trás. Tenho inúmeras razões para pensar assim: foi trocado? Não olhe para trás. O remédio está adiante. Poderia citar aqui casos e mais casos de desfechos felizes para as separações mais doídas. Em família e entre amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ciúme é uma praga que cega e só induz à besteira. O importante é acreditar no amor que constrói, que realiza. Não há segredo nem fórmula. Para mim, o caminho é ter autoconfiança e amor próprio em qualquer relação. Não dá para se perder na vida do outro, acreditando que assim você vai ter garantia de alguma coisa. Não há garantia. Nunca há. O amor é um salto no abismo à espera de alguém para lhe segurar lá embaixo. Só que esse alguém só pode ser você mesmo. Não faz sentido transferir para o outro as responsabilidades que envolvem os saltos do nosso coração. Até, vez por outra, costuma aparecer pessoa boa afim de nos auxiliar nisso. Contudo, a experiência mostra que é melhor não contar muito com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor é acreditar nas manobras dos céus. Existem ditos populares aos montes que indicam esse pensamento: “Há males que vêm para bem” ou “Deus escreve certo por linhas tortas”, para citar apenas dois. Se há um sujeito ou uma sujeita fazendo você de gato e sapato, traindo a sua confiança, amigo leitor, não titubeie: siga em frente. Mas de mãos limpas, porque a violência é coisa besta, efeito de ignorância. Quem fere o outro, bem no fundo, acaba por destruir a si mesmo. O amor, tenho certeza, não é nada disso que se vê nas manchetes de polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira Dois - Josiel Botelho - 20/7/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-7065386163616607661?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/7065386163616607661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=7065386163616607661&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7065386163616607661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/7065386163616607661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/07/praga-do-ciume.html' title='A praga do ciúme'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-A8OqMUxsjQA/TibQBdQCNmI/AAAAAAAABXw/gTWZiEQSgo4/s72-c/ciumes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-2398234823199284692</id><published>2011-07-18T12:32:00.002-03:00</published><updated>2011-07-18T13:04:57.784-03:00</updated><title type='text'>Um recado do Olimpo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-yEtzjrjCzxY/TiRS-PidOuI/AAAAAAAABXo/KzVYWG6XhVA/s1600/o-monte-olimpo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 341px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-yEtzjrjCzxY/TiRS-PidOuI/AAAAAAAABXo/KzVYWG6XhVA/s400/o-monte-olimpo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630716663396383458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Olavo é um cara do bem. Bom moço em todos os planos, o jovem ator é daquele tipo de artista – diferentemente de muitos – que vive inteiramente a arte que há em si. “É um escolhido”, dizem os veteranos. Sabe bem mandar um texto e se comportar nos bastidores. Não gosta de fofocas, mexericos ou conversas lançadas ao vento. Aprecia boas intenções e acredita nas sérias relações de afeto e de trabalho. Sonhador, tem a cabeça no infinito, bem perto do Olimpo. Lá, onde agora deve sorrir o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessas peças que só a arte sabe pregar, o pai do Olavo teve mal súbito. Isso, dias antes de nova estreia do filho. No CTI, em estado grave, o homem motivou o herdeiro, fiel escudeiro, a não deixar de lado o sonho de viver dignamente como ator. Já tarde da noite, com a força que lhe restava, o bom homem disse palavras de disciplina e esperança ao garoto, que deixou o hospital com muita fé na recuperação do pai. Enquanto o sol se levantava, quis o universo, o pai do Olavo partiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio de saudade e dor. Emudecido, o artista, estudioso das emoções construídas, experimentou sentimento que não se mente, que não se repete. Repassou a vida de três décadas como um filme. Lembrou-se do pai na plateia, em muitas de suas estreias, com a melhor cara do mundo. Ocasião em que, quase num ritual, o velho (nem tão velho assim) gostava de usar as roupas novas do filho sem que ele soubesse. Do palco, Olavo se divertia ao ver o pai estreando seus panos de bom gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quer saber?”, pensou Olavo, “vai ser como sempre foi”. Confidência guardada entre os dois. E assim, separou roupa nova para vestir o pai. Decidiu ele mesmo preparar o corpo do velho para o sepultamento. Com o coração em frangalhos, amparado por braços camaradas, o moço se despediu do pai-amigo para tocar adiante a vida. Havia muito a fazer. “A dor faz crescer homens de verdade”, é o que costumam dizer. Com o Olavo não seria diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais dedicado, voltou aos salões de ensaio para vencer caminhos. Pouco tempo passado, reencontrou conhecido espírita, de quem havia muito não tinha notícia. Um abraço apertado e um recado do Olimpo, soprado em segredo: “Olavo, seu pai mandou agradecer a roupa nova”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 18/7/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-2398234823199284692?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/2398234823199284692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=2398234823199284692&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/2398234823199284692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/2398234823199284692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/07/um-recado-do-olimpo.html' title='Um recado do Olimpo'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yEtzjrjCzxY/TiRS-PidOuI/AAAAAAAABXo/KzVYWG6XhVA/s72-c/o-monte-olimpo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-6569668488129750480</id><published>2011-07-13T12:17:00.003-03:00</published><updated>2011-07-13T12:20:14.041-03:00</updated><title type='text'>A última janta do Cabeleira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-AByo9XcF7TA/Th23G_ansLI/AAAAAAAABXg/C8PHCYuS2BI/s1600/meia-noite-em-paris-636x389-custom.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 245px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-AByo9XcF7TA/Th23G_ansLI/AAAAAAAABXg/C8PHCYuS2BI/s400/meia-noite-em-paris-636x389-custom.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628856440013172914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Josiel Botelho* &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana intensa  de muito trabalho. Pausa para um cineminha porque  ninguém é de ferro.  Afinal, ou é assim ou acabo perdendo a namorada –  moça pra lá de  especial, com uma paciência incrível para aguentar o meu  batidão no  volante. Fazer o quê: “O trabalho edifica o homem”. É o que  cresci  ouvindo o velho Botelho dizer. No cinema, fui ver um filme de um  tal  Woody Allen, chamado Meia-noite em Paris. Caramba! Escolha da  Violeta,  chegada num filme diferente. Achei um barato. A gente que é  muito  acostumado com o cinemão americano assusta um pouco, é verdade.  Porque,  cá entre nós, esse Woody Allen pode até ter nascido nos EUA, mas  nem  parece americano. Os diálogos são muito bons e ele é muito crítico.   Critica tudo e a si mesmo o tempo todo. É muito legal. Então, fica aqui   a dica cultural: uma viagem no tempo e no espaço. Ah, Paris! Falei do   filme e da vontade que fiquei de conhecer Paris para alguns amigos e   eles caíram na minha pele: “Que isso, Josiel? Tá sonhando alto, hein,   parceiro!?” Porque não, Adelson? Pobre também sonha, meu filho. Não é   não, amigo leitor!? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não render, vamos  mudar de assunto.  Depois a gente conversa, Adelson. Olhem só, tenho uma  passageira com uma  história incrível que preciso dividir. Não vou  citar o nome dela aqui  para que ninguém a identifique. Isso não seria  bom. Mas foi ela mesma,  nossa leitora há mais de cinco anos, quem  autorizou. “Pode anotar aí no  seu caderno, Josiel. Quem sabe isso não  vai abrir os olhos de alguém que  vive uma situação parecida com a  minha”, disse, com os olhos  avermelhados, domingo, a caminho de  Confins. Vamos chamá-la de Magnólia.  Magnólia passou mais de dois anos  namorando o Cabeleira, um comerciante  de Contagem. Pensava que era amor  para toda a vida. O camarada, casado,  enrolou a Magnólia cheio de  manha e malandragem. Disse até que a esposa  estava entrevada, vítima de  doença rara e coisa e tal. Segundo ele, a  condição da mulher era um  grave impedimento para que ele se separasse. &lt;p&gt;  E,  assim, o  tempo passou. Até que a Magnólia descobriu que a mulher do  Cabeleira  tinha uma saúde de ferro e que era professora. Até o endereço  da escola  ela descobriu com uma conhecida em comum – Belo Horizonte é  cidade  pequena demais, vivo dizendo. Magnólia foi até o colégio e teve  uma  conversa muito séria com a dona, que para o espanto da Magnólia,  sabia  de tudo. Contou que o marido não era fácil mesmo e que tinha um  monte  de caso. Que ela – a minha amiga – “não era a primeira e nem seria  a  última”. E que eles, de fato, já não dormiam juntos havia tempo. Mas   não por causa da Magnólia, e, sim, por causa de uma tal de Ivete, lá do   Vale do Jatobá. Por fim, disse que não se separava do marido porque ele  é  que tinha que sair de casa. E até disse que já estava bem feliz, com   novo amor e tudo. Fiquei boquiaberto. E olha que conheço muitas   histórias cabeludas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  O desfecho foi que a Magnólia, com  muito  sangue frio, preparou um jantar bem caprichado para o sujeito, na   sexta-feira – dia em que ele sempre dormia na casa dela. Depois que  ele  mandou ver a beringela recheada, ela decidiu colocar tudo em pratos   limpos. Cabeleira não negou a Ivete. Disse que amava as duas. Magnólia   ficou arrasada. Mandou ele embora e disse que lá, ele não come nunca   mais. De Confins, muito triste, seguiu para Brasília. Vai passar uns   tempos na casa de uma irmã para ver se esquece o pilantra. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;*Josiel Botelho é colunista do jornal Aqui e taxista em Belo Horizonte    &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-6569668488129750480?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/6569668488129750480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=6569668488129750480&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6569668488129750480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/6569668488129750480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/07/ultima-janta-do-cabeleira.html' title='A última janta do Cabeleira'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AByo9XcF7TA/Th23G_ansLI/AAAAAAAABXg/C8PHCYuS2BI/s72-c/meia-noite-em-paris-636x389-custom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-1142619140171687273</id><published>2011-07-11T10:40:00.000-03:00</published><updated>2011-07-11T10:41:42.498-03:00</updated><title type='text'>Conversa de salão</title><content type='html'>Fala-se muito em salão. No da Matilde, então, é uma beleza. Lá, toda  mulher, arrumada, até que parece ser bem feliz. Não importa a idade, a  condição financeira ou o estado civil. Agenda lotada regularmente, a  loja chique faz sucesso há mais de 15 anos. Além da clientela fixa, vez  por outra, o acaso leva alguém de passagem ao estabelecimento. Foi assim  com o Hugo, vendedor ambulante, que precisava dar um tapa no visual.  "Dá para aparar o cabelo?", perguntou. "Vamos entrando", respondeu  Matilde, aproveitando brecha na agenda. Zuleika, a manicure, pintava de  vermelho as unhas de uma senhora feita no bisturi, que aparentava uns 70  anos. Odete, outra especialista, massageava o couro cabeludo de jovem e  elegante madame. Matilde ofereceu ao Hugo a cadeira próxima às duas  distintas clientes. Deu-lhe uma revista - dessas de muitas caras e pouco  conteúdo - e desceu a tesoura. No entorno, o assunto parecia  interessantíssimo. A cliente da Zuleika, metida a gostosona, dominava a  cena:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não. Só tenho a agradecer por não ter que cuidar de  marido. Homem envelhece muito mais que a gente. Tenho a cabeça de  menina. Uso short e minissaia até hoje. O que é bonito tem que ser  mostrado. Ninguém fala a idade que eu tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não fala mesmo. Te dou no máximo 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Já falaram em 35, menina. Faço 64, sábado agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Inacreditável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;–  E não tenho o menor problema em assumir a idade. Só não deixo o cabelo  branco porque acho feio. Olha só a minha mão... Até a minha mão tá  conservada. Vocês já viram a mão da Hebe Camargo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É feia demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;–  Pois é. Antigamente, eu ficava assim: "Porque fulano não casou comigo?  Ou o sicrano ou o beltrano?". Hoje, dou graças a Deus. Sou solteríssima e  enroladíssima! (risos) Outro dia, no supermercado, encontrei um  ex-namorado, de quem eu gostava muito. Ele terminou comigo pra ficar com  uma baixinha horrorosa. Eu era muito melhor que ela. Aí, quando eu bati  o olho nele, quase cai pra trás. Horrível. Arrastando a perninha, um  caco. E a baixinha lá, cuidando da bagacera. Fiquei até com dó da  figurinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Matilde, gente muito boa, bastante envergonhada com a  conversa furada da faladeira, cobrou só a metade pelo corte do Hugo,  que não resistiu e, antes de deixar o salão, colocou ponto final na  conversa: "Se me permitem... A senhora aí, toda plastificada, é um  gradissíssimo tribufu!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Bandida - Jefferson da Fonseca Coutinho - 11/7/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-1142619140171687273?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/1142619140171687273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=1142619140171687273&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1142619140171687273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/1142619140171687273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/07/conversa-de-salao.html' title='Conversa de salão'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3304360593832279339.post-6152307092411587045</id><published>2011-07-11T09:45:00.005-03:00</published><updated>2011-07-11T10:23:41.502-03:00</updated><title type='text'>O teatro que se faz no teatro</title><content type='html'>"A hora da estrela" em imagens. Havia muito mais a fotografar. Da cabine, entre um foco e uma faixa, fica um pouco do que foi possível registrar. Aos Deuses do Olimpo, sabedores de todas as intenções e vontades, mais uma vez, o meu muito obrigado. Evoé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-yOnqXxr8r64/ThrzFAq-WKI/AAAAAAAABXQ/OMshYLuzemQ/s1600/IMG_8860b.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-yOnqXxr8r64/ThrzFAq-WKI/AAAAAAAABXQ/OMshYLuzemQ/s400/IMG_8860b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628077951757998242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-tcCVg_RmCwY/ThrzE4diy1I/AAAAAAAABXI/NXZHQRGV5oU/s1600/IMG_9095b.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-tcCVg_RmCwY/ThrzE4diy1I/AAAAAAAABXI/NXZHQRGV5oU/s400/IMG_9095b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628077949554182994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-UvZoPZAckyg/ThrzErGG5nI/AAAAAAAABXA/fyCWX9BQCX8/s1600/IMG_9126b.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-UvZoPZAckyg/ThrzErGG5nI/AAAAAAAABXA/fyCWX9BQCX8/s400/IMG_9126b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628077945966225010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-_Crn3Usv-_E/ThrzEEQoIPI/AAAAAAAABW4/n4TLZBXxav4/s1600/IMG_8733b.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-_Crn3Usv-_E/ThrzEEQoIPI/AAAAAAAABW4/n4TLZBXxav4/s400/IMG_8733b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628077935541362930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-oFkiYLO_y3E/ThrzEA4fudI/AAAAAAAABWw/CRfPJ1RLlus/s1600/IMG_9125b.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; 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margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 237px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-9zuJ-vHbROI/ThnczwbZ-DI/AAAAAAAABUw/JSVVmCWQ3Yg/s400/ahoradaestrela.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627771991107434546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje, às 20h, na Escola de Teatro Puc Minas, Rua Sergipe, 790, Funcionários, tem última apresentação de "A hora da estrela". Adaptação da obra de Clarice Lispector, a montagem marca a formatura de mais uma turma de alunos que vai deixar saudade. Meu carinho e meus votos de sucesso na carreira e na vida. Evoé!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3304360593832279339-289926701393520630?l=jeffersondafonseca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/feeds/289926701393520630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3304360593832279339&amp;postID=289926701393520630&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/289926701393520630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3304360593832279339/posts/default/289926701393520630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jeffersondafonseca.blogspot.com/2011/07/tudo-comecou-com-um-sim.html' title='&quot;Tudo começou com um sim&quot;'/><author><name>JFC</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07335293552752863257</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_t6Nmrj6HiHM/Rw4c_guvBAI/AAAAAAAAAAc/XPH6RybjA_U/s200/jeff3x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9zuJ-vHbROI/ThnczwbZ-DI/AAAAAAAABUw/JSVVmCWQ3Yg/s72-c/ahoradaestrela.j
